Bom dia, queridos leitores!! Hoje acordei inspirada... tomei um cafézinho tranquilo, liguei o Spotfy na playlist "Chá com a Rainha", e enquanto ouço um pouquinho de música britânica vou escrevendo a resenha do terceiro livro da série "Meu Romeu" da autora Leisa Rayven... então vem comigo!!

 "É como se uma melodia tivesse soado na minha cabeça durante toda a minha vida e, graças a ele, agora ela tivesse letra."

     Depois de sentir aquele aperto no coração de saudade do Ethan e da Cassie, agora é hora de conhecer um pouco mais sobre a "cunhada mais fofa" da literatura: Elissa Holt. A irmãzinha de Ethan já viveu muita coisa, passou por inúmeras provações, e agora torce para que sua vida seja tranquila, como uma noite de queijos e vinhos... mas não é bem isso que o destino reservou para ela.

     Diferente de seu irmão, Elissa não nasceu para o palco. Sua grande paixão se enconde atrás das cortinas do teatro e depois de batalhar para conseguir seu lugar, hoje é uma grande diretora de palco da Broadway. Sua vida e seus dias são divididos com seu melhor amigo Josh Kane, que além de trabalharem juntos, dividem um apartamento e vários segredos. Um desses segredos é que Elissa está prestes a ser diretora da peça 'A Megera Domada' de Shakespeare, e o ator e galã universal, além de homem mais sexy do mundo, Liam Quinn, seu único e verdadeiro amor fará o papel principal: Petruchio. Como lidar com isso? Nem Elissa sabe ainda...

"Certa vez li uma citação de Oscar Wild que dizia: 'Um beijo pode arruinar uma vida humana'. As palavras me deixaram perplexa, porque até aquele momento eu sempre acreditei que beijos eram doces, mas não tinham importância alguma. Mas esse beijo? Ele já me arruinou."

     Elissa conheceu Liam de forma rápida e avassaladora, há 6 anos atrás. O que eles viveram teve um fim muito precoce, mas o sentimento criou raízes tão fortes que prometiam nunca mais deixar o coração de Elissa. Fazia muito tempo que eles não se viam, e Elissa prometeu para si mesma que ela manteria o profissionalismo sempre acima de qualquer sentimento... afinal ela precisava manter sua imagem dentro do ramo de trabalho. O reencontro até que não foi tão ruim, mas o que mais incomodava Elissa era a presença da doce e delicada Angel Bell, a maravilhosa atriz que interpretaria Catarina. Além de ser uma das mulheres denominadas "mais lindas do mundo", ela era nada mais nada menos que noiva de Liam. Isso sim era uma ponta de alfinete espetando o coração de Elissa o tempo todo. 

     Com o tempo, Angel se aproximou de Elissa de tal modo que ficou impossível não amá-la! Angel tinha Elissa como uma grande amiga e confidente em pouquíssimo tempo juntas. Ela era genial!! Divertida, linda, bem humorada e cheia de histórias para contar... Ela precisava esquecer Liam, pois era impossível um homem não ser feliz ao lado de Angel. Porém, o fato de passarem muito tempo juntas, fez Liam também se aproximar de certa forma... e Elissa passa a descobrir pequenos detalhes da vida de Liam que fariam toda a diferença em seus dias de trabalho. E como fariam para não misturar a razão e o sentimento??

     Será que Liam e Angel são mesmo um casal perfeito?? Como Elissa e Liam podem lidar com todo esse sentimento que está aprisionado no coração há seis anos?? Fora do palco a realidade é outra e pra descobrir onde esses personagens se meteram... vocês precisam viver e pensar como eles!!! Eu me recuso a contar pra vocês... hahahaha... mas confesso que quero voltar logo pra esse mundo nada mágico... mas muito avassalador!!

"Fale comigo. Me toque. Seja lá o que for que faça você se sentir à vontade. Só fique comigo. Por favor. Não temos muito tempo. E eu tenho um forte pressentimento de que ter parte de você será melhor do que ter tudo de qualquer outra pessoa."

Comentários

     Ah meu Deus!! Que livro foi esse??? Impossível não se apaixonar! Então antes mesmo de fazer alguns comentários eu já estou "OBRIGANDO" todo mundo a ler... vale muito a pena!

     No começo, quando vi que ia ler uma história que não era de Ethan e Cassie, eu fiquei com pé atrás. "Nossa Iza mas você tem mania de fazer isso sempre"... e é verdade. Eu tenho essa mania horrível de evitar leituras por medo de me decepcionar ou de colocar um ponto final em alguma serie ou saga que eu amei muito. Mas ai, certo dia eu fui procurar no instagram alguns comentários sobre o livro e vi muita gente elogiando profundamente a leitura... alguns diziam até que gostaram mais do que a história de Meu Romeu e Minha Julieta... bastou! Parei de enrolar e fui correndo ler...

     O resultado foi que eu amei a história! Elissa é muito fofa e determinada (e olha que as vezes eu sinto que essas duas palavras nem caberiam juntas na mesma frase), e me cativou logo no início. Seu amor por Liam estava presente o tempo todo e mesmo sabendo que não podia ficar com ele, Elissa nunca negou seus sentimentos... claro que ela omitiu muitas vezes por causa de seu trabalho e seu profissionalismo, mas nunca negou o que sentia, e isso foi muito corajoso. Por outro lado, Liam é um perfeito ator, mas não só no palco... a vida de Liam não foi fácil e desempenhar um papel para proteger a quem se ama é dedicar-se de corpo e alma àquela pessoal...

"Anos atrás, vi um artigo de revista que dizia que todo mundo deveria ter o coração partido ao menos uma vez para se transformar em uma pessoa melhor. Dizia que a dor de perder alguém que se ama faz você aprender sobre si mesma. Desenvolve força e resiliência.
Quem quer que tenha escrito esse artigo pode ir se foder"

     Falando sobre a escrita da autora, eu achei que em Coração Perverso ela foi mais sutil com as palavras. Menos xingamentos e mais ações... o que combinou muito mais com o universo de todos os personagens. A leitura foi muito gostosa, cativante, cheia daqueles episódios que te fazem morrer de rir, intercalados com aquelas passagens feitas para todo e qualquer leitor morrer de amor... amo livro assim! O que lembrou muito os dois primeiros livros da série foi aquele capítulo especial em que a autora da uma passadinha no passado dos personagens, explicando muita coisa que acontece agora no presente... e nesta curta passagem há anos atras, já conseguimos ver o quanto cada personagem evoluiu e amadureceu... brilhante!

     Broadway! NY! 5ª Avenida... sempre amei livros que trazem um mapa embutido em suas páginas... e este trouxe New York e uma quantidade intrigante de pontos turísticos que despertaram em mim aquela vontade de conhecer cada um deles! Minha mãe já foi pra lá e amou de paixão.. realizou um sonho dela. Acho que está na hora de ela me levar lá pra conhecer... e que esteja incluso um convite especial para assistir à uma peça de teatro musical na Broadway, tá??

     Bom pessoal, acho que era isso que eu tinha pra falar desse livro lindo!! Amei e recomendo (mais uma vez)... Espero que vocês tenham gostado e que deixem nos comentários um pouquinho da visão de vocês sobre o livro!! Sim!! Vamos conversar!!


     E para quem quiser conferir um pouquinho mais sobre "Meu Romeu" e "Minha Julieta", tem resenha aqui no blog, tá?? É só clicar no link aqui em baixo... <3


     Beijos beijos... e até a próxima, pessoal!!
   


Coração Perverso
Leisa Rayven - 2016
Editora Globo Alt - 2016
360 páginas
ISBN: 9788525060433
Resenha por Izabela Elias


     Olá pessoal!! Como vocês estão??? Espero que bem e que estejam com os corações inteiros pra aguentar as emoções do livro da resenha de hoje. Muitos de vocês podem não saber, mas há algum tempo eu tinha um pequeno preconceito idiota contra literatura nacional... mas ai vieram umas autoras mega talentosas e me nocautearam com tanto amor, tanta delicadeza e tanta genialidade que hoje eu grito pra quem quiser ouvir o quanto eu amo todas elas... Carina Rissi, Renata Dias, Juliana Parrini... e agora mais uma pra lista: seja bem vinda, Maria Angélica Constantino...

     A resenha de hoje é do livro Pequena Londres, que eu recebi em parceria direta com a autora no final do ano passado. Um livro cheio de simplicidade e de um amor que transborda além das 383 páginas... eu amei e espero que vocês gostem também...

"Os dias nunca terminam iguais, a menos que você queira. Sempre te caberá escolher. No entanto, uma única escolha tem o poder de mudar tudo!"

     Todo mundo sempre soube que viver em toda sua plenitude não é uma tarefa fácil. Nascida em uma noite de muita angústia para toda a família, Juliana foi criada com muito amor e simplicidade por sua tia Helena e desde muito pequena soube o que era lutar por seus objetivos e também da importância de ser e de fazer o bem ao próximo. 

     Durante a semana, Ju divide seu precioso tempo da maneira que pode...estuda, vai às aulas na faculdade, faz um lindo trabalho musical com as crianças na escolinha da igreja e ajuda sua tia nas encomendas de doces... ah, e é claro, passa um tempo com suas duas amigas maluquinhas... Liz e Amanda, que neste exato momento estão tentando convencer Ju a não deixar de ir na super viagem anual com elas. Desde adolescentes, as três são inseparáveis e viajam juntas todos os anos. As famílias de Amanda e Liz são muito afortunadas (pra não dizer que nadam em dinheiro vivo da cor do mar) e sempre fizeram questão de pagar todas as viagens para que Ju acompanhasse as meninas aonde quer que fossem. Desta vez, Ju está meio relutante em aceitar esta viagem...

"A irracionalidade da razão ou a razão da irracionalidade? Não importa, quando a verdade se aproxima..."

     Depois de muitos acontecimentos e uma série de incontáveis estratégias mentais para tentar resolver seus problemas, Ju decide aceitar a viagem. Com algumas condições é claro... Em poucos dias as três amigas estavam decolando de Londrina rumo à Cidade Maravilhosa do Rio de Janeiro em uma viagem de formatura que prometia ser inesquecível. 

     Chegaram no hotel, fizeram check-in enquanto Ju, muito apertada, corria para o banheiro sem nem olhar para trás. Em poucos minutos, já estava voltando apressadamente (e desastrosamente) para junto de suas amigas, mas acabou se esbarrando e se estatelando seminua no chão (é, vocês precisam ler essa parte... detalhadamente). Ao se dar conta de toda a confusão e olhar para cima, Ju estava encarando uma das figuras masculinas mais lindas que ela já tinha visto em toda sua vida... e ele ainda ofereceu ajuda e limpou seus óculos!! Um príncipe, com certeza...

     Este é Tom, um homem inglês que, assim como seu pai ama o Brasil e toda sua beleza tropical. Há anos, desde quando ele faleceu, Tom não pisava em terras brasileiras para evitar lembranças dele. E sim, elas estavam em toda parte. Decidido a ver como andavam os negócios multimilionários e passar o verão, Tom desembarcou no Brasil e logo de cara já foi "acolhido" por uma menina linda e totalmente desajeitada... mas que conseguiu roubar seus pensamentos sem muito esforço.

"Há momentos em que a vontade de avançar o tempo é tão grande quanto o desejo de retrocedê-lo. No entanto, quando tudo vai bem, o tempo voa! Por outro lado, viver um presente de eterna felicidade até pode parecer uma ótima ideia, se não ficássemos logo entediados..."

     Sim. Juliana não saía dos pensamentos de Tom, e ele faria de tudo não somente para conhecê-la, mas para chegar perto de sua alma simples e de seu coração puro. Por outro lado, mesmo não confiando em si mesma, Juliana abraça a oportunidade com vontade, deixando em segundo plano aquela vozinha em sua cabeça (que por sinal tinha o mesmo timbre da voz de sua tia) dizendo para ela tomar cuidado... Juntos eles tiveram oportunidades incríveis e viveram experiências que jamais imaginavam que iriam viver... 
     
     No fundo, no fundo... a única preocupação era a despedida. Tom voltaria para Londres e Ju para Londrina?? É pessoal... tem muita água pra rolar nesse riacho...

Comentários...


     Bom pessoal, deu pra ver que esse livro promete né?? Mas antes de deixar meus comentários eu gostaria de agradecer à autora não só pelo livro e pela oportunidade, mas também pela dedicatória, pela dedicação e pela paciência com essa leitora displicente que eu sou...

"Os sábios diriam: esperem somente em Deus! Esperar de outras fontes pode parecer, e talvez seja de fato, a antítese da sabedoria, mas o que fazer quando é tudo que lhe resta? Talvez esperar um pouco menos seja a saída..."

     Já de cara eu disse que adorei a leitura...e neste momento a autora passou a fazer parte das minhas queridinhas nacionais... mas não é só isso. É muito mais!! A escrita da Maria Angélica é totalmente cativante e transparente quanto à personalidade de cada personagem... as falas de Ju demonstram simplicidade, pureza, caridade... e eu amei o jeito como ela foi conduzida perante seus deveres e suas paixões... já em Tom o jeito aparentemente autoritário e sem vida de um homem de negócios foi logo revelando um menino homem, jovem, determinado e apaixonado pela vida... com vontade de viver e ter Ju sempre ao seu lado.

     Gostei também do jeito que a autora abordou a comunidade em que a Ju vivia... a igreja, a escolinha, as crianças carentes e o amor que elas tinham pela tia Ju... tá bom vai eu confesso que estou apaixonada pela pequena Madona (quero ela pra mim)!! Eu acho que esse foi um tema que há tempos eu não encontrava nos livros... e foi importante para ressaltar que no Brasil nem tudo é carnaval e que muitos vivem do amor daqueles que aprenderam a doar e o que é compaixão...

     As amigas de Ju são O TERROR! Meu bom Deus, elas não têm freio?? Não tem um botão de desligar por tempo indeterminado?? Haha... parece engraçado falando assim, mas elas me incomodaram um pouco com atitudes inconsequentes... tive a impressão que sem a Ju elas estariam perdidas na vida!! Espero que elas tomem jeito logo no próximo livro...

     O amor avassalador -  O que dizer?? Clichê?? Não muito... 

     Assim, claro que estamos falando sobre um amor à primeira vista, que se torna intenso e incontrolável... mas é muito mais, pelo menos eu senti esse "mais". Acho que Tom veio na vida de Ju para abrir os olhos dela quanto às possibilidades que ela poderia ter na vida... e Ju fez com que Tom voltasse a viver, a se dedicar e a ser motivo de orgulho do seu pai, aonde quer que ele estivesse, olhando por ele... Então foi mais do que "só uma paixão de verão", foi uma comunhão de sentimentos... 

     Uma coisa muito importante é que o livro não é insistente no relacionamento de Ju e Tom. Muitas e muuuitas coisas acontecem, mas eu definitivamente não quero entrar em detalhes. E, por falar em detalhes, olhando retrospectivamente para a construção total do livro, a autora deixou muitas pistas durante a escrita... passagens e detalhes pequenos que ao longo do livro explicavam muita coisa...

     Então uma dica importante para os futuros leitores: se atentem às sutilezas das entrelinhas... a viagem é apenas um terço do livro e passa ser apenas um "detalhe" quando todo o restante é revelado... no momento em que "a última badalada do sino da meia noite toca" e a vida real chama Ju de volta para Londrina, a história começa de verdade... então não se iludam achando que é um simples romance, pois não é... 



     Bom pessoal, eu espero que vocês tenham gostado e que sintam muita vontade de ler esse livro... valeu a pena cada página!! Ahhh e por falar em páginas, a autora tem um estilo muito lindo de apresentar os capítulos com uma frase de destaque que dispensa qualquer post-it... eu amei todas as "capas de capítulos" e já fiz uma coletânea com elas em baixo das fotos durante a resenha...

     Não deixem de ler e venham logo roer as unhas comigo enquanto aguardamos a continuação dessa história cheia de segredos a serem revelados, cheia de mistérios, de paixão, de amizade, de determinação e de muito muito amor!! Eu espero que logo logo lance o segundo, que as notícias sejam boas e meu coração não fique mais partido do que já está!!

     Beijos beijos... e até o próximo post!!




Pequena Londres
Maria Angélica Constantino
Editora Novo Século - 2016
383 páginas
ISBN 978-85-428-0906-0
Por Izabela Elias



     Olá leitores!! Como vão vocês heim???

     Depois de umas férias forçadas e muita promessa não cumprida de algumas resenhas, cá estamos novamente com força total e dedicação extrema na (re)decolagem desse blog!! Vocês me ajudam???  Então vamos lá!! A primeira novidade é o "Sorteio Especial de 3 anos do Blog Cadê Meu Livro?"!! Se você ainda não participou, corre lá no instagram e siga o passo a passo, que tá tudo muito fácil...

     A outra novidade é que eu decidi descer do muro quanto à minha opinião sobre o último lançamento de Colleen Hoover, "It End's With Us", que já nem é tão novo assim... mas enfim, já reorganizei meus sentimentos e vim contar pra vocês o que eu achei sobre esse livro tão... tão... intrigante.



"I feel like everyone fakes who they realy are, when deep down we're equal amounts of screwed up. Some of us are just better at hiding it than others"

"Eu sinto que todo mundo finge ser quem realmente são, quando na verdade todos somos igualmente ferrados. Alguns de nós apenas são melhores em esconder do que outros"

     Em uma clara tentativa de trazer algo novo aos seus leitores, Colleen Hoover nos apresenta uma história em que o passado se infiltra na vida dos personagens como se fossem placas de sinalização de transito, tanto para mostrar os possíveis caminhos para onde a vida deveria seguir, quanto para alertar que, nesses mesmos caminhos, pode não haver certo e errado, mas sim o amor...

     Lily Bloom hoje é uma mulher forte moldada por um passado difícil. Filha do prefeito da cidade, cresceu vendo seu pai exercer um poder que não era seu por direito sobre sua mãe e, por muitas vezes, teve que ficar calada. Cada agressão que sua mãe sofria arrancava um pedaço da alma de Lily e também moldava a mulher que ela se tornaria um dia. Porém, sobreviver a toda essa dificuldade seria impossível sem Atlas.

"We are just people who sometimes do bad things"

"Nós somos apenas pessoas que as vezes fazem coisas ruim"

     Atlas, por sua vez, também teve sua vida literalmente salva por Lily. Depois de te sido criado em um ambiente cruel, o garoto foi forçado a viver em uma casa abandonada até que tivesse idade suficiente para se virar sozinho. Esta casa ficava nos fundos da casa de Lily, e em pouco tempo eles se tornaram amigos de poucas palavras, e muitas ações.

     Como já era de se esperar, toda omissão ou mentira tem pernas curtas... e o destino não poupou nenhum dos personagens. Lily foi para a faculdade, se mudou para Boston e teve seu caminho cruzado bruscamente por Ryle, um neurocirurgião muito dedicado que sonha com sucesso profissional e abomina a palavra "relacionamento". Um único encontro foi o suficiente para despertar a chama adormecida no coração de Lily, mas os meses que se passaram sem nunca mais encontrar Ryle novamente fez com que ela tocasse sua vida seguindo sempre o caminho da realização de seus sonhos, até conseguir montar seu próprio negócio: uma floricultura que não vendia apenas flores, mas sim encantos em forma de presentes.

     Como o destino prometeu desde o início nunca deixar de surpreender Lily, ela reencontra Ryle da maneira mais inusitada possível e, em pouco tempo, a palavra "relacionamento" deixa de ser um fardo para Ryle e passa ser uma forma de gratidão. O amor passou a ser presente de forma muito intensa na vida dos dois, mas trouxe consigo os fantasmas do passado... e agora era hora de Lily escolher o caminho certo não só por ela, mas por todas as vezes que quis agir por sua mãe e não pode.


"As vezes, aquele que te ama é aquele que mais te machuca"

     Bom pessoal! Chegou a hora da verdade...

     De cara eu confesso que foi uma leitura arrastada, mas não por não gostar da escrita ou qualquer coisa do tipo, mas sim por medo do que me aguardava no paragrafo seguinte. Sim, medo. Colleen construiu uma história com personagens muito intensos, cheios de características que literalmente gritavam com o leitor...
   
     Lily tem nome de flor... "Lily Blossom Bloom" significa nada mais nada menos do que "Flor Flor da Silva Flor"... brincadeiras à parte, o que eu quero dizer é que ao me deparar com um nome desses a primeira coisa que vem a cabeça é uma personagem tão delicada e trabalhada na simplicidade de sentimentos, que me deu a ideia de vitimização da personagem... e ai é que vem o primeiro tombo do cavalo. Lily é incrivelmente forte, determinada, feminina e apaixonada pela vida.

     Atlas traz a ideia de mapa... um tesouro a ser desvendado. E nisso eu não estava equivocada. Uma alma reprimida que aos poucos ganhou vida apenas por ser cultivado pelo amor de Lily, e depois desabrochou cheio de vigor e foi em busca de seus sonhos que oscilavam entre sobreviver e tentar ser feliz da forma mais simples possível.

     Ryle é imponente. Presença marcante onde quer que esteja... lindo, charmoso, rico... galã de novela e sonho de qualquer garota. Mas nossa fantástica Colleen mostrou todas as vertentes de uma beleza estonteante e a outra face de um coração enorme e apaixonado.


"In the future... if by some miracle you ever find yourself in the position to fall in love again... fall in love with me"

"No futuro... se por algum milagre você estiver na posição de se apaixonar novamente... se apaixone por mim"

     Falar sobre relacionamentos abusivos, independente da forma de abuso e do tipo de relacionamento, é muito delicado. Abuso nunca, jamais terá uma conotação boa, pelo menos isso eu acho que todos nós concordamos... neste livro não é diferente. Lily cresceu vendo sua mãe sofrer às imposições machistas de seu pai e nunca soube como ela suportava viver ao lada daquele homem! Lily não se conformava com a ideia de sua mãe permanecer casada com seu pai... era um fato que não lhe entrava na cabeça... até que ela viveu aquela situação e sentiu na própria pele.

     No começo, existe uma desculpa... "foi sem querer". E depois? E na segunda vez? "Foi coisa da sua cabeça... foi culpa sua". Quantas desculpas serão necessárias??

     Eu não tenho uma visão ideal e uma opinião certeira sobre o assunto porque eu nunca estive nessa posição, graças a Deus. Mas tiro o chapéu para Lily em todas as suas decisões e pelos caminhos que a levaram até onde ela chegou.

     Ufaaa... foi difícil admitir isso... mas sim! A personagem é corajosa!! Seria muito mais prático fugir dos problemas logo de cara mas ela apostou no futuro, apostou no amor e no coração de Ryle. Ela pagou pra ver e eu sinto até um nó no peito em afirmar que eu pagaria para ver também.

    Mas, independente de qualquer decisão tomada pela autora quanto ao destino da personagem, eu senti uma falta imensa, uma falta gigantesca da menção da necessidade de um tratamento. Em nenhum momento, nem mesmo quando Ryle abre seu coração e conta para Lily seus segredos obscuros, seu passado assombroso, nem mesmo nessa hora de dificuldade foi mencionado "você precisa da ajuda de um profissional, Ryle"... e sim, ele precisa!!! A falta da atitude do personagem em admitir que ele precisa de ajuda fez com que o problema fosse omitido. Quantos casos de omissão de abuso existem?? Incontáveis.. e esse foi apenas mais um que se perdeu no meio de tantos... E tem mais! Enquanto ele fica impune (não apenas pela falta de penalidade perante a lei, mas perante a si mesmo e dentro de seu relacionamento), a personagem que sofreu abuso acaba se culpando por ter sido agredida, ou por ter deixado que a situação se agravasse... entenderam??

    Não foi fácil sair de cima do muro!!! É muita informação... um livro muito intenso, que me conquistou e ganhou uma nota um pouco melhor lá nos "agradecimentos e considerações finais", onde CoHo abre as páginas de sua alma e conta os motivos que a fizeram construir uma história como essa... mas faltou humanização... faltou justiça de verdade... faltaram resoluções eficazes que possam servir como exemplo no dia a dia de tanta gente... simplesmente faltou... Ainda mais quando se trata de Colleen Hoover, uma escritora extremamente influente que tem consciência dos milhares e milhares de leitores que abandonam qualquer livro para ler seus novos lançamentos...



     Bom, acho que era isso que eu tinha pra falar sobre esse livro da incrível porém imperfeita Colleen Hoover. Ela continua sendo, na minha humilde opinião, uma das melhores autoras da atualidade, mas esse livro não me conquistou completamente. Espero que vocês tenham entendido meu ponto de vista, e se quiserem conversar sobre o assunto é só chamar... <3

     Não se esqueçam de participar do sorteio especial no @CadeMeuLivro... e boa sorte!!

     Beijo beijo.. e até o próximo post!


     Boa tarde, leitores!! Hoje está um dia perfeito pra ficar de preguiça né?? Feriado é sempre assim... mas também da pra colocar uma parte das leituras em dia. Eu escolhi vim escrever pra vocês, e como tema de hoje, trouxe uma resenha de um dos livros mais delicados que li em 2016... 

"Como seria bom se nossa mente funcionasse como um grande arquivo e pudéssemos simplesmente reviver nossos momentos favoritos a qualquer instante, escolhendo-os num sistema bem-organizado."

     Após passar um ano na casa de sua mãe vivendo o luto e a perda de seu marido para uma fatalidade, Elizabeth decide que já está na hora de voltar à sua antiga casa. Viver com sua mãe nunca foi fácil, principalmente depois do falecimento de seu pai. Elizabeth era muito jovem mas se lembra de conviver com uma mãe que passou a ser a sombra do que havia sido um dia. Decidida a não se tornar mais parecida com ela agora que também perdera seu marido, Liz arruma suas malas e de sua filha Emma, e volta para Meadows Creek. 

     Chegando na cidade, dirigindo um carro absolutamente inviável à condução, Liz perde o controle do carro e atropela um cachorro no meio da rua. Seu dono, desesperado, a xinga de todos os nomes, mas acaba aceitando sua oferta de levá-los ao veterinário. O homem não era nada agradável. Usava cabelos compridos, barba que há semanas não via uma navalha e que escondia os traços de sua boca. A ferocidade das palavras que dizia não representava um homem que teve um passado muito fácil, mas de alguma forma, Elizabeth não temia sua presença. Depois que o veterinário disse que o cachorrinho ficaria bem, o homem entra em um estado de alívio tão profundo, que se emociona e deixa as lágrimas fluírem. Mas não por muito tempo. Logo ele se recompõe e solta mais alguns desaforos para Elizabeth...

"- Elas aparecem sem você perceber e acabam te derrubando - comentou ele baixinho, como uma alma abandonada que se despede de sua família. Sua voz estava muito mais suave. Ainda soava meio ríspida, mas dessa vez havia um pouco de inocência nela. - As pequenas lembranças."

     Depois de tanto tumulto, é hora de voltar para casa, encarar a realidade e buscar seus velhos amigos, afinal Lizzy sabe que não precisa passar por tudo isso sozinha quando se tem amigos de verdade. Faye é uma delas, sua amiga mais louca e a dona de todo humor da trama. Ela traz espontaneidade e sorrisos verdadeiros pra alma de Elizabeth. Por outro lado temos também Tanner, que sempre foi o melhor amigo do marido de Liz, Steven, e que também estava disposto a ajudá-la, além de amar e ser padrinho de Emma. Assim, Liz consegue um emprego e parte em busca de uma nova vida...

      Até que ela descobre que seu vizinho, que tem um jardim em pior estado que o dela, é nada mais nada menos que o homem do cachorro. Todos na vizinhança o temem, todos acham ele um monstro, mas Liz viu a emoção em seu olhar e o medo de perder seu fiel companheiro. Liz sabe que ele esconde um coração cheio de magoa e este sentimento se parece com o dela: a perda de alguém que completava sua vida. Com uma vontade insana de se aproximar e saber mais sobre seu vizinho, Liz insiste em tentar ser amiga mas ele sempre a repele, sem dó nem piedade. Sua grosseria só diminui quando ele é capaz de enxergar nela as mesmas dores que ele carrega em seu peito.

     Semelhanças, sofrimento, saudade... todos esses "s" fazem com que Tristan e Elizabeth se aproximem, como se eles fossem o suficiente para suprir a falta daqueles que não estavam mais ali. Um torna essencial para o outro, como o ar que eles respiram... mas aos poucos, ser um substituto daquele que não está mais presente vira um fardo. Eles não são as mesmas pessoas, não têm os mesmos sentimentos... e as lembranças vão apertando a alma dos dois até que eles não têm mais para onde correr.

"Às Vezes, a pior parte de existir sem a pessoa que amamos é ter que se lembrar de respirar"

     A história não para por ai. Tem muita coisa que se desenrola paralelamente ao envolvimento de Tristan e Liz, mas quero falar sobre tudo aqui nos comentários adicionais. 

     Primeiramente, logo que li "Elizabeth" e "Emma" foi impossível não pensar em Jane Austen. Vocês devem me achar uma viciada e, desculpem, mas eu sou mesmo hahah. E eu estava um tanto quanto certa. Ao longo do livro a autora cita algumas das obras que mais marcaram minha vida, uma delas... Orgulho e Preconceito. Além disso, muitas das obras citadas constroem o personagem de Tristan. Eu não deixei bem explícito na resenha, mas ele era um homem casado, que tinha um filho jovem que era apaixonado por livros. Alice, Harry Potter, As Crônicas de Nárnia e Onde Vivem os Monstros eram os favoritos de Charlie e, após perdê-lo junto com sua esposa em uma acidente de trânsito horrível, Tristan eterniza em seu corpo passagens literárias em forma de tatuagem e eu achei extremamente lindo isso... me deixou com mais vontade ainda de fazer algumas!!

"Não existia nada mais impressionante do que um homem que não apenas conhecia as histórias mais clássicas da literatura, mas também havia transformado o próprio corpo numa biblioteca particular"

     O que falar de Emma?? Simplesmente uma das melhores construções infantis de todos os tempos. Uma princesa pronta pra guerra mais sangrenta de todas. Apaixonada por zumbis, vampiros e todos os personagens de Hotel Transylvania, mas também cantarola o dia todo "Let it Go" de Frozen, traz a representação de tudo que há de lindo em um ser humano: seu lado sombrio mesclado a delicadeza do amor. Ela encantou a leitura com seu jeitinho, sua esperança, seu amor por Liz e também por Pluto (este era o apelido nada carinhoso que Liz e Emma deram para Tristan) além da inocência infantil de dizer toda a verdade, independente da hora e da situação... muito fofa!

     E agora, fazendo um resumo geral e concluindo a resenha... eu nunca tinha lido um livro em que a dor da perda tivesse retratada tão claramente. Eu passei mais tempo da leitura com os olhos embaçados pelas lágrimas do que em qualquer outro livro deprimente! Mas aí é que tá, "O Ar Que Ele Respira" não é deprimente e sim instigante. Eu aprovei a escrita da autora, que eu ainda não conhecia e já quero ler mais livros dela... Uma leitura rápida, envolvente e muito muiiiito emocionante. Ah, e sobre os fatos paralelos à vida de Tristan e Liz, vocês precisam ler! A autora tem aquele dom que a gente ama de não deixar ponto sem nó, sabe? Espetacular! Recomendo...

     Espero que tenham gostado, não apenas na resenha mas, e principalmente, da leitura!! Beijos e até a próxima, pessoal!


O Ar Que Ele Respira (The Air He Breathes)
Brittainy C. Cherry - 2015
Editora Record - 2016
308 páginas
ISBN: 978-85-01-07566-6
Por Izabela Elias


     Olá pessoal!!! Hoje é domingo, dia de preguiça para muitos, mas também dia de colocar algumas coisas em dia, inclusive leituras e postagens no blog. Então aqui estou trazendo uma resenha de um dos últimos lançamentos da autora Cecelia Ahern pela Editora Novo Conceito e eu espero que vocês gostem...


"... sempre acreditei esperançosamente que as pessoas quietas tivessem uma mágica e um conhecimento que pessoas menos contidas não têm; o fato de não dizerem alguma coisa significa que pensamentos mais importantes estão passando pela cabeça delas."

     Uma vida. Uma vizinhança até então desconhecida. Duas vidas. Um ano. Quatro estações. Mutas mudanças. 
     Desde muito jovem Jasmine soube da forma mais inesperada de todas que iria morrer um dia. Com medo de não ter tempo para fazer todas as suas vontades, ela vive sempre intensamente, com a agenda cheia e pouco tempo a perder. Tédio não fazia parte de seu vocabulário. Jasmine é uma mulher muito bem sucedida, que trabalha na criação e venda de idéias e projetos, e mesmo tendo um ritmo de vida totalmente agitado, seu tempo é gasto com apenas dois assuntos: trabalho e Heather, sua irmã mais velha. E agora, depois de anos vivendo com uma agenda super lotada, Jasmine tem que aprender a conviver com algo que ela não sabe lidar muito bem: o Tédio.


"Você colhe aquilo que planta, mesmo na morte. Então eu comecei a plantar."

     Os dias passam, as horas passam, e Jasmine continua presa em sua nova rotina em casa. Acostumada com a correria, ela nunca teve que lidar com ninguém da vizinhança, até que seu vizinho da frente praticamente se impôs na vida dela. Matt é radialista e desde muito antes de sonhar que conheceria sua vizinha, já era odiado por ela. Jasmine tem seus motivos para não querer se aproximar de Matt, mas seu estilo de vida e o modo como tem o dom de acordar metade da vizinhança todos os dias no meio da madrugada, bêbado, a intriga. E muito.

     Porém, uma troca de olhares durante a noite de ano novo traça o caminho dos dois em uma linha sem volta. Hoje, Matt e Jasmine estão de licença forçada do trabalho, mas a vida exige que ambos reúnam forças para se reerguerem pois o mundo não vai parar esperando que eles se recuperem.

     As estações chegam e se vão, trazendo luz, calor, chuva e também uma aproximação mutua e totalmente implicante de Matt e Jasmine. Eles podem não se gostar logo de cara, mas se entendem como ninguém mais os entenderiam, pois vivem na pele as mesmas dificuldades. Na tentativa de ocupar seus dias, Jasmine decide recuperar o seu jardim que estava literalmente morto, enquanto Matt reaproxima de seus filhos com amor e dedicação, mesmo as vezes metendo os pés pelas mãos. 


"No jardim há movimento, sempre há crescimento. Não importa quanto eu me sinta parada no tempo, vou lá fora e vejo tudo mudando ao meu redor."

     Este é mais um livro da Cecelia que traz histórias do cotidiano, tentando nos fazer enxergar a beleza presente no dia a dia das pessoas. Mas já digo que não é muito fácil encontrar essa beleza toda. A história é muito fofa e diferente, mas a narrativa, por ser em primeira pessoa, é muito descritiva e cansativa. Jasmine tem uma mente que anda a passos largos e se alonga com muita intensidade, e a autora quis fazer com que ela contasse tudo para o leitor. Alias, não só para o leitor, mas para o próprio Matt e isso foi uma experiência de leitura muito legal. Cecelia escreveu o livro todo em forma de uma carta gigante, onde Jasmine relata os acontecimentos direcionando-os à Matt do início ao fim.

     Com relação ao ambiente, uma das coisas que eu amo nos livros da Cecelia é ter Dublin como palco de toda a história. Sempre parece ser tudo tão verdinho, tão lindo, com casas rústicas, as ruas de paralelepípedos e o tempo fechado trazendo chuva ao final do dia... é muito bom de se imaginar. E a cronologia levando em conta as estações e o crescimento do jardim em paralelo a vida de Jasmine foi realmente brilhante. Eles cresceram e floresceram juntos, as flores, os sentimentos, as atitudes e as afirmações de personalidade, lado a lado.


"Eu não o conheço, e não devo nada a você. Mas sei que todos nós temos um botão de autodestruição e não posso deixar você fazer isso. Não enquanto eu estiver de olho em você."

     Heather, a irmã mais velha de Jasmine, tem Síndrome de Down e eu achei muito interessante o destaque que a autora deu para a independência que uma pessoa que tem Síndrome de Down pode e deve ter. Heather faz tudo sozinha, trabalha, se diverte, e toma suas decisões. E isso não quer dizer que ela é sozinha, mas sim que é independente. Jasmine vive ao seu lado e zela por sua integridade a todo instante e talvez esse excesso de cuidado pode atrapalhar o desenvolvimento da vida de Heather e o futuro da vida da própria Jasmine. Já tinha lido outros livros que abordassem este tema, mas desta maneira, com outro ponto de vista, foi novidade e eu achei muito muito construtivo...

     E pra finalizar os comentários, Matt e Jasmine. Uma improvável amizade? Ou uma cumplicidade? Não sei dizer o que eu senti da relação dos dois, mas foi bem legal ver os julgamentos se desconfigurarem com o passar dos meses, dando origem a novas opiniões concretas que um tem sobre o outro. Cada época do ano um deles encarou um problema que o outro já tinha passado, ou que iria passar ainda... e os desabafos bêbados na calada da noite servia para que eles desabafassem, mesmo que em forma de briga, e buscassem uma resolução... e o mais intrigante é que, mesmo em pé de guerra, o que um falava pro outro afetava de forma muito intensa e fazia com que eles abrissem os olhos, se não por choque de realidade, por raiva e orgulho ferido.


"Eu posso sentir. É mágico. Meu jardim é espelho de quem eu sou."

     Bom pessoal, era isso que eu queria passar pra vocês dessa leitura. Eu sinceramente gostei mais de Como se Apaixonar, que tem resenha aqui no blog também... mas foi uma leitura diferente que trouxe muita coisa em que pensar. Sabe aquele livro que te faz uma reciclagem mental? Foi assim que eu me senti... Espero que tenham gostado e que deixem nos comentários a opinião de vocês...

NOTA: 3 / 5



O Ano em que te Conheci

Cecelia Ahern
Editora Novo Conceito - 2016
336 páginas
ISNB: 978-85-8163-832-4
Por Izabela Elias




     Ah, já ia me esquecendo!! Agora no mês de outubro a Editora Novo Conceito vai trazer mais um lançamento da autora, e desta vez será do gênero Young Adult um tanto quanto distópico. Confiram a sinopse de Imperfeitos...

"Celestine North vive em uma sociedade que rejeita a imperfeição. Todos aqueles que praticam algum ato julgado como errado são marcados para sempre, excluídos da comunidade, seres não merecedores de compaixão. Por isso, Celestine procura viver uma vida perfeita. Ela é um exemplo de filha e de irmã, é uma aluna excepcional, bem quista por todos do colégio, além do mais, ela namora Art Crevan, filho da autoridade máxima da cidade, o juiz Crevan. Em meio a essa vida perfeita, Celestine se encontra em uma situação incomum, que a faz tomar uma decisão instintiva. Ela faz uma escolha que pode mudar o futuro dela e das pessoas a seu redor. 
Ela pode ser presa? Ela pode ser marcada? Ela poderá se tornar, do dia para a noite Imperfeita? 


Nesta distopia deslumbrante, a autora best-seller Cecelia Ahern retrata uma sociedade em que a perfeição é primordial e quem cometer qualquer ato falho será punido. A história de uma jovem que decide tomar uma posição que poderá custar-lhe tudo."



     Olá pessoal!! Como vocês estão?? Sempre falo que estou sumida e desta vez não vai ser diferente. Essa correria do dia a dia me deixa sem tempo de contar as novidades... mas vou me ajeitar!! Hoje por exemplo eu vim contar um pouquinho sobre o novo filme da Paris Filmes, que foi lançado no final de agosto... NERVE - Um Jogo Sem Regras, e também fazer aqueles comentários indispensáveis...



     Estrelado por Emma Roberts (Scream Queens e Idas e Vindas do Amor) e Dave Franco (Truque de Mestre e Vizinhos), o filme conta a história de uma menina, Vee (Emma), estudante do ensino médio, que vive uma vida aparentemente tranquila e sonha com a faculdade, mesmo sendo um pouco introvertida, mas que tem alguns amigos que sempre a colocam em situações chatas. Decidida a mostrar para todos que ela também sabe se impor e ser uma pessoa determinada, Vee aceita participar de um jogo que anda rolando nas redes ocultas da internet. NERVE. 




     NERVE é simples, como um jogo adolescente de "Verdade ou Desafio". Para jogar as regras são claras: escolha se você é um JOGADOR ou um OBSERVADOR. O jogador deverá cumprir os desafios propostos pelo jogo e, durante os desafios, deverá se filmar para que os observadores fiquem antenados. Se você, por outro lado, é um observador, sua missão é criar desafios para os jogadores e também não deixar escapar nem o que seria perdido em um piscar de olhos. Portanto, celulares ligados e... gravando!

     A partir das regras do jogo, é hora de Vee escolher... e que comecem os desafios...



     Em um dos primeiros desafios, Vee tem seu caminho literalmente cruzado por Ian (Dave), um outro jogador super misterioso. Juntos, Vee e Ian conseguem milhares de observadores, que ficam cada vez mais interessados em descobrir o que eles são capazes de fazer como parceiros de jogo. Os desafios ficam cada vez mais intensos até que um beco sem saída pode colocar em risco a vida de todos os jogadores...  no final, apenas um é o vencedor de NERVE. E ai? Quem ganha esse desafio??




Comentários Especiais


1. Roteiro Adaptado


     Este filme foi adaptado da publicação da autora Jeanne Ryan e eu juro que não sabia da existência do livro, senão tinha corrido para ler antes de assistir no cinema... maaas, eu ainda quero mais e mais e mais detalhes sobre essa história. E para isso, obviamente, já estou com meu livro em mãos e logo logo começo a leitura e venho trazer um post com as diferenças marcantes...


     Para quem se interessou também, fica aqui a sinopse...

"Você já se sentiu desafiado a fazer algo que, mesmo sabendo que pode se arrepender depois, acaba levando em frente? A heroína deste livro também. 
Vee cansou de ser só mais uma garota no colégio, e quer deixar os bastidores da vida para assumir seu merecido posto sob os holofotes. E o jogo online Nerve, febre nacional transmitida ao vivo, pode ser o início dessa trajetória de sucesso. Basta que ela clique no botão “Jogador” em vez de “Espectador” para entrar na disputa, que propõe, a cada etapa, um desafio novo. 
A adolescente acaba formando uma dupla imbatível com Ian, um garoto desconhecido com quem trava contato ao se inscrever em Nerve. Juntos, vão galgando posições no jogo. Mas, conforme os dois avançam na disputa, os desafios ficam cada vez mais complexos... e perigosos."

2. Neon... Neon...


     Falando sobre cenas e fotografias, eu amei as cores em tons brilhantes e neon. Eu tenho uma memoria cinematográfica 100% relacionada com as cores do filme. Em Alice no País das Maravilhas eu ja tinha comentado a diferença entre os tons apagados do primeiro filme comparados aos vibrantes de Por Trás do Espelho. Isso me marca e quando eu lembro do filme, a primeira coisa que me vem em mente são as cores. Em NERVE a maioria das cenas são noturnas com o toque especial em neon... e isso me faz lembrar ninguém menos que... John Mayer (não resisti!!)




3. Família Franco


     O título do comentário já diz tudo né? Que família mais abençoada esta de Dave e James Franco. Dave interpreta o papel do protagonista Ian, o jogador misterioso e, vamos combinar, cheio de carisma. Adoro aquele sorriso e gostei de vê-lo mais, já que nos outros filmes, como Truque de Mestre, ele aparecia ocasionalmente nas cenas e nem dava para admirar muito.



     Por outro lado, James Franco, irmão de Dave, anda meio sumido, mas lança agora em 2016 o filme In Dubious Battle, com estreia mundial prevista para 3 de setembro. O filme conta com a atuação de Selena Gomes, Josh Hutcherson (Jogos Vorazes) e Nat Wolff (Cidades de Papel), e traz uma história desenvolvida em 1930 na Califórnia, em que o Ativista Jim Nolan (Nat) luta para conscientizar politicamente seus colegas e organizar uma greve dos catadores de maçã da região (fonte Adoro Cinema)...


4. Distopia Realista


     Agora minha opinião sobre o filme em geral. Pelo que eu entendi a história acontece em 2020, com um aplicativo internacional bombando e literalmente botando a vida das pessoas em risco. Acho que não devemos chamar de distopia algo que já está acontecendo HOJE! Não me xinguem de careta ou de pessoa idosa que não tem esportiva... mas com "Pokemon Go!" é assim. As pessoas viciaram nisso de uma tal maneira que nem olham mais para os lados para atravessar as ruas. Mas preciso destacar que NERVE é muito mais legal que catar Pokemons imaginários na esquina... é simplesmente angustiante e por um momento eu imaginei como seria a vida com um app desse rodando por ai. Será que eu conseguiria me segurar? Eu seria uma jogadora ou uma observadora? 


     E falando em distopia, impossível não relacionar com Jogos Vorazes. Quem assistiu ali comigo no cinema saiu falando que achou parecido e eu também não consegui evitar a lembrança de Katniss e Peeta naquele final da 74ª edição dos jogos, com as amoras nas mãos... chega, falei demais !!!

5. O Cinema

     Eu não sou de assistir filmes de suspense nem terror, em lugar nenhum, não só apenas no cinema. Odeio esse tipo de filme. Quando assisti o trailer de NERVE eu morri de medo e achei que fosse ser um suspense mais pesado, e mesmo assim decidi encarar por pura curiosidade (e também pelas luzes neon). O resultado foi um filme 100% eletrizante, ligado no 220v sem dó nem piedade. Nada de paradeiro, nada de sentir sono. O tempo todo fiquei com os olhos grudados, frio na barriga e roendo as unhas. Muito bom! E com um final imprevisível... alias, você até imagina que tem algo maior acontecendo, mas a mente não é capaz de alcançar todas as respostas...

     Ou seja, recomendadíssimo!! 

     Quem ai já assistiu ou leu o livro?? Deixem nos comentários a opinião e as perguntas de vocês!! Quero saber... Você seria um Jogador ou um Observador??



     Olá leitores... como vão vocês?? Por duas semanas acompanhamos as emoções dos jogos olímpicos - que se encerram hoje - e agora vamos todos retomar nossa rotina de trabalho, estudos e é claro, muita leitura. Hoje em especial eu trouxe uma resenha que é fruto de uma leitura que foge um pouco do meu costume romântico, mas que mexeu com minha sanidade do começo ao fim...


"Você é uma péssima mãe, pensa Malorie (...) Você está salvando a vida deles para que tenham uma vida que não vale a pena."

     Passado, presente e a incerteza de um futuro. Acho que essa frase define bem a ordem, a influência e a importância dos acontecimentos da história desenvolvida em "Caixa de Pássaros". Não temos um início e sim uma sucessão e eventos passados que se intercalam e explicam o presente, porém em cada momento, em cada página temos a presença de Malorie. 

     Há quatro anos houve a primeira ocorrência, na Rússia. Enlouquecimento seguido de morte era a característica principal dos acontecimentos e estes se tornaram cada vez mais comuns, trazendo medo e terror a cada país afetado. "Fechem as janelas, fechem os olhos, não olhem para fora". Estas eram as recomendações àqueles que acreditavam que existia algo atingindo a todos os habitantes da terra. Porém, com o tempo não existiam mais aqueles que não acreditavam. O mundo estava sendo devastado e a humanidade exterminada. E em meio a todos estes acontecimentos, Malorie luta em busca de sobrevivência.


"Quão longe uma pessoa consegue ouvir?"

     Quando tudo começou, Malorie teve sua atenção dividida. Sua mente sabia que o que andava acontecendo era grave, porém a vida que estava crescendo em seu ventre roubava toda seus pensamentos e preocupações. Com o aumento das ocorrências, ela foi forçada a pensar em uma maneira de se salvar e, principalmente, salvar seu bebe. Sua luz no fim do túnel surgiu de um anúncio no jornal, que oferecia moradia a apoio em uma casa próxima ao rio. Sem ter para onde mais fugir, Malorie dirige até o local indicado no anúncio praticamente às cegas e pede ajuda. 

     Aquela casa seria o mais próximo de uma comunidade que Malorie veria em anos. Liderados por Tom, os integrantes da casa se apresentaram, um a um: Don, Cherly, Felix e Jules, e mesmo sendo bem diferentes entre si, o medo e a luta pela sobrevivência os manteriam unidos. Mas não por muito tempo...


"Num mundo onde não podemos abrir os olhos, uma venda não é tudo que temos para nos defender?"

     Hoje, quatro anos depois, Malorie não é mais a mesma. Sua vida foi virada de pernas para o ar e mesmo depois de tanto tempo, seu maior objetivo é proteger seus filhos. Sua mente está repleta de questionamentos sobre ser ou não ser uma boa mãe, e se estaria mesmo fazendo o mais correto para eles. Fazer as crianças viverem naquela casa seria o mais seguro? Ou buscar uma nova oportunidade, arriscar fugir pensando no futuro delas valeria mais a pena?

     Independente da decisão de Malorie quanto ao modo em que viveriam o resto de suas vidas, sua maior missão foi treinar as crianças para ouvir. Além das paredes, além das cortinas e janelas seladas. Ouvir além do audível para uma pessoa convencional. Ela tinha plena certeza que aqueles acontecimentos não eram apenas uma tempestade passageira e a audição seria uma arma infalível na luta por um futuro melhor.

Comentários

     Well, well, well... por onde começar a falar sobre tudo o que esse livro fez com meu psicológico? Acho que seria interessante explicar o motivo da escolha do livro, em primeiro lugar, né? Então vamos lá...

     Uma amiga minha adora esse tipo de leitura, em que o autor brinca e maltrata o psicológico do leitor, e no começo do ano nós já tínhamos nos aventurado na leitura em conjunto de "A Garota no Trem" e é claro que ela foi muito mais precisa na resolução dos fatos... mas o que importa é que eu gostei muito da leitura e prometi que não seria tão resistente quanto ao gênero das próximas vezes... O tempo passou e ela também resolveu encarar um dos meus romances preferidos de Jane Austen, "Orgulho e Preconceito", de tanto eu falar na cabeça dela... e o resultado foi que eu resolvi aceitar uma de suas macabras sugestões e enfrentar o famoso thriller psicológico 'Caixa de Pássaros'.


"Que tipo de homem se esconde atrás de cobertores e vendas? A resposta é A MAIORIA dos homens"


     Não sei dizer se gostei ou não gostei. Infelizmente essa resposta não existe na minha mente! Eu achei o livro muito bem construído, os personagens perfeitamente delineados, com suas fraquezas e pontos fortes, suas angustias e seus sonhos... a descrição dos acontecimentos também foi perfeita! Eu já disse aqui algumas vezes que eu tenho dificuldade de alongar minha mente até o ponto onde o autor propõe em suas páginas, mas foi um alívio enxergar com tanta precisão cada cena proposta na história de Malerman. Se a intenção era fazer com que nos sentíssemos vendados o tempo todo, o autor definitivamente teve seu objetivo alcançado por que foi exatamente assim que eu me senti.

     O debate principal na minha cabeça foi: "O que está realmente acontecendo aqui?!?! Alguém pelo amor de Deus me responda!!"... e como um belo thriller, o autor trilha caminhos que nos fazem pensar exatamente o que ele quer. Eu tive muitas hipóteses, dividi muitas delas com a minha amiga mas obviamente que foram pensamentos desesperados de uma leitora perdida e aterrorizada. Cheguei a comparar a história com o filme "The Happening - Fim dos Tempos", lançado em 2008, mas ainda não tirei conclusões se pode ser isso mesmo... Sim, eis aqui uma leitora confusa!

     Se eu senti medo? Obvio! Eu sou a personificação da medrosidade! Este foi um dos motivos que me levaram a ler bem lentamente, já que quando eu tentei ler antes de dormir eu simplesmente tive pesadelos horríveis e perdi o sono. Enfim, já viram que isso não é pra mim, né??


"... o mundo atrás da venda é de um tom cinza doente."

     Em conclusão, eu gostaria de agradecer a indicação da minha amiga Suh e dizer que a experiência de leitura foi muito boa... mas, como eu mesma já falei pra ela, o desfecho, que poderia mudar 200% minha opinião, ou melhor, formular uma melhor opinião em minha mente, deixou um pouco a desejar. Sei que muitos leitores relataram ter amado o livro mas eu não consegui ter todas as minhas perguntas respondidas e isso me deixa enlouquecida em um final de livro.

     Vejam bem, eu não estou querendo dizer que o livro foi mal escrito ou mal finalizado (como eu acho que foram alguns livros do John Green), eu só creio que não estou acostumada com o tipo de leitura o suficiente para interpretar de modo correto. Mas se a proposta do autor foi deixar o leitor expandir seus horizontes e suas opiniões, ele foi simplesmente brilhante!

     Espero que tenham gostado da resenha e que entendam meu lado medroso e desastrado de enxergar a história... e quem quiser conversar, me mostrar algum ponto de vista ou opinião, está mais do que bem vindo!! Deixem nos comentários... ou mandem direct no instagram (@cademeulivro)... me ajudem!!! hahaha... obrigada pessoal!! Beijo beijo e até a próxima...



Caixa de Pássaros
Josh Malerman
Editora Intrínseca - 2015
272 páginas
por Izabela Elias