Olá pessoal!! Tudo bem com vocês?? Pra variar um pouco eu ando sumida aqui do blog, mas a maioria das vezes a culpa é do "mundo real" que exige muito de mim, e eu ainda não arrumei um jeitinho de conciliar tudo... um dia eu me ajeito! haha... 

     Mas enfim, ontem eu decidi que iria passar aqui para falar sobre Confess da Colleen Diva Hoover com vocês... mas queria algo mais completo! Por isso ontem eu tirei minha tarde de folga para assistir à série Confess baseada no best seller da autora... e agora sim me sinto preparada...


"É claro que todos nós rezamos por um milagre, mas este não é o tipo de milagre que acontece na vida real."

O Livro...

     Hoje Auburn é uma mulher forte. Determinada. Apaixonada. Sua infância não foi muito fácil e muito menos sua adolescência. Quando ainda era uma jovem menina, com a vida toda pela frente, pronta para ser feliz, o destino lhe passa uma rasteira e leva deste mundo uma das únicas pessoas que ela verdadeiramente amava... seu namorado, Adam. Anos se passam e hoje, depois de tantas perdas, ela tenta se reerguer, sem medo de trabalhar e sem vergonha de quem realmente é. Auburn é cabeleireira, ou melhor, uma aprendiz em um salão de beleza... e todos os dias ela levanta da cama com um único pensamento: "eu preciso ser forte e lutar".

     Como se o destino ousasse encontrá-la novamente para lhe dar uma nova chance, Auburn se depara com um anúncio de "Precisa-se de ajuda - bata para mais informações" na porta de um galpão que ficava no caminho para sua casa. Ela passou tantas vezes por ali mas somente agora olhava com mais atenção... "CONFESSO" estava escrito na porta em letras garrafais, envolto por dezenas de papeis de tamanhos e cores diferentes... eles pareciam confissões...

"Se todas essas coisas são verdadeiras, então talvez minha vida não seja tão ruim quanto eu achava."

     Tomada por uma imensa onda de curiosidade e esperança, Auburn entra no edifício e se depara com um par de olhos verdes cheios de ansiedade e uma camiseta manchada graciosamente de tinta... este é Owen Gentry, um artista que tem sua galeria aberta apenas uma vez ao mês... filho de um famoso advogado da cidade, Owen se inspira nas confissões anonimas deixadas em sua porta, e neste momento, a minutos da inauguração da noite de sua exposição, ele precisa urgentemente de ajuda...

"Seus olhos não se parecem com os olhos de um rapaz de 21 anos. Eles são escuros e profundos, e eu tenho uma vontade súbita de mergulhar em suas profundezas para ver tudo o que ele já viu."

     Owen precisava de ajuda com a recepção dos convidados à sua exposição, bem como atender aos telefonemas de compradores interessados e também participar no setor de vendas, e deixou claro que pagaria bem por isso. Resumindo: Owen estava desesperado por um braço direito (e de um esquerdo também) e Auburn precisava de um emprego extra: BINGO! Era hora de unir o útil ao agradável. Após a exposição, eles acabam se aproximando e depois de anos sem se envolver com alguém, Auburn começa a deixar cair as barreiras que construiu em torno de seu coração. Seria possível gostar de alguém outra vez?? 

     O que mais influenciará na vida dos dois é um dos policiais da região, é Trey. Irmão de Adam, falecido namorado de Auburn, Trey vive em sua cola e não vai facilitar as coisas, muito menos para Owen que vive um misterioso pesadelo judicial com sua família que pode colocar em risco tudo que um dia poderia oferecer à Auburn. 

Comentários...

    Como eu amo ler Colleen Hoover e ao mesmo tempo Odeio pensar que vou fazer uma resenha em que TUDO pode ser spoiler. Quando vem o primeiro fato destruidor, nos primeiros capítulos eu ja penso: como eu vou passar por cima disso e contar todo o resto sem deixar pistas?? Quase uma missão impossível!!! Relendo tudo que escrevi, parece uma história simples, mas podem acreditar que não é... tem muito mais envolvido do que aparenta...

     Falando dos personagens... Auburn é um exemplo de mulher guerreira que, mesmo passando por testes emocionais e por tantas dificuldades, nunca deixou de ouvir a voz do coração mesclado à voz da razão. Ela sempre fez o que seria melhor para ela e seu futuro... eu a admirei muito por isso!! Por outro lado... Owen. Owen Manson Gentry (OMG) é um príncipe! Ele é tão fiel e tão honesto com seu próprio coração que eu sinto vergonha de algumas atitudes minhas comigo mesma!!! Além de lindo é um exemplo de ser humano! Owen ganhou uma passagem só de ida pra minha lista de crushes literários...

     Sobre o tema e as artes... são de tirar o fôlego, e isso ficou mais evidente na Série que eu vou mostrar logo logo. Adorei isso... e eu amo como a CoHo faz isso em todos os livros. Todos têm profissões ou hobbies marcantes que envolvem arte... arte com amor!! Seja na música, ou na floricultura ou no estúdio de artes plásticas criadas a partir de confissões ou mesmo uma batalha de poesias de expõem a alma e coração... eu já fico esperando pra saber qual vai ser o próximo!!

     O desfecho foi bem legal e eu achei que ficaria ótimo em uma adaptação (e foi exatamente o que aconteceu!!) de um filme ou série de mistério e romance...


"Todos os dias da minha vida são como se eu estivesse subindo correndo em uma escada rolante que só vai para baixo. E não importa o quanto eu lute para chegar ao topo, eu fico no mesmo lugar: correndo sem chegar a lugar algum."

A Série...

   A série foi ao ar no começo do mês de abril no aplicativo go9O, indisponível para o Brasil, pra nossa eterna infelicidade! Pra que isso né?? Enfim... 

     Os atores escolhidos para interpretar Auburn e Owen foram, respectivamente Katie Leclerc e Ryan Cooper e, na minha opinião eles foram perfeitos e encaixaram com precisão à adaptação que os diretores propuseram. Por exemplo, no livro a Auburn não atingiu a maioridade ainda e Owen tem 21 anos... diferente da série que se passaram 10 anos após a morte de Adam... eles são mais velhos, mais maduros... o que me leva ao segundo comentário...



     A personagem de Auburn parece mais extrovertida na série, mais despojada, segura de si e com menos "medo" quando comparada ao livro e eu acho que foi uma evolução condizente com a maturidade proposta pela série. Uma outra diferença é que Auburn trabalha em uma casa de repouso para idosos na série, enquanto no livro é uma aprendiz de cabeleireira. Isso me fez pensar que eu ficaria sem ver a cena de "lavar e cortar os cabelos" e eu fiquei apenas um pouquinho decepcionada, pois a série soube muito bem recompensar essa possível "perda"...

     Um "Spoiler" surpresa da série??? Colleen Hoover aparece em uma das cenas no primeiro capítulo!!! Simmm!! Nossa diva aparece interessada em comprar um quadro de Owen... e eu fiquei querendo mais e mais da atuação dela <3

     Em conclusão, eu achei que a série retratou muito bem o livro... foi brilhante e as mudanças com certeza foram para melhor!! Eu adorei e queria mais.. queria saber o que acontece com todos os personagens depois que a cortina do espetáculo se fecha e todos se despedem... puxa vida como eu queria mais!! 







     Bom pessoal, espero que tenham gostado!! E quem não quiser ler o livro, que ainda não foi lançado aqui no Brasil mas já tem previsão pela editora Galera Record, assistam a série... é composta por 7 episódios curtinhos e eu assisti tudo pelo youtube mesmo!! Vale muito a pena!! E como eu sou um amorzinho, vou deixar o link de todos os episódios aqui pra vocês... tá??

Episódio 1

Episódio 2

Episódio 3

Episódio 4

Episódio 5

Episódio 6

Episódio 7 (final)

     


     Ahhh, não esqueçam de passar pra me contar o que acharam, tanto do post, quanto do livro ou da série!! Vamos conversar!!! Espero que tenham gostado da resenha e da indicação... beijo beijo e até o próximo post!


     Boa tarde, leitores!! Hoje está um dia perfeito pra ficar de preguiça né?? Feriado é sempre assim... mas também da pra colocar uma parte das leituras em dia. Eu escolhi vim escrever pra vocês, e como tema de hoje, trouxe uma resenha de um dos livros mais delicados que li em 2016... 

"Como seria bom se nossa mente funcionasse como um grande arquivo e pudéssemos simplesmente reviver nossos momentos favoritos a qualquer instante, escolhendo-os num sistema bem-organizado."

     Após passar um ano na casa de sua mãe vivendo o luto e a perda de seu marido para uma fatalidade, Elizabeth decide que já está na hora de voltar à sua antiga casa. Viver com sua mãe nunca foi fácil, principalmente depois do falecimento de seu pai. Elizabeth era muito jovem mas se lembra de conviver com uma mãe que passou a ser a sombra do que havia sido um dia. Decidida a não se tornar mais parecida com ela agora que também perdera seu marido, Liz arruma suas malas e de sua filha Emma, e volta para Meadows Creek. 

     Chegando na cidade, dirigindo um carro absolutamente inviável à condução, Liz perde o controle do carro e atropela um cachorro no meio da rua. Seu dono, desesperado, a xinga de todos os nomes, mas acaba aceitando sua oferta de levá-los ao veterinário. O homem não era nada agradável. Usava cabelos compridos, barba que há semanas não via uma navalha e que escondia os traços de sua boca. A ferocidade das palavras que dizia não representava um homem que teve um passado muito fácil, mas de alguma forma, Elizabeth não temia sua presença. Depois que o veterinário disse que o cachorrinho ficaria bem, o homem entra em um estado de alívio tão profundo, que se emociona e deixa as lágrimas fluírem. Mas não por muito tempo. Logo ele se recompõe e solta mais alguns desaforos para Elizabeth...

"- Elas aparecem sem você perceber e acabam te derrubando - comentou ele baixinho, como uma alma abandonada que se despede de sua família. Sua voz estava muito mais suave. Ainda soava meio ríspida, mas dessa vez havia um pouco de inocência nela. - As pequenas lembranças."

     Depois de tanto tumulto, é hora de voltar para casa, encarar a realidade e buscar seus velhos amigos, afinal Lizzy sabe que não precisa passar por tudo isso sozinha quando se tem amigos de verdade. Faye é uma delas, sua amiga mais louca e a dona de todo humor da trama. Ela traz espontaneidade e sorrisos verdadeiros pra alma de Elizabeth. Por outro lado temos também Tanner, que sempre foi o melhor amigo do marido de Liz, Steven, e que também estava disposto a ajudá-la, além de amar e ser padrinho de Emma. Assim, Liz consegue um emprego e parte em busca de uma nova vida...

      Até que ela descobre que seu vizinho, que tem um jardim em pior estado que o dela, é nada mais nada menos que o homem do cachorro. Todos na vizinhança o temem, todos acham ele um monstro, mas Liz viu a emoção em seu olhar e o medo de perder seu fiel companheiro. Liz sabe que ele esconde um coração cheio de magoa e este sentimento se parece com o dela: a perda de alguém que completava sua vida. Com uma vontade insana de se aproximar e saber mais sobre seu vizinho, Liz insiste em tentar ser amiga mas ele sempre a repele, sem dó nem piedade. Sua grosseria só diminui quando ele é capaz de enxergar nela as mesmas dores que ele carrega em seu peito.

     Semelhanças, sofrimento, saudade... todos esses "s" fazem com que Tristan e Elizabeth se aproximem, como se eles fossem o suficiente para suprir a falta daqueles que não estavam mais ali. Um torna essencial para o outro, como o ar que eles respiram... mas aos poucos, ser um substituto daquele que não está mais presente vira um fardo. Eles não são as mesmas pessoas, não têm os mesmos sentimentos... e as lembranças vão apertando a alma dos dois até que eles não têm mais para onde correr.

"Às Vezes, a pior parte de existir sem a pessoa que amamos é ter que se lembrar de respirar"

     A história não para por ai. Tem muita coisa que se desenrola paralelamente ao envolvimento de Tristan e Liz, mas quero falar sobre tudo aqui nos comentários adicionais. 

     Primeiramente, logo que li "Elizabeth" e "Emma" foi impossível não pensar em Jane Austen. Vocês devem me achar uma viciada e, desculpem, mas eu sou mesmo hahah. E eu estava um tanto quanto certa. Ao longo do livro a autora cita algumas das obras que mais marcaram minha vida, uma delas... Orgulho e Preconceito. Além disso, muitas das obras citadas constroem o personagem de Tristan. Eu não deixei bem explícito na resenha, mas ele era um homem casado, que tinha um filho jovem que era apaixonado por livros. Alice, Harry Potter, As Crônicas de Nárnia e Onde Vivem os Monstros eram os favoritos de Charlie e, após perdê-lo junto com sua esposa em uma acidente de trânsito horrível, Tristan eterniza em seu corpo passagens literárias em forma de tatuagem e eu achei extremamente lindo isso... me deixou com mais vontade ainda de fazer algumas!!

"Não existia nada mais impressionante do que um homem que não apenas conhecia as histórias mais clássicas da literatura, mas também havia transformado o próprio corpo numa biblioteca particular"

     O que falar de Emma?? Simplesmente uma das melhores construções infantis de todos os tempos. Uma princesa pronta pra guerra mais sangrenta de todas. Apaixonada por zumbis, vampiros e todos os personagens de Hotel Transylvania, mas também cantarola o dia todo "Let it Go" de Frozen, traz a representação de tudo que há de lindo em um ser humano: seu lado sombrio mesclado a delicadeza do amor. Ela encantou a leitura com seu jeitinho, sua esperança, seu amor por Liz e também por Pluto (este era o apelido nada carinhoso que Liz e Emma deram para Tristan) além da inocência infantil de dizer toda a verdade, independente da hora e da situação... muito fofa!

     E agora, fazendo um resumo geral e concluindo a resenha... eu nunca tinha lido um livro em que a dor da perda tivesse retratada tão claramente. Eu passei mais tempo da leitura com os olhos embaçados pelas lágrimas do que em qualquer outro livro deprimente! Mas aí é que tá, "O Ar Que Ele Respira" não é deprimente e sim instigante. Eu aprovei a escrita da autora, que eu ainda não conhecia e já quero ler mais livros dela... Uma leitura rápida, envolvente e muito muiiiito emocionante. Ah, e sobre os fatos paralelos à vida de Tristan e Liz, vocês precisam ler! A autora tem aquele dom que a gente ama de não deixar ponto sem nó, sabe? Espetacular! Recomendo...

     Espero que tenham gostado, não apenas na resenha mas, e principalmente, da leitura!! Beijos e até a próxima, pessoal!


O Ar Que Ele Respira (The Air He Breathes)
Brittainy C. Cherry - 2015
Editora Record - 2016
308 páginas
ISBN: 978-85-01-07566-6
Por Izabela Elias


     Tem gente que anda meio sumida, né? Eu sei! Mas essa vida de estudo, trabalho, dona de casa e leitora está cada vez mais difícil! Porém, em meio a tanta turbulência, meu mês de abril foi muito especial!! Eu nunca tinha ganhado presente de aniversário com mais de um mês de antecedência, mas neste caso foi impossível não abrir um sorriso do tamanho do mundo. Meu amigo Lucas Raspante, do blog Tentando Ser Nerd resolveu adiantar meu presente devido ao lançamento precoce do livro Dama da Meia-Noite, o primeiro da trilogia Os Artifícios das Trevas da escritora Cassandra Clare. No dia 4 de abril eu recebi a surpresa pelo correio... e é claro que eu declarei que ele seria o livro do mês, visto que suas quase 600 páginas preencheriam com prazer todo o meu calendário de abril. Dito e feito! Finalizei a leitura ontem, e agora eu trouxe um pouquinho dos comentários sobre este livro, evitando ao máximo aqueles spoilers indesejados... e com um apelo urgente: se você ama esta escritora e este mundo Shadowhunter, em hipótese alguma deixe de ler este livro!


“Parabatai era mais que amizade, mais que família; era um laço que prendia os dois, ferozmente, de um jeito que todo Caçador de Sombras respeitava e reconhecia, do mesmo jeito que se respeitava um laço entre duas pessoas casadas”

     As séries “Os Instrumentos Mortais” e “As Peças Infernais” apresentaram desfechos brilhantemente inesquecíveis. O fim da Guerra Maligna em Ídris, mesmo com tantas perdas e tanto sofrimento, deixou reticências muito evidentes quanto ao futuro dos irmãos Blackthorn e também de Emma Carstairs. Depois de um ano inteiro esperando pela continuação de uma história que, em minha opinião, poderia ser eterna, eis que somos apresentados à “Dama da Meia-Noite”.

     Deixando de lado a intensidade do romance de Clary e Jace, Cassie transfere o foco de Nova York para a cidade dos sonhos. Em Los Angeles, o Instituto foi reformado depois de ser destruído por Sebastian Morgenstern há cinco anos. Hoje, dirigido por Arthur Blackthorn, abriga os Caçadores de Sombras que carregam a promessa de serem os melhores guerreiros de seu tempo. Emma e Julian, que com apenas 12 anos já haviam mostrado do que eram capazes em Cidade do Fogo Celestial, cresceram e se tornaram mais fortes e juntos, parabatais. Os Blackthorns mais jovens também foram forçados a amadurecer muito mais rapidamente que as outras crianças devido à perda de seu pai e de dois de seus irmãos, Helen e Mark, que por terem sangue de fadas, foram afetados pela Paz Fria. Esta lei proibia os Nephilins de todo e qualquer contado com os membros das Cortes das Fadas, bem como a exclusão dos mesmos dos Acordos entre os membros do submundo. E como o próprio lema dos Caçadores dizia que a lei é dura, mas é a lei, Helena foi exilada para longe de sua família e Mark foi levado para a Caçada Selvagem.


“- Eles não gostam de deixar Caçadores de Sombras jovens como nós se envolverem com questões sérias. Jamais gostaram. Mas Jace, Clary, Alec e Isabelle salvaram o mundo quando tinham a nossa idade. Foram honrados por isso. Resultado: é isso que faz com que mudem de ideia.”

     Logo de cara já é possível perceber que a sede de vingança presente na pequena Emma, há cinco anos, não diminuiu. Muito pelo contrário. Suas atitudes e o foco de sua dedicação são em grande parte destinadas a descobrir a verdade sobre a morte seus pais. A certeza de que as mortes não foram relacionadas à Sebastian ficam cada vez mais claras quando novos casos de mortes bem características começam a aparecer. A maioria dos corpos pertencia a mundanos que possuíam a Visão, mas algumas vítimas tinham também sangue de fadas e este fato fez com que os moradores do Instituto recebessem a visita de três nobres da Corte das Fadas, representantes da Caçada Selvagem, que estavam dispostos a barganhar e chantagear os Caçadores de Sombras para que descobrissem quem estava por trás de tais assassinatos. O que eles tinham a oferecer tinha um valor inestimável para a família Blackthorn, e talvez a única chance de recuperarem Mark de uma vez por todas.

     As investigações percorreram um caminho tão sinuoso que requeria até a presença de Malcolm Fade, o Alto Feiticeiro de Los Angeles e também amigo da família, para que os códigos e runas antigas, que levavam a crer em magia negra e necromância, fossem desvendados.


“- Leis não significam nada, menino – disse Malcolm, com uma voz baixa que mesmo assim ressoou. – Não há nada mais importante do que o amor. E nenhuma lei superior.”

     Quem também apresentou grande importância e destaque na investigação dos assassinatos foi Cristina Rosales, uma Caçadora de Sombras mexicana que escolheu passar seu período de experiência no Instituto de Los Angeles e logo foi recrutada para o serviço, tanto investigativo quanto de amiga de Emma. Logo de cara as duas se relacionaram de modo extremamente sincronizado, mas o tempo fez com que as barreiras e os segredos fossem compartilhados entre elas e os laços da amizade ficaram cada vez mais intensos.

     Em paralelo a toda a parte investigativa, o relacionamento de Julian e Emma promete arrancar nossos corações a sangue frio, como previsto desde o desfecho de Os Instrumentos Mortais. Eles juraram lealdade e compartilharam suas almas perante o Anjo durante a cerimônia parabatai quando tinham 14 anos; se tornaram uma só força na batalha, um só coração, e juraram um amor de irmão, Philia ou Ágape, porém nunca Eros, o amor romântico. Este tipo de amor entre parabatais era proibido por uma das leis celestiais mais antigas de todos os tempos. Para a Clave, a Lei é dura, mas é a Lei... mas para os Blackthorns, uma Lei ruim, não é uma Lei. Nesse momento os segredos mais profundos do coração de Emma, tão profundos que até mesmo ela desconhece e os sentimentos mais verdadeiros de Julian, que contrastam com toda sua arte de mentir, são postos à prova. Até onde eles poderão encarar estes sentimentos, ou melhor, até quando terão que escondê-los?


Comentários

     Preciso começar meus comentários agradecendo mais uma vez ao Lucas pelo presente. Lu, você sabe mais do que ninguém o quanto esse mundo das sombras diz sobre nossa amizade. Ouro e Prata, Sangue e Guerra... Runas e Adamas... sempre estiveram presentes na nossa pequena história e eu tenho muita fé de que eles vão nos acompanhar por muito tempo ainda. Essa magia não acaba aqui!!

     Agora voltando para a história...

     Nas primeiras páginas eu pude notar a delicadeza da autora em resgatar na memória de seus leitores os elementos e seres do mundo das sombras. Ela descreve minuciosamente cada elemento: as laminas serafins, a Estela, as runas... as famílias mais tradicionais, os integrantes do submundo, os acordos e também a Guerra Maligna. Achei até melhor detalhado do que em Cidade dos Ossos, e aquela pontinha de nostalgia surgiu na minha alma.

     Outra coisa bem legal foi que, pelo fato do cenário da história ser em Los Angeles - a cidade dos sonhos, do amor e dos filmes - a autora acrescentou diálogos entre os personagens repletos de referências a alguns filmes que eu particularmente amo! Um Lugar Chamado Nothing Hill, Os Vingadores (essa passagem em especial foi sensacional!), A Fantástica Fábrica de Chocolates, Star Wars e também 007, trazendo uma pitada de humor para os diálogos que eram, na maioria das vezes, cheios de tensão.


"Emma não poderia ter parado nem que quisesse. A estela parecia se mover por vontade própria; e ela estava cega pelas memórias, um caleidoscópio delas, todas de Julian"

     O que dizer sobre os momentos de choque?? Tenho muito pra falar mas me recuso a dar spoilers, então eu só deixo aqui uma leve reclamação: o livro "Contos da Academia dos Caçadores de Sombra" deveria ter sido lançado primeiro. Muita coisa aconteceu no decorrer dos cinco anos entre o presente e o fim da Guerra Maligna... muitos acontecimentos envolvendo Simon, Izzy, Jace, Magnus, Clary e Alec, e em três ou quatro momentos me deparei com spoilers importantíssimos citados sem algum detalhamento, sem nenhuma explicaçãozinha que acalmasse meu coração, e isso aconteceu por que  os fatos foram explicados neste outro livro, deixando um gosto horrível de "não to sabendo de nada" na boca. 

     Amei a construção dos personagens, amei ver como Emma cresceu forte e saudável (momento mãe coruja) além de muito perspicaz e obstinada; gostei de ver que Julian não perdeu sua paixão pela pintura, mesmo em meio a tantas obrigações, tendo que cuidar de seus irmãos mais novos. Fiquei encantada com Cristina, que trouxe uma alternativa para Emma no quesito amizade. Eu sinto que mesmo com Julian ao seu lado, sendo seu melhor amigo e parabatai, chegou um momento que Emma precisava de uma alma feminina e Cristina é perfeita... amiga sincera, que não diz apenas o que ela gostaria de ouvir e sim o que era a mais pura verdade dentro do contexto em que eles estavam. Adorei o gancho que foi deixado para o próximo livro (espero que esteja certa quanto a isso) relacionado à identidade de Tiberius Blackthorn. O irmão gêmeo de Livvy é um Caçador de Sombras muito especial, com um desejo diferente dos seus irmãos... e quem sabe seu desejo e a Scholomance é mais abordada no próximo livro.


"- Desde que haja amor e lembrança, não existe morte de verdade - falou. Ele tocou o arco nas cordas e começou a tocar de novo. Música inflou, girando pela cozinha como fumaça."

     O enfoque na relação entre parabatais foi muito significante e mexeu muito comigo. O coração de Julian e Emma escondem segredos que jamais deveriam ser revelados, se não fossem feitos de amor. Isso mexeu muito comigo, com meu emocional e me fez derramar algumas lágrimas sim. Nada como em Princesa Mecânica - que ainda continua no posto de melhor livro do mundo Shadowhunter - mas foi uma leitura muito intensa e que ultrapassou as barreiras da minha alma.

     Quanto ao desfecho, acho que ficou equilibrado quanto aos prós e contras. Muitas coisas eu gostei que foram resolvidas, mas outros acontecimentos eu fiquei bem insatisfeita. Mas vejam bem, é apenas uma opinião, e não um julgamento à escritora, alegando que ela fez um mau uso de sua própria história! Nada disso, só acho que eu criei muita expectativa pra algumas coisas.. e me decepcionei, bem como em outras ocasiões eu não pensei nada a respeito e acabei me surpreendendo. Mas estamos falando de Cassandra Clare, né?

     Pra finalizar... o capítulo extra é bem fofo, e traz de volta um pouquinho da vida em NY!!! Adorei... mas, não sei se quem já leu a série toda também sentiu isso, mas os personagens estavam um pouco fora de foco na minha cabeça. Eles estão mais adultos, amadurecidos... claro que o Jace ainda permanece irredutível quanto ao seu charme, mas a Clary, por exemplo, apresentou traços de uma maturidade que até então eu só tinha visto na Tessa... e todo aquele egoísmo e infantilidade sumiram! Isso foi bom, pontos para Clary!! Mas sinto que perdi a essência dos personagens em algum momento... 

     Deve ser um sinal para eu reler os livros!!!

     Bom pessoal, vou ficando por aqui!! Espero que tenham gostado da resenha, dos comentários... e também do livro!! Quem quiser deixar nos comentários o que achou, fiquem a vontade.. eu terei imenso prazer em respondê-los!! beijos beijos e até o próximo post!!



Dama da Meia-Noite – Livro 1: Os Artifícios das Trevas
Cassandra Clare
Editora Galera Record - 2016
574 páginas
ISBN: 978-85-01401-08-3
Por Izabela Elias


     Oh meu bom Deus! Estou tremendo só de pensar em escrever essa resenha. E eu falo isso por que nada do que eu escrever aqui vai ser suficiente pra demonstrar nem um terço da efusão de sentimentos que eu tive. Primeiro que uma história relacionada à vida da minha escritora preferida não poderia resultar em menos do que lágrimas. De alegria, de tristeza, de compaixão... e também pelo fato de que se ao menos metade desses fatos realmente aconteceram, meu coração se consola, por que mesmo em meio a tantas dificuldades ela foi amada verdadeira e profundamente... e é o mínimo que ela merecia!



“Jane diz, nas primeiras páginas deste livro de memórias, que está escrevendo para “...ter algum registro do que aconteceu, para evitar que a lembrança desvaneça nos recônditos da minha mente, e dali desapareça para sempre da história...”

     Certa vez, durante uma importante reforma em uma das casas pertencentes à Jane Austen, em Chawton, Hampshire, na Inglaterra, um dos operários descobriu um baú escondido no telhado do sótão, que para a surpresa de todos, estava repleto de manuscritos antigos e um anel antigo trabalhado em ouro e rubi. Os arquivos, que na verdade eu prefiro chamar de relíquias, eram documentos e fatos escritos ao final do século XVIII e início do XIX e foram declarados autênticos, de autoria da própria escritora. Assim, encarregada de contar para o mundo toda aquela riqueza da melhor maneira possível, a Dra. Mary I. Jesse, Ph. D em literatura inglesa pela universidade de Oxford e também presidente da Fundação Literária Jane Austen, tem a missão de estudar os manuscritos, que foram escritos de maneira coloquial e carregados de interjeições, representando verdadeiramente os sentimentos de Jane e de todos que viviam com ela, até seus últimos dias.  



“Não é concebível que uma mente ativa e um olhar e ouvido atento, combinados a uma imaginação vívida, possam produzir uma obra literária de algum mérito e deleite, que pode, por sua vez, evocar sentimentos e sensações que se assemelham à própria vida?”

     Então, nas páginas de todo o livro, temos um relato preciso dos dias da vida de Jane que compreendem o intervalo entre os anos de 1800, próximo ao seu 25º aniversário, até o ano de 1817. Seu foco principal abrange uma coletânea de histórias meticulosamente alteradas e sucessivas sobre um cavalheiro que Jane conheceu nesta época, se apaixonou profundamente e protegeu com toda sua alma a pouca privacidade que tiveram, devido às circunstâncias em que viviam.



“...como alguém pode esquecer o que se tornou parte de sua própria alma?”

     Em suma, a vida de Jane não foi nada fácil. Ela sempre teve uma paixão pela escrita, principalmente de cartas. Também tentou escrever sobre o amor, mas como escrever sobre algo que não era totalmente conhecido por ela? Um amor juvenil ou apenas um flerte não seria suficiente. Jane precisou viver o amor, sentir na pele... e então seus sentimentos ganhariam vida em pena e tinta para escrever os livros que até hoje encantam e fascinam tantas pessoas.

     Suas memórias trouxeram as aflições de uma mulher e não mais de uma jovem (como demonstrado em Amor e Inocência), que tiveram início quando seus pais resolveram abandonar seu lar em Steventon e mudar para Bath. Já tendo que suportar a falta de paz daquela cidade, Jane teve ainda que ser forte com o adoecimento e morte de seu pai, que a colocou junto com sua mãe e sua irmã Cassandra em uma situação de completa miséria, sem uma casa pra chamar de lar. Por dois anos elas viveram dependendo de acolhimento e caridade na casa de parentes, irmãos e cunhadas, e o mais próximo que Jane chegou de escrever foi enquanto contava histórias para seus sobrinhos.


" - Você tem um dom, Jane. Não se esqueça disso."

     Confesso que estou me segurando aqui para não contar, mas é que essa história merece ser lida e relida inúmeras vezes!! E eu preciso deixar um pouquinho de curiosidade para despertar a imaginação de vocês...

     Acho que já mostrei que a vida dessa mulher não foi fácil, mas preciso ressaltar que ela foi muito querida por sua família, principalmente por seu irmão Henry. E por falar nele, é durante um passeio que Henry convence Jane a fazer até Lyme que ela simplesmente escorrega em seu possível “amor de uma vida inteira”... quem é ele? Tudo bem eu conto pra vocês!

     Este é o Sr. Ashford, Frederick Ashford...  herdeiro das terras de Pembroke Hall em Derbyshire, ao norte da Inglaterra. Um homem de traços fortes, viril, que esbanjava honestidade e sensibilidade. Um homem que talvez desse valor ao amor em sua legítima definição, mesmo ela sendo tão abstrata. Se eu já me apaixonei por ele em 5 minutos, quem sou eu para julgar os sentimentos de Jane?? Agora, como essa história se desenrola, eu vou deixar pra vocês descobrirem sozinhos...


" - A escolha é tudo que temos, mamãe - afirmei, enfática - Se algum dia eu me casar, será por amor. Um amor profundo, verdadeiro e apaixonado, baseado em respeito, estima, amizade e uma convergência de mentes."

     Já nas minhas considerações finais, preciso comentar sobre os momentos que eu mais amei, e é claro que a grande maioria deles está relacionada com as atitudes de Jane, seu silêncio quando necessário, sua sensibilidade, sua paixão pela musica, pela escrita e também pela natureza, sua honestidade e fidelidade à família e até seus momentos de ironia, tão presentes em suas obras. E finalmente falando sobre a história da construção de suas novelas... ai Jane! Meu coração chega a explodir ao ver tanto de sua própria vida em suas páginas imortalizadas.
     
     Jane e Cassandra mostram inúmeros traços da personalidade de Marianne e Elinor de Razão e Sensibilidade... assim como a conduta e comportamento de alguns clérigos foram o suficiente para construir um Mr. Collins em sua total chatice de ser, me fazendo rir e chorar ao mesmo tempo. Bem como alguns lugares do tipo... Pembroke que muito remete à Pem... berly... tanto em nome quanto em imensidão e riqueza. Isso foi a segunda coisa que eu mais gostei a história. E pra finalizar, Chawton House. O que dizer dessa casa ainda mais quando eu já estive lá? Sabendo que foi naquela mesa que Jane voltou a escrever depois de tanto tempo... e que muitas histórias foram contadas, criadas e reinventadas... simplesmente não tenho palavras, só amor! (Quem quiser saber mais sobre minha visita à Chawton House e o Jane Austen’s House Museum, clique aqui)  


"Com a mente ainda se recuperando da desventura, me virei para fitar meu salvador e me percebi olhando para o par de olhos azuis profundos mais vívidos e inteligentes que eu já havia visto."



" - Jane não quis ser desrespeitosa. Acho que ela estava escrevendo mentalmente outra vez."

     Mais do que recomendado esse livro... e eu já estou arrumando lugar na minha lista de releituras pra encaixá-lo, por que vale a pena!! Ahh... uma coisa muito importante! Preciso destacar que este livro trata-se de uma história de ficção com traços biográficos de Jane. Sua história existe, mas traz muitas lacunas, e a autora soube preenchê-las de forma esplêndida com sua imaginação ativa e iluminada... mas, como diz o próprio sobrinho de Jane, “... se eu acreditar na sua história como a contou, ela será tão boa como se fosse de verdade?”... meu coração acredita que sim!

...o restante, fica para a imaginação!



As Memórias Perdidas de Jane Austen
Syrie James
Editora Galera Record – 2013
320 páginas
ISBN: 978-85-01-08861-1
Por Izabela Elias


     Olá pessoal, tudo bem com vocês?? Hoje eu trouxe um post um pouquinho diferente, com uma resenha fora do modelo que eu sempre sigo, porém eu espero que agrade a todos vocês. Logo no começo desse ano, eu peguei essa trilogia da Colleen Hoover pra ler e não consegui me desgrudar enquanto não vi o final do terceiro. A história e o desenvolvimento de toda a trama é instigante e eu me peguei várias vezes dizendo “só mais um capítulo” totalmente em vão, porque eu não larguei nem por um segundo. Ou seja, não fui capaz de me dedicar na construção individual de resenhas pra vocês. Por isso, hoje eu trouxe uma resenha tripla!!

     Para que não fique tudo embolado, e sim bem organizado a fim de evitar spoilers, eu vou subdividir cada resenha, em livro 1, 2 e 3, porém todas em um único post, okay?? Estão vamos lá...



Métrica (Slammed 1)


     Talvez o Texas tenha ficado pequeno demais para tanto sofrimento, ou é apenas a chance de viver uma nova vida, dar conta dos problemas financeiros e quem sabe até um novo destino... Layken não sabe ao certo. Ela só sabe que está dirigindo um caminhão de mudanças há mais de dois dias, até chegar à cidade de Ypsilanti, próxima a Detroit, no Michigan. Há 6 meses que ela vive apenas com Julia, sua mãe e seu irmão Kel, pois seu pai faleceu de modo inesperado deixando apenas o vazio em suas vidas. Cansada, e nada empolgada com a mudança, Lake (era assim que seus pais a chamavam) estaciona em frente a sua nova casa e pouco tempo depois recebe as boas vindas de uma dupla de desconhecidos que logo se apresentam como Caulder e Will, seus novos vizinhos. Caulder e Kel tem aproximadamente a mesma idade e em uma fração de segundos já se tornam os melhores amigos. Will é um pouco mais velho que Lake, mas independente disso acaba sendo muito prestativo em ajudar com a mudança, de casa e também do humor de Lake, que passa de uma tristeza profunda e irremediável para um lampejo de esperança que ela mesma desconhecia.


"Compreender uma situação nem sempre facilita as coisas"

     Aos poucos as coisas vão se ajeitando nessa nova vida e a proximidade entre Lake e Will aumenta de maneira totalmente irresistível, até que surge a oportunidade de um encontro. Eles combinam de sair logo no início da noite e Will faz todo um suspense quanto ao destino escolhido. Lake não sabe muito bem como reagir ao se encontrar na porta de uma boate, e ao ver o desespero da garota, Will começa a explicar as “regras” do jogo que ela está prestes a conhecer. Esse é o Slam. Uma batalha de poesias, que vem da alma, que emudece os preconceitos e aquece o coração. Ali naquele palco, Will mostra para Lake sua paixão pela poesia e pela arte de interpretá-la de forma que pudesse desabafar seus sentimentos. E ali mesmo, ele abre seu coração e mostra quem ele é, verdadeiramente. 


"Arrependimento é contraproducente. É ficar se lembrando de um passado que não pode mudar. Duvidar das coisas à medida que elas ocorrem pode evitar que o arrependimento surja no futuro"

     Há dois anos, Will passou por um momento que mudou para sempre sua vida e o moldou para ser o homem que ele é hoje. É por esse e por outros motivos que Lake começa a se apaixonar e questionar suas próprias atitudes de menina romântica. Eles são perfeitos um para o outro, exceto por um detalhe que foi irrelevante no encontro dos dois. Um único detalhe que colocaria em risco um sentimento mútuo que estava crescendo... detalhe esse que vai se tornar apenas uma das grandes pedras no caminho e impedir que fiquem juntos.

     Bom, eu sei que algumas pessoas que leem esse livro e fazem a resenha acabam contando pelo menos alguns dos pequenos suspenses que Colleen faz durante a leitura. Eu me recuso a contar, pelo menos nesse momento, já que achei que o livro segue em cima desse problema de Will e Lake de forma maçante (mas não de um jeito ruim) e muito triste. Sim, eu achei uma história triste de forma construtiva, afinal ambos os personagens tiveram muito que aprender e amadurecer com os problemas e também com a falta de uma resolução imediata. O tempo foi o grande vilão dos dois e os problemas aumentaram ainda mais o carinho e a sensibilidade da história como um todo.
  

"Esta vendo só? As pessoas não são capazes de chorar para sempre. No fim das contas todo mundo pega no sono"

     Inicialmente eu tive a plena certeza que leria uma história muito clichê, mas Colleen sempre me surpreende, obviamente. Eu amei a construção dos personagens... Lake é muito sensível, mas também é uma menina/mulher forte, determinada e que tem argumentos sensacionais que cabem em qualquer discussão (eu queria conseguir ter respostas tão confiantes e rápidas, na ponta da língua, assim como ela), o que a difere das menininhas bobas que existem por ai nos livros. Júlia, também é sensacional, mas vou deixar pra falar dela no próximo livro. Will tem um coração enorme, sincero e muito maduro pra sua idade, já que a vida exigiu que ele abdicasse de muita coisa para se tornar quem ele era, sem perder a essência de menino. Os meninos, Caulder e Kel são crianças ótimas, compreensivas e que acabaram ensinando muito mais os adultos do que o contrário.

     Concluindo essa primeira parte, que já ficou imensa (as outras eu prometo ser mais breve), amei o livro... li em praticamente um dia e já estou com medo de esquecer os detalhes. A história teve uma conclusão fechada, ou seja, não exige imediatamente uma continuação, mas eu não estava pronta pra deixar Will e Lake.. então parti logo para o segundo livro...

Pausa (Slammed 2)


    Depois de conhecer o mundo e as decepções aos olhos de Lake, que agora vive somente com seu irmão Kel, após a morte de sua mãe, é a vez de Will narrar a continuação do romance que os envolvia. Aquelas pedras no meio do caminho dos dois, representando todos os problemas e negações, agora estão empilhadas e prontas para que juntos possam construir um lindo castelo e viverem felizes para sempre. Mas é claro que nada disso acontece, afinal estamos falando de Colleen Hoover. Quando Will e Lake se assumem e passam a viver um romance quase compatível com a normalidade, o passado vem à tona pra fazê-los questionar sobre os verdadeiros motivos para estarem juntos. Esse passado tem nome e cabelos loiros, e se chama Vaughn, a ex-namorada de Will.


"Se eu fosse um carpinteiro, eu construiria para você uma janela para minha alma"

     Assim que os pais de Will morrem, ele tem a infelicidade de também ser deixado pela namorada. Hoje, quase três anos depois de tê-lo abandonado sem olhar pra trás, Vaughn volta para se desculpar e tentar uma reaproximação, alegando que ele só está namorando Lake devido à similaridade dos problemas que ambos enfrentaram juntos. Assustada com todo o choque da volta do passado de Will, Lake se afasta e pede um tempo para assimilar tudo que está acontecendo na vida dos dois. É nesse momento que entre eles existe uma pausa e um pote de vidro cheio de estrelas de papel que traziam conselhos de uma mãe que nunca quis deixá-los. Julia é agora o anjo da guarda dos dois, e suas palavras vão ajudá-los a enfrentar os problemas e os medos que os assombram.


"Adoraria saber onde fica o limite entre o desespero e o sufocamento"

     Pensem em um livro sensacional. É esse! Eu amei cada vírgula dessa história, cada acontecimento e suas justificativas. Foi intenso e BEM melhor que o primeiro. Foi mais triste também, isso eu não posso negar, mas foi mais original do que Métrica. A mãe de Lake, como eu havia prometido falar dela agora, acabou se tornando uma mãe para Will também, mas infelizmente sua saúde não colaborou para sua permanência na vida deles. Júlia foi uma mãe incrível, protetora e amiga, com um coração enorme e pronto para fazer com que Lake enxergasse o melhor lado de toda e qualquer situação. Foi pensando em oferecer um ombro amigo e um conselho para os momentos difíceis que, durante o seu ultimo ano de vida, escreveu algumas frases em pequenos pedaços de papel, e os dobrou em forma de estrela, para que quando seus filhos precisassem de um colo de mãe, ela estivesse simbolicamente presente. Só isso já valeu o livro todo pra mim. Foi lindo, sensível e cheio de amor.


"Às vezes acontecem algumas coisas na vida que não foram planejadas. Tudo que você pode fazer agora é aceitar a situação e começar a elaborar um novo plano"

     Algumas pessoas comentaram comigo que o final do livro foi meio que “uma pegadinha” com o leitor, já que todos nós imaginávamos que tudo tinha se resolvido e de repente... BOOM!... o mundo de Will e Lake vira de ponta cabeças. Eu confesso que fiquei assustada, mas foi uma passagem fundamental na leitura, que mexeu com a estrutura dos personagens e fez com que os eixos fossem acertados. Foi triste. Foi chocante. Mas é Colleen! Não poderia ser menos do que isso! A M E I.

Essa Garota (Slammed 3)


     Neste terceiro livro a autora expõe uma situação diferente. É um livro elaborado para contar a versão de Will em Métrica, mas com uma pitada a mais de emoção.


"Ontem à noite eu sonhei com essa garota
caramba
essa garota"

     Will e Lake agora são o Senhor e a Senhora Cooper. Sim, eles estão casados e em lua de mel... muito fofos e românticos. Mas Lake quer saber de tudo que se passou na cabeça de Will quando eles se conheceram. Assim, os capítulos são alternados entre o momento atual, onde o casal está junto em um hotel, e a história de como eles se conheceram e todos os problemas que sofreram juntos, aos olhos de Will.

     Sinto que foi um livro que seria legal dar um tempo... e ler só quando eu tivesse com saudade da história, pois assim eu iria relembrar tudo sem ter que reler todos os livros desde o início (igual eu estou fazendo com Um Caso Perdido, já que eu estou enrolando o máximo que eu posso para ler Sem Esperança). Mas eu não consegui esperar e acho que não me arrependi, pois os últimos capítulos foram inéditos e muito fofos!!  


"A única coisa capaz de abalar alguém inabalável é algo impensável"

Comentários gerais

     Colleen vem me conquistando cada dia mais, e esse livro não foi diferente. Eu amei a história, amei conhecer mais sobre o ‘SLAM POETRY’, presente em todos os livros e que até então eu desconhecia. Desconhecia o poder da própria poesia, vendo por esse lado. Cheguei a procurar alguns vídeos no Youtube e a energia nas apresentações é contagiante. Impossível não se emocionar. No final de tudo aqui eu deixo um vídeo como exemplo pra vocês.

     Will com certeza mais do que absoluta entrou para o meu TOP Amores Literários (que qualquer dia eu faço uma seleção de todos eles em um post exclusivo aqui no blog)... e eu confesso que não consigo achar uma característica mais marcante nele que fez eu me apaixonar. Tudo leva a crer que ele é perfeito, até os seus defeitos!

     A ordem de preferência dos livros, na minha opinião foi em primeiro lugar ‘Pausa’, seguido de ‘Métrica’ e ‘Essa Garota’... e confesso que ficaria um tanto quanto animada com a possibilidade de uma adaptação cinematográfica!



     Bom pessoal, acho que é isso.. foi uma leitura muito intensa, que vale a pena realmente... espero que vocês tenham gostado, sei que ficou extenso mas a intenção foi mesclar um pouco dos três livros. Deixem nos comentários o que vocês acharam da série e também da resenha!! Agora fiquem com dois vídeos... o primeiro é de uma amostra do que é SLAM POETRY, e o segundo é de uma música dos Avett Brothers, afinal todo livro da Colleen tem uma trilha sonora própria.. esse não poderia ser diferente!



(Sei que é em inglês, mas infelizmente não achei nada em português... quem souber de algum me avise que eu substituo. Lembrem-se que é um modo de expressão, de desabafar e mostrar o que realmente estão sentindo. Sem preconceito. Com amor)

(The Avett Brothers - I and Love and You) 


E... The End!! Até a próxima, pessoal!!