Boa noite pessoal!! Tudo bem?? Hoje eu vim aqui pra falar um pouquinho da minha "movimentação literária" do mês passado... preparem-se para o Book Haul do mês de março!! Já adianto que não foi um mês muuuito movimentado, porem cada dia valeu a pena!!


Como Eu Era Antes de Você

     Este foi o primeiro livro que eu li no mês. Eu já tinha conhecido e me encantado com a escrita de Jojo Moyes quando li "Paris for One", e desta vez não foi diferente. Amei a história, bem como a construção dos personagens, cheios de personalidades e características que os tornaram únicos. Gostei da originalidade da história e, principalmente, do desfecho... Com certeza estou contando os segundos para conferir a adaptação cinematográfica prevista para estrear em junho deste ano.


Para conferir a resenha completinha, é só clicar AQUI!!

Destinado

     Minha segunda leitura do mês completou mais um ciclo da Série Perdida de Carina Rissi. Estes são livros que mudaram minha vida, tanto pelo enredo quanto pela semelhança de meus pensamentos e algumas atitudes com Sofia... como já ressaltei aqui, eu nunca me encontrei em uma história como me encontrei aqui. E o terceiro livro da série trouxe as memórias secretas do Sr. Ian Clarke de maneira inesquecível. Sua doçura, sua masculinidade, seu amor incondicional e beleza (é claro) ainda me encantam como se fosse a primeira vez... E a história está sensacional e desesperadora na mesma proporção. Fazia tempo que eu não me sentia tão angustiada e tensa em uma leitura como me senti com Destinado. Roí todas as minhas unhas e fiquei no limiar da histeria várias vezes!!! Mas como sempre, valeu a pena... é o típico livro que você finaliza querendo recomeçar imediatamente!!

 
Para conferir as resenhas de Carina Rissi... clique nos link abaixo!

Tudo e Todas as Coisas

    Este livro eu recebi pela parceria com a Editora Novo Conceito!!! Eu estou muito ansiosa para continuar a leitura e contar tudo aqui pra vocês!!! Então aguardem cenas dos próximos capítulos!! Enquanto isso, fiquem com a sinopse...

"Minha doença é tão rara quanto famosa. Basicamente, sou alérgica ao mundo. Qualquer coisa pode desencadear uma série de alergias. Não saio de casa. Nunca saí em toda minha vida. As únicas pessoas que já vi foram minha mãe e minha enfermeira, Carla. Eu estava acostumada com minha vida até o dia que ele chegou. Olho pela minha janela para o caminhão de mudança, e então o vejo. Ele é alto, magro e está vestindo preto da cabeça aos pés. Seus olhos são de um azul como o oceano. Ele me pega olhando-o e me encara. Olho de volta. Descubro que seu nome é Olly. Talvez eu não possa prever o futuro, mas posso prever algumas coisas. Por exemplo, estou certa de que vou me apaixonar por Olly. E é quase certo que será um desastre."


Confessem!! A história é no mínimo intrigante!! Já nas livrarias!!!

What Would Jane Do?

     E por último, mas de forma alguma menos importante - muito pelo contrário -  eu ganhei da minha mãe mais um item de valor sentimental inestimável... eu até gostaria de saber como um livrinho tão pequenininho pode carregar tanto amor, tanta magia, tanta emoção... este é o livro de quotes de Jane Austen.
     

     A cada capítulo os autores selecionaram quotes das páginas imortais de Jane e agruparam de acordo com um tema pré determinado. Por exemplo.. o capítulo II tem o título de "Good impressions for great ladies", ou seja, algo como "Boas impressões para grandes damas"... e nas páginas subsequentes estão apresentadas as frases que mais se enquadram neste tema.. seja de Orgulho e Preconceito, de Persuasão ou até mesmo de suas cartas ou contos inacabados. 




     Agora me falem se isso não é de enlouquecer toda e qualquer fã enlouquecida de Jane Austen?! Simplesmente amei.. fico folheando e lendo as frases, tentando recordar o momento exato daquele quote... quase uma terapia!! 

     Por enquanto vou deixar vocês apenas com estes exemplos, pois quero fazer um post mais completo com um exemplo de cada capítulo pra vocês.. o que acham?? 


Se você também gostaria de render aos encantos deste livrinho... o link abaixo tem algumas opções de compra pra vocês...

     Bom pessoal, espero que tenham gostado do primeiro Book Haul do blog!! Sei que não é a mesma coisa que gravar em vídeo mas ainda não domino a arte da filmagem e interpretação... acabo ficando muito desconfortável e tímida, mas quem sabe um dia, né?? Por hoje é só!!!

Beijo beijo e até o próximo post!!


    Olá pessoal... como vocês estão?? Hoje foi um dia muito produtivo! Consegui finalizar uma leitura linda, tirar as fotos e escrever um pouco sobre a história para vocês. Acho que essa imensa produtividade é devido ao primeiro dia de outono, que promete ser incrível: o clima está mais fresco, mais propício a uma boa xícara de café, mais convidativo no geral... então tudo parece estar no seu devido lugar! 

    Destinado é o terceiro livro da Série Perdida da autora brasileira Carina Rissi, e eu, obviamente, estava adiando a leitura, pois não queria que o mundo de Sofia e Ian tivesse fim... mas como já tinha constatado anteriormente: não adianta querer fugir, eu sofreria muito mais se continuasse adiando... então vamos à resenha!


“Refletindo agora, gostaria de ter dado ouvidos ao sexto sentido de minha esposa e de ter feito escolhas diferentes. Infelizmente, ignorei que algo perturbava Sofia, assim como desconsiderei os pelos eriçados em meus braços e a fria sensação que tinha na boca do estômago”.

     Como o próprio subtítulo do livro diz, as memórias secretas do Sr. Clarke são reveladas lenta e apaixonadamente. Ao final de Encontrada, nos despedimos momentaneamente de uma família linda e unida que vinha aproveitando os primeiros dias de vida de Marina, e logo no início de Destinado, Ian começa nos contando, todo orgulhoso e babão, sobre as peripécias de sua filha que já tinha dez meses de vida. Em alguns momentos sua mente viaja ao passado e se recorda dos dias em que viveu ao lado de seus pais e de Elisa, sua irmã mais nova, e por inúmeras vezes encontra semelhanças gritantes entre eles e sua filha que agora crescia linda e saudável. Somado ao amor que Ian tinha por Marina, os dias ao lado de Sofia continuavam sempre uma caixinha de surpresas. Ele sempre se surpreendia com as atitudes da esposa e a cada segundo se apaixonava uma vez mais. Porém, por muitas vezes ele ainda se via questionando sobre a escolha de Sofia: será que ela se arrependeria de ter abandonado sua vida no século XXI para viver com ele? Teria valido a pena todos os seus esforços para permanecerem juntos? Ele jurava para si mesmo que cada segundo tinha valido a pena... mas quando tudo parecia estar cada vez mais sólido, ele encontra o objeto que atormentava seus maiores pesadelos: a máquina do tempo que trouxera Sofia para sua vida, mas que também a arrancara sem deixar outros vestígios senão os cacos de seu coração e de sua alma.


“O desejo de pintá-la ultrapassava o âmbito passional. Minha paixão e adoração materializavam-se em telas com as quais eu jamais ficava totalmente satisfeito, e, no entanto, não era capaz de me impedir de criá-las. Era como se, de alguma maneira, desenhá-la a tornasse mais real, mais minha.”

    Aqueles dias que antecederam o baile de aniversário de Elisa foram exaustivos, porém nada se comparava com o desespero de Ian ao ver a maquina do tempo em forma de celular vibrando em cima da cômoda do quarto do casal. Sem saber como proceder e com um medo absurdo de perder Sofia novamente, Ian esconde o celular dentro de uma gaveta em seu escritório com a promessa de destruí-lo assim que o baile acabasse. Como se não bastasse este problema que não saía de sua cabeça, Ian começou a perceber que sua vida perfeita estava prestes a entrar em decadência, a começar pela reputação de sua querida irmã. Decidido a lutar com todas as suas forças para que sua família permanecesse íntegra e unida, Ian escolhe o caminho mais longo e mais tortuoso para solucionar seus problemas... um caminho que, por incrível que pareça pode ter feito um desvio rápido pelo século XXI.


“... a ausência diminui as pequenas paixões e exalta as grandes, assim como o vento, que apaga as velas e atiça as fogueiras.”


    Este livro realizou o meu maior sonho dentro da leitura da Série Perdida, que foi ver a personificação da gentileza, mais conhecido como o Senhor Ian Clarke nas ruas do século XXI. E como era de se esperar, mesmo com certa dificuldade e a pouca afinidade pelos avanços tecnológicos, Ian consegue se sair muito bem em meio a tanta loucura nas ruas da grande cidade. Porém, o que era pra ser meu sonho acabou tornando um pesadelo, não só para os personagens envolvidos, mas para mim também. Há tempos eu não tinha uma experiência de leitura como essa: devastadoramente angustiante. Sim, eu tive que exagerar nos meus adjetivos e advérbios por que não tem nada de sutil no que eu senti lendo este livro. As páginas se transformaram em uma imensa ampulheta que deixava a areia do tempo escorrer cada vez mais rápido... eu via o tempo correr, a missão de Ian e Sofia cada vez mais longe de ser concluída, as dúvidas e incertezas cada vez mais fortes e meu coração cada vez mais apertado. E como sempre, a autora finaliza a história com uma perfeição sem igual deixando todos os seus leitores de queixo caído e ansiosos por uma continuação. 


"Meu coração enlouqueceu, como se não soubesse o que fazer. Desacelerou, errou uma batida, disparou feito um louco. Isso se repetiu por alguns segundos. Ele estava... dançando?"

    Bom, não posso e nem quero negar que esta Série mudou minha vida, né? Desde quado eu entendi que nessa vida nós vivemos melhor quando temos amor (todos os tipos de amor), eu sonho com um que durasse a vida toda. Primeiro vieram as princesas e príncipes, os contos de fadas... e por que não os ratinhos e passarinhos para alegrar o dia?? Sim, todos eles fizeram parte do meu sonho... mas eu cresci e o sonho não. Só percebi isso quando comecei a ler Jane Austen. Porém a clara noção dos meus mais profundos anseios surgiu quando conheci Sofia... ela teve tudo que eu queria ter pra mim! Parece até um pouco de insatisfação, mas não... eu sou realmente muito grata pela minha vida, meus amigos e minhas conquistas. Mas no quesito amor... eu ainda sonho com Mr. Darcy e Ian Clarke... E, mesmo tendo um certo ciume literário (brincadeira) eu recomendo esta leitura do começo ao fim, desde Jane Austen, em Orgulho e Preconceito, que foi inspiração para a Série... passando por Perdida e finalizando com Destinado. Leiam e permitam-se sonhar!


Destinado
Carina Rissi
Editora Verus – 2015
462 páginas
ISBN: 978-85-7686-457-8
Izabela Elias


     É pessoal... depois de quase 2 meses que eu finalizei essa leitura, só hoje eu consegui sentar aqui pra escrever a resenha. Ainda não estou preparada pra deixar Ian e Sofia, e por isso não consegui pegar Destinado pra ler. Mas já que 2016 parece prometer muitas coisas boas, logo logo eu crio coragem e me entrego a mais um pouquinho dessa paixão... por enquanto, aproveitem a resenha de Encontrada...



“Suspirei, encostando a bochecha na massa negra de seus cabelos. Nunca me senti tão próxima de Elizabeth Bennet como naquele instante. E meu caso era ainda pior. Lizzie não tinha os problemas que eu tinha”

     Depois de tanto sofrimento longe de Ian, quando foi arrastada de volta para o século XXI, Sofia consegue voltar para os braços do amor de sua vida e desde então se prepara para encarar sua nova realidade: o casamento. E em meio a tanta correria dos preparativos para o grande dia, ela começa a perceber que ser a nova Senhora Clarke não vai ser nada fácil. Desde muito jovem, Sofia soube que ser independente seria fundamental em sua época de vida, e depois da morte de seus pais teve que lutar praticamente sozinha para sobreviver. Hoje, vivendo há 180 anos antes de seu tempo, Sofia sente a necessidade da independência, tanto financeira quanto de poder resolver seus problemas e ajudar sua nova família. Assim, na tentativa de presentear seu futuro marido e também se desculpar por tantos danos e mal entendidos, ela negocia com o joalheiro um lindo relógio de bolso afirmando que vai pagá-lo com seu próprio dinheiro. Claro que isso não vai ter um resultado muito bom, ainda mais para aquela época, mas o que mais assusta Sofia é que as confusões em que se mete pode colocar seu casamento em perigo.



“É como um coração mecânico. Ele grava a passagem do tempo. Os ponteiros registraram cada dia quando ainda nos conhecíamos, numa espécie de contagem regressiva. Eles marcaram cada minuto desde que nos encontramos. E agora marcarão cada segundo da nossa vida”


     Não bastando os próprios problemas, Sofia ainda tem que atuar os disparates e insolências de uma tia que Ian convidou (por educação) para o seu casamento. Sendo possivelmente comparável com a tia bruxa de Mr. Darcy em Orgulho e Preconceito, a Lady Catherine de Bourgh, Dona Cassandra chega à casa da família Clarke e praticamente tentar arruinar todos os planos matrimoniais. Confesso que cada momento que essa velha indecente aparecia no livro, eu tinha vontade de distribuir alguns socos de graça em toda sua cara empapuçada. É claro que o próprio destino e a força de vontade de Sofia deram um jeito em sua petulância, mas ela merecia o pior dos finais possíveis. Afff... (Chega de falar dela, que eu fico mais brava ainda)

“Ah, e o Ian tem uma tia que anda fazendo da minha vida um verdadeiro inferno. Imagine uma Lady Catherine de Bourgh, só que cheia de pelancas e duas vezes mais venenosa. Pois é”.

     O tão esperado dia do casamento chega e não poderia ser mais inusitado, afinal quase não houve casamento!! Sofia ainda estava sob influência do desconhecimento de muitos costumes da época, e isso poderia arruinar tudo, somado a todas as circunstâncias. A cada dia, a cada instante, um deslize dela era somado à pilha de confusões, que só crescia. Se Sofia achou que casar era o mais difícil, ela não sabia o que a vida havia lhe reservado para o seu “felizes para sempre”. Para começar, havia algo estranho acontecendo, em sua casa e também na vila e ela percebe que todos sabem, exceto ela mesma, e depois de muito desconfiar, acaba se convencendo que a sua inadequação era motivo de vergonha para todos, principalmente para Ian e Elisa, e que depois de tantos gastos com o casamento, a família estava com dificuldades, e seu marido era incapaz de dividir com ela.



“- Nada de “mas”. Ela é sua, Sofia, assim como tudo que está sob este teto. Foi assim desde que entrou aqui pela primeira vez. Tudo esperava para ser reclamado por você. Inclusive eu”

     Na tentativa de salvar o futuro financeiro de sua família, Sofia decide ampliar sua produção de um creme condicionador para os cabelos, e negociar com o dono da botica, já que todas as damas almejavam seu produto e despencavam até sua casa para encomendar e comprar cada vez mais... sempre em nome da beleza. Sua impulsividade acaba fazendo com que Sofia “esqueça” que naquele século em que vive o homem é que sustenta a casa, e quando percebe que suas atitudes vão humilhar e magoar Ian, já é tarde demais.
     Entre altos e baixos, amor e tristezas, Sofia sente falta de Nina, sua melhor amiga. Justo agora que ela precisa de alguém do seu lado, para lhe abraçar e dizer que tudo vai ficar bem, e que, mesmo fazendo tudo errado, Ian a ama. Em meio a tanto desespero, existe mesmo uma luz? Onde está sua “fada madrinha”?



“- Sabe bem que para mim é sempre um prazer lhe ser útil”

     Bom pessoal, não posso dizer que o livro foi feliz o tempo todo, como em um conto de fadas. Sofia se enrola em seus próprios deslizes de uma tal maneira, que se a história fosse em algum lugar frio eu diria que a bola de neve provocou uma imensa avalanche. As diferenças, que deveriam somar às qualidades dos casais, acaba colocando os ideais de Sofia e Ian literalmente “para brigar”, tudo por conta de um pequeno detalhe resumido em 2 séculos de diferença: o tempo. Para ela tudo mudou, não existe mais a submissão feminina ao sustento do homem e, como resultado de uma interpretação equivocada, Ian acha que é insuficiente para ela, e o “felizes para sempre” está, mais do que nunca, por um fio.


     Mas não me interpretem mal, eu amei o livro! Acho que esse lado “não conto de fadas” foi essencial para o crescimento e amadurecimento, não só de Sofia, que estava colhendo os frutos de sua escolha, mas também de todos os envolvidos na trama. O final do livro me surpreendeu de forma indescritível. Não quero contar muita coisa para não dar spoiler, mas tudo foi milimetricamente calculado, e só de lembrar meus olhos ainda ficam marejados. A conexão "passado e futuro" foi linda e surpreendente, afinal, quem não ia querer um futuro brilhante nascido de um final feliz?



     Uma observação mais do que importante... Ian está presente na minha lista de amores literários, obviamente! Adoro seu coração puro, sua dedicação ao amor e seu olhar futurístico para aquela época. Amo o fato dele confiar em Sofia e em sua intuição... ai ai... (suspirando)... melhor nem entrar em tantos detalhes...
     Bom pessoal, eu vou ficando por aqui... afinal acho que hoje eu exagerei um pouquinho, mas quem nunca né?? Espero que tenham gostado da resenha, das fotos e principalmente do próprio livro, quem teve a oportunidade de ler... quem ainda não pegou a Serie Perdida pra ler, não enrole como eu fiz, leia logo!! Não vale muito a pena adiar o inevitável... sim você vai se render!! haha... 

Beijo enorme.. e até a próxima!




Carina Rissi

Editora Verus – 2014
476 páginas
ISBN: 978-85-7686-318-2
Por: Izabela Elias



     Quem disse que não existe amor à primeira vista, precisa urgentemente rever seus conceitos. E falo isso justamente por ter me apaixonado e lutado em vão contra esse sentimento. Sempre declarei meu imenso amor pela escritora inglesa Jane Austen e pela maestria com que ela escreveu suas novelas. Ando por ai praticamente obrigando meus amigos a ler nem que seja um romance da autora, mas quando me indicaram os livros da Carina Rissi, justamente pela grande referencia que a autora faz à Jane, quem acabou “enrolando” fui eu. Agora me digam... Por quê? Pra que adiar o inevitável?

"Eu não sabia explicar por que gostava tanto daquela história, mas era incrível poder me perder em séculos passados, costumes tão diferentes, roupas tão lindas, paisagens bucólicas e tranquilas, o amor sendo posto à prova pela ideia retrógrada de que pobres e ricos não se misturavam, o cavalheirismo, a delicadeza do primeiro amor... Glicose da boa!"




     Ao final do mês de outubro, descobri que a autora faria uma tarde de autógrafos de seu novo lançamento na minha cidade e finalmente eu teria mais uma chance de ter meu caminho cruzado por suas histórias. Eu digo isso porque eu moro no interior e as chances de um acontecimento desses são reduzidas a pó perto das grandes cidades. Então é claro que eu não poderia deixar de aproveitar o momento. Fui ao evento, conheci a autora, que é um doce de pessoa, muito atenciosa e, em um dado momento eu a agradeci (não me perguntem de onde veio essa coragem toda) por trazer o encanto de Jane Austen pra literatura brasileira. Afinal, as jovens de hoje precisavam conhecê-la! E se eu me lembro bem, sua resposta foi: “Obrigada, não sei se eu me sinto mais feliz ouvindo alguém dizer que amou a autora depois que leu meus livros, ou se os leu por amar Jane Austen”.



     Fiquei com esse pensamento na cabeça por alguns dias e como se ligassem um interruptor em mim, eu simplesmente “abandonei” (por enquanto) o livro que estava lendo e devorei as páginas do primeiro volume da série... agora estou aqui pra contar um pouco da história de Perdida pra vocês.

"Era tão surreal! Eu tinha a impressão de que, a qualquer momento, o senhor Darcy em pessoa sairia de alguma daquelas portas de madeira acompanhando Lizzy Bennet."



     A vida de Sofia é uma verdadeira “bagunça organizada”. É... igualzinha à minha! Uma mulher independente, que trabalha o dia todo aguentando as reclamações de seu chefe insuportável, se esforçando ao máximo para cumprir todos os seus afazeres e ainda sobreviver e voltar pra casa. E por falar em casa, Sofia mora em um minúsculo apartamento que vive de pernas para o ar, mas é nele que se sente segura ao fim do dia. Há 5 anos ela perdeu seus pais em um trágico acidente e desde então sua família tem sido Nina, sua melhor amiga, que vive tentando persuadi-la de várias maneiras pra que lhe faça companhia em baladas no final de semana. A maioria das vezes Sofia não aceita o convite e prefere ficar em casa perdida em seu livro preferido, Orgulho e Preconceito, que é o único tipo de romance aceitável em sua vida, e quando decide sair, nunca consegue se encaixar em lugar nenhum, ou então a coisa foge do controle, como o que aconteceu desta ultima vez, quando acabou bebendo exageradamente e perdeu seu celular. No dia seguinte a esse acontecimento, Sofia sai para comprar um novo aparelho. Tudo estava tão silencioso, tão deserto e ao chegar à loja de telefonia, uma senhora a atende com um sorriso generoso e oferece a ela um celular exatamente com tudo o que ela precisa. Mesmo um pouco desconfiada da situação, Sofia finaliza a compra e quanto tenta ligar o aparelho, nada acontece. Decidida a tirar satisfações com a vendedora “boazinha”, ela da meia volta e parte em direção à loja, porém um intenso clarão vindo do aparelho a cega e a faz tropeçar em uma pedra no meio do caminho. Sem entender nada e com a visão comprometida pela luz forte, Sofia olha ao seu redor, vê que não estava mais em sua cidade e sim no meio de um campo e logo logo percebe que está não apenas confusa, mas totalmente perdida em pleno século XIX.



     Em meio a tanta confusão, Sofia é acolhida na casa da família Clarke e seu principal e desesperado objetivo é descobrir um modo de voltar pra casa. Quem acolhe e ajuda a garota é Ian Clarke, um rapaz de extrema educação, elegância e uma beleza sem igual, e que não medirá esforços para ajudá-la a desvendar os possíveis mistérios que a trouxe até suas terras. Mas evidentemente, o coração de Sofia tinha outros planos para ela e, no meio de tanto desespero para voltar pra casa, ela descobre que ali mesmo onde estava, independente de todos os atrasos tecnológicos, ela tinha um verdadeiro lar, uma verdadeira família.

"Sim. Sofia, vou fazê-la entender o que reluta tanto em aceitar."



     O que é essa história? Eu mesma respondo: era tudo que eu sempre quis pra minha vida. Confesso que nunca havia me identificado de forma tão intensa com um personagem igual me vi em Sofia. Foi assustador! Eu sempre disse que não pertencia a essa época e que eu queria ter vivido nos livros de Jane... em Pemberly, em Bath, em Hampshire... mas confesso que também iria me incomodar terrivelmente com a casinha e os pés de alface!! Hahaha... é desesperador!!

     Fiquei muito emocionada, em vários momentos, principalmente ao final da jornada de Sofia e também na passagem do quarto que permaneceu intocado por dois séculos (quem leu sabe de que eu estou falando). Chorei sem pudor. E realmente acho que o destino às vezes engana a gente, e coloca nossa alma gêmea um pouquinho longe do nosso alcance... em outra cidade, país, ou em outro século. Mas outras vezes, esse mesmo destino está em nossas mãos e, como disse Ian em uma das páginas... “Contos de fadas podem se tornar realidade, Sofia. Basta que a princesa não lute contra a própria felicidade”.


     Alguma dúvida de que eu já estou lendo desesperadamente o segundo livro, Encontrada?? Pois é... Bom pessoal, espero que tenham gostado da resenha e dos comentários, e prometo que assim que eu finalizar o segundo livro eu venho contar pra vocês o que anda passando pela cabeça da Sofia e do Ian... e o que eu venho achando desse amor todo!!

"Pertenço a este lugar - coloquei a mão sobre seu coração, que batia tão rápido quanto o meu. - Como pode ser errado?"


Beijo Beijo... e até a próxima!!




Perdida
Carina Rissi
Editora Verus – 2013
364 páginas
ISBN: 978-85-7686-244-4

Izabela Elias