Olá pessoal!!! Hoje é domingo, dia de preguiça para muitos, mas também dia de colocar algumas coisas em dia, inclusive leituras e postagens no blog. Então aqui estou trazendo uma resenha de um dos últimos lançamentos da autora Cecelia Ahern pela Editora Novo Conceito e eu espero que vocês gostem...


"... sempre acreditei esperançosamente que as pessoas quietas tivessem uma mágica e um conhecimento que pessoas menos contidas não têm; o fato de não dizerem alguma coisa significa que pensamentos mais importantes estão passando pela cabeça delas."

     Uma vida. Uma vizinhança até então desconhecida. Duas vidas. Um ano. Quatro estações. Mutas mudanças. 
     Desde muito jovem Jasmine soube da forma mais inesperada de todas que iria morrer um dia. Com medo de não ter tempo para fazer todas as suas vontades, ela vive sempre intensamente, com a agenda cheia e pouco tempo a perder. Tédio não fazia parte de seu vocabulário. Jasmine é uma mulher muito bem sucedida, que trabalha na criação e venda de idéias e projetos, e mesmo tendo um ritmo de vida totalmente agitado, seu tempo é gasto com apenas dois assuntos: trabalho e Heather, sua irmã mais velha. E agora, depois de anos vivendo com uma agenda super lotada, Jasmine tem que aprender a conviver com algo que ela não sabe lidar muito bem: o Tédio.


"Você colhe aquilo que planta, mesmo na morte. Então eu comecei a plantar."

     Os dias passam, as horas passam, e Jasmine continua presa em sua nova rotina em casa. Acostumada com a correria, ela nunca teve que lidar com ninguém da vizinhança, até que seu vizinho da frente praticamente se impôs na vida dela. Matt é radialista e desde muito antes de sonhar que conheceria sua vizinha, já era odiado por ela. Jasmine tem seus motivos para não querer se aproximar de Matt, mas seu estilo de vida e o modo como tem o dom de acordar metade da vizinhança todos os dias no meio da madrugada, bêbado, a intriga. E muito.

     Porém, uma troca de olhares durante a noite de ano novo traça o caminho dos dois em uma linha sem volta. Hoje, Matt e Jasmine estão de licença forçada do trabalho, mas a vida exige que ambos reúnam forças para se reerguerem pois o mundo não vai parar esperando que eles se recuperem.

     As estações chegam e se vão, trazendo luz, calor, chuva e também uma aproximação mutua e totalmente implicante de Matt e Jasmine. Eles podem não se gostar logo de cara, mas se entendem como ninguém mais os entenderiam, pois vivem na pele as mesmas dificuldades. Na tentativa de ocupar seus dias, Jasmine decide recuperar o seu jardim que estava literalmente morto, enquanto Matt reaproxima de seus filhos com amor e dedicação, mesmo as vezes metendo os pés pelas mãos. 


"No jardim há movimento, sempre há crescimento. Não importa quanto eu me sinta parada no tempo, vou lá fora e vejo tudo mudando ao meu redor."

     Este é mais um livro da Cecelia que traz histórias do cotidiano, tentando nos fazer enxergar a beleza presente no dia a dia das pessoas. Mas já digo que não é muito fácil encontrar essa beleza toda. A história é muito fofa e diferente, mas a narrativa, por ser em primeira pessoa, é muito descritiva e cansativa. Jasmine tem uma mente que anda a passos largos e se alonga com muita intensidade, e a autora quis fazer com que ela contasse tudo para o leitor. Alias, não só para o leitor, mas para o próprio Matt e isso foi uma experiência de leitura muito legal. Cecelia escreveu o livro todo em forma de uma carta gigante, onde Jasmine relata os acontecimentos direcionando-os à Matt do início ao fim.

     Com relação ao ambiente, uma das coisas que eu amo nos livros da Cecelia é ter Dublin como palco de toda a história. Sempre parece ser tudo tão verdinho, tão lindo, com casas rústicas, as ruas de paralelepípedos e o tempo fechado trazendo chuva ao final do dia... é muito bom de se imaginar. E a cronologia levando em conta as estações e o crescimento do jardim em paralelo a vida de Jasmine foi realmente brilhante. Eles cresceram e floresceram juntos, as flores, os sentimentos, as atitudes e as afirmações de personalidade, lado a lado.


"Eu não o conheço, e não devo nada a você. Mas sei que todos nós temos um botão de autodestruição e não posso deixar você fazer isso. Não enquanto eu estiver de olho em você."

     Heather, a irmã mais velha de Jasmine, tem Síndrome de Down e eu achei muito interessante o destaque que a autora deu para a independência que uma pessoa que tem Síndrome de Down pode e deve ter. Heather faz tudo sozinha, trabalha, se diverte, e toma suas decisões. E isso não quer dizer que ela é sozinha, mas sim que é independente. Jasmine vive ao seu lado e zela por sua integridade a todo instante e talvez esse excesso de cuidado pode atrapalhar o desenvolvimento da vida de Heather e o futuro da vida da própria Jasmine. Já tinha lido outros livros que abordassem este tema, mas desta maneira, com outro ponto de vista, foi novidade e eu achei muito muito construtivo...

     E pra finalizar os comentários, Matt e Jasmine. Uma improvável amizade? Ou uma cumplicidade? Não sei dizer o que eu senti da relação dos dois, mas foi bem legal ver os julgamentos se desconfigurarem com o passar dos meses, dando origem a novas opiniões concretas que um tem sobre o outro. Cada época do ano um deles encarou um problema que o outro já tinha passado, ou que iria passar ainda... e os desabafos bêbados na calada da noite servia para que eles desabafassem, mesmo que em forma de briga, e buscassem uma resolução... e o mais intrigante é que, mesmo em pé de guerra, o que um falava pro outro afetava de forma muito intensa e fazia com que eles abrissem os olhos, se não por choque de realidade, por raiva e orgulho ferido.


"Eu posso sentir. É mágico. Meu jardim é espelho de quem eu sou."

     Bom pessoal, era isso que eu queria passar pra vocês dessa leitura. Eu sinceramente gostei mais de Como se Apaixonar, que tem resenha aqui no blog também... mas foi uma leitura diferente que trouxe muita coisa em que pensar. Sabe aquele livro que te faz uma reciclagem mental? Foi assim que eu me senti... Espero que tenham gostado e que deixem nos comentários a opinião de vocês...

NOTA: 3 / 5



O Ano em que te Conheci

Cecelia Ahern
Editora Novo Conceito - 2016
336 páginas
ISNB: 978-85-8163-832-4
Por Izabela Elias




     Ah, já ia me esquecendo!! Agora no mês de outubro a Editora Novo Conceito vai trazer mais um lançamento da autora, e desta vez será do gênero Young Adult um tanto quanto distópico. Confiram a sinopse de Imperfeitos...

"Celestine North vive em uma sociedade que rejeita a imperfeição. Todos aqueles que praticam algum ato julgado como errado são marcados para sempre, excluídos da comunidade, seres não merecedores de compaixão. Por isso, Celestine procura viver uma vida perfeita. Ela é um exemplo de filha e de irmã, é uma aluna excepcional, bem quista por todos do colégio, além do mais, ela namora Art Crevan, filho da autoridade máxima da cidade, o juiz Crevan. Em meio a essa vida perfeita, Celestine se encontra em uma situação incomum, que a faz tomar uma decisão instintiva. Ela faz uma escolha que pode mudar o futuro dela e das pessoas a seu redor. 
Ela pode ser presa? Ela pode ser marcada? Ela poderá se tornar, do dia para a noite Imperfeita? 


Nesta distopia deslumbrante, a autora best-seller Cecelia Ahern retrata uma sociedade em que a perfeição é primordial e quem cometer qualquer ato falho será punido. A história de uma jovem que decide tomar uma posição que poderá custar-lhe tudo."



     Olá pessoal!! Como vocês estão?? Sempre falo que estou sumida e desta vez não vai ser diferente. Essa correria do dia a dia me deixa sem tempo de contar as novidades... mas vou me ajeitar!! Hoje por exemplo eu vim contar um pouquinho sobre o novo filme da Paris Filmes, que foi lançado no final de agosto... NERVE - Um Jogo Sem Regras, e também fazer aqueles comentários indispensáveis...



     Estrelado por Emma Roberts (Scream Queens e Idas e Vindas do Amor) e Dave Franco (Truque de Mestre e Vizinhos), o filme conta a história de uma menina, Vee (Emma), estudante do ensino médio, que vive uma vida aparentemente tranquila e sonha com a faculdade, mesmo sendo um pouco introvertida, mas que tem alguns amigos que sempre a colocam em situações chatas. Decidida a mostrar para todos que ela também sabe se impor e ser uma pessoa determinada, Vee aceita participar de um jogo que anda rolando nas redes ocultas da internet. NERVE. 




     NERVE é simples, como um jogo adolescente de "Verdade ou Desafio". Para jogar as regras são claras: escolha se você é um JOGADOR ou um OBSERVADOR. O jogador deverá cumprir os desafios propostos pelo jogo e, durante os desafios, deverá se filmar para que os observadores fiquem antenados. Se você, por outro lado, é um observador, sua missão é criar desafios para os jogadores e também não deixar escapar nem o que seria perdido em um piscar de olhos. Portanto, celulares ligados e... gravando!

     A partir das regras do jogo, é hora de Vee escolher... e que comecem os desafios...



     Em um dos primeiros desafios, Vee tem seu caminho literalmente cruzado por Ian (Dave), um outro jogador super misterioso. Juntos, Vee e Ian conseguem milhares de observadores, que ficam cada vez mais interessados em descobrir o que eles são capazes de fazer como parceiros de jogo. Os desafios ficam cada vez mais intensos até que um beco sem saída pode colocar em risco a vida de todos os jogadores...  no final, apenas um é o vencedor de NERVE. E ai? Quem ganha esse desafio??




Comentários Especiais


1. Roteiro Adaptado


     Este filme foi adaptado da publicação da autora Jeanne Ryan e eu juro que não sabia da existência do livro, senão tinha corrido para ler antes de assistir no cinema... maaas, eu ainda quero mais e mais e mais detalhes sobre essa história. E para isso, obviamente, já estou com meu livro em mãos e logo logo começo a leitura e venho trazer um post com as diferenças marcantes...


     Para quem se interessou também, fica aqui a sinopse...

"Você já se sentiu desafiado a fazer algo que, mesmo sabendo que pode se arrepender depois, acaba levando em frente? A heroína deste livro também. 
Vee cansou de ser só mais uma garota no colégio, e quer deixar os bastidores da vida para assumir seu merecido posto sob os holofotes. E o jogo online Nerve, febre nacional transmitida ao vivo, pode ser o início dessa trajetória de sucesso. Basta que ela clique no botão “Jogador” em vez de “Espectador” para entrar na disputa, que propõe, a cada etapa, um desafio novo. 
A adolescente acaba formando uma dupla imbatível com Ian, um garoto desconhecido com quem trava contato ao se inscrever em Nerve. Juntos, vão galgando posições no jogo. Mas, conforme os dois avançam na disputa, os desafios ficam cada vez mais complexos... e perigosos."

2. Neon... Neon...


     Falando sobre cenas e fotografias, eu amei as cores em tons brilhantes e neon. Eu tenho uma memoria cinematográfica 100% relacionada com as cores do filme. Em Alice no País das Maravilhas eu ja tinha comentado a diferença entre os tons apagados do primeiro filme comparados aos vibrantes de Por Trás do Espelho. Isso me marca e quando eu lembro do filme, a primeira coisa que me vem em mente são as cores. Em NERVE a maioria das cenas são noturnas com o toque especial em neon... e isso me faz lembrar ninguém menos que... John Mayer (não resisti!!)




3. Família Franco


     O título do comentário já diz tudo né? Que família mais abençoada esta de Dave e James Franco. Dave interpreta o papel do protagonista Ian, o jogador misterioso e, vamos combinar, cheio de carisma. Adoro aquele sorriso e gostei de vê-lo mais, já que nos outros filmes, como Truque de Mestre, ele aparecia ocasionalmente nas cenas e nem dava para admirar muito.



     Por outro lado, James Franco, irmão de Dave, anda meio sumido, mas lança agora em 2016 o filme In Dubious Battle, com estreia mundial prevista para 3 de setembro. O filme conta com a atuação de Selena Gomes, Josh Hutcherson (Jogos Vorazes) e Nat Wolff (Cidades de Papel), e traz uma história desenvolvida em 1930 na Califórnia, em que o Ativista Jim Nolan (Nat) luta para conscientizar politicamente seus colegas e organizar uma greve dos catadores de maçã da região (fonte Adoro Cinema)...


4. Distopia Realista


     Agora minha opinião sobre o filme em geral. Pelo que eu entendi a história acontece em 2020, com um aplicativo internacional bombando e literalmente botando a vida das pessoas em risco. Acho que não devemos chamar de distopia algo que já está acontecendo HOJE! Não me xinguem de careta ou de pessoa idosa que não tem esportiva... mas com "Pokemon Go!" é assim. As pessoas viciaram nisso de uma tal maneira que nem olham mais para os lados para atravessar as ruas. Mas preciso destacar que NERVE é muito mais legal que catar Pokemons imaginários na esquina... é simplesmente angustiante e por um momento eu imaginei como seria a vida com um app desse rodando por ai. Será que eu conseguiria me segurar? Eu seria uma jogadora ou uma observadora? 


     E falando em distopia, impossível não relacionar com Jogos Vorazes. Quem assistiu ali comigo no cinema saiu falando que achou parecido e eu também não consegui evitar a lembrança de Katniss e Peeta naquele final da 74ª edição dos jogos, com as amoras nas mãos... chega, falei demais !!!

5. O Cinema

     Eu não sou de assistir filmes de suspense nem terror, em lugar nenhum, não só apenas no cinema. Odeio esse tipo de filme. Quando assisti o trailer de NERVE eu morri de medo e achei que fosse ser um suspense mais pesado, e mesmo assim decidi encarar por pura curiosidade (e também pelas luzes neon). O resultado foi um filme 100% eletrizante, ligado no 220v sem dó nem piedade. Nada de paradeiro, nada de sentir sono. O tempo todo fiquei com os olhos grudados, frio na barriga e roendo as unhas. Muito bom! E com um final imprevisível... alias, você até imagina que tem algo maior acontecendo, mas a mente não é capaz de alcançar todas as respostas...

     Ou seja, recomendadíssimo!! 

     Quem ai já assistiu ou leu o livro?? Deixem nos comentários a opinião e as perguntas de vocês!! Quero saber... Você seria um Jogador ou um Observador??



     Olá leitores... como vão vocês?? Por duas semanas acompanhamos as emoções dos jogos olímpicos - que se encerram hoje - e agora vamos todos retomar nossa rotina de trabalho, estudos e é claro, muita leitura. Hoje em especial eu trouxe uma resenha que é fruto de uma leitura que foge um pouco do meu costume romântico, mas que mexeu com minha sanidade do começo ao fim...


"Você é uma péssima mãe, pensa Malorie (...) Você está salvando a vida deles para que tenham uma vida que não vale a pena."

     Passado, presente e a incerteza de um futuro. Acho que essa frase define bem a ordem, a influência e a importância dos acontecimentos da história desenvolvida em "Caixa de Pássaros". Não temos um início e sim uma sucessão e eventos passados que se intercalam e explicam o presente, porém em cada momento, em cada página temos a presença de Malorie. 

     Há quatro anos houve a primeira ocorrência, na Rússia. Enlouquecimento seguido de morte era a característica principal dos acontecimentos e estes se tornaram cada vez mais comuns, trazendo medo e terror a cada país afetado. "Fechem as janelas, fechem os olhos, não olhem para fora". Estas eram as recomendações àqueles que acreditavam que existia algo atingindo a todos os habitantes da terra. Porém, com o tempo não existiam mais aqueles que não acreditavam. O mundo estava sendo devastado e a humanidade exterminada. E em meio a todos estes acontecimentos, Malorie luta em busca de sobrevivência.


"Quão longe uma pessoa consegue ouvir?"

     Quando tudo começou, Malorie teve sua atenção dividida. Sua mente sabia que o que andava acontecendo era grave, porém a vida que estava crescendo em seu ventre roubava toda seus pensamentos e preocupações. Com o aumento das ocorrências, ela foi forçada a pensar em uma maneira de se salvar e, principalmente, salvar seu bebe. Sua luz no fim do túnel surgiu de um anúncio no jornal, que oferecia moradia a apoio em uma casa próxima ao rio. Sem ter para onde mais fugir, Malorie dirige até o local indicado no anúncio praticamente às cegas e pede ajuda. 

     Aquela casa seria o mais próximo de uma comunidade que Malorie veria em anos. Liderados por Tom, os integrantes da casa se apresentaram, um a um: Don, Cherly, Felix e Jules, e mesmo sendo bem diferentes entre si, o medo e a luta pela sobrevivência os manteriam unidos. Mas não por muito tempo...


"Num mundo onde não podemos abrir os olhos, uma venda não é tudo que temos para nos defender?"

     Hoje, quatro anos depois, Malorie não é mais a mesma. Sua vida foi virada de pernas para o ar e mesmo depois de tanto tempo, seu maior objetivo é proteger seus filhos. Sua mente está repleta de questionamentos sobre ser ou não ser uma boa mãe, e se estaria mesmo fazendo o mais correto para eles. Fazer as crianças viverem naquela casa seria o mais seguro? Ou buscar uma nova oportunidade, arriscar fugir pensando no futuro delas valeria mais a pena?

     Independente da decisão de Malorie quanto ao modo em que viveriam o resto de suas vidas, sua maior missão foi treinar as crianças para ouvir. Além das paredes, além das cortinas e janelas seladas. Ouvir além do audível para uma pessoa convencional. Ela tinha plena certeza que aqueles acontecimentos não eram apenas uma tempestade passageira e a audição seria uma arma infalível na luta por um futuro melhor.

Comentários

     Well, well, well... por onde começar a falar sobre tudo o que esse livro fez com meu psicológico? Acho que seria interessante explicar o motivo da escolha do livro, em primeiro lugar, né? Então vamos lá...

     Uma amiga minha adora esse tipo de leitura, em que o autor brinca e maltrata o psicológico do leitor, e no começo do ano nós já tínhamos nos aventurado na leitura em conjunto de "A Garota no Trem" e é claro que ela foi muito mais precisa na resolução dos fatos... mas o que importa é que eu gostei muito da leitura e prometi que não seria tão resistente quanto ao gênero das próximas vezes... O tempo passou e ela também resolveu encarar um dos meus romances preferidos de Jane Austen, "Orgulho e Preconceito", de tanto eu falar na cabeça dela... e o resultado foi que eu resolvi aceitar uma de suas macabras sugestões e enfrentar o famoso thriller psicológico 'Caixa de Pássaros'.


"Que tipo de homem se esconde atrás de cobertores e vendas? A resposta é A MAIORIA dos homens"


     Não sei dizer se gostei ou não gostei. Infelizmente essa resposta não existe na minha mente! Eu achei o livro muito bem construído, os personagens perfeitamente delineados, com suas fraquezas e pontos fortes, suas angustias e seus sonhos... a descrição dos acontecimentos também foi perfeita! Eu já disse aqui algumas vezes que eu tenho dificuldade de alongar minha mente até o ponto onde o autor propõe em suas páginas, mas foi um alívio enxergar com tanta precisão cada cena proposta na história de Malerman. Se a intenção era fazer com que nos sentíssemos vendados o tempo todo, o autor definitivamente teve seu objetivo alcançado por que foi exatamente assim que eu me senti.

     O debate principal na minha cabeça foi: "O que está realmente acontecendo aqui?!?! Alguém pelo amor de Deus me responda!!"... e como um belo thriller, o autor trilha caminhos que nos fazem pensar exatamente o que ele quer. Eu tive muitas hipóteses, dividi muitas delas com a minha amiga mas obviamente que foram pensamentos desesperados de uma leitora perdida e aterrorizada. Cheguei a comparar a história com o filme "The Happening - Fim dos Tempos", lançado em 2008, mas ainda não tirei conclusões se pode ser isso mesmo... Sim, eis aqui uma leitora confusa!

     Se eu senti medo? Obvio! Eu sou a personificação da medrosidade! Este foi um dos motivos que me levaram a ler bem lentamente, já que quando eu tentei ler antes de dormir eu simplesmente tive pesadelos horríveis e perdi o sono. Enfim, já viram que isso não é pra mim, né??


"... o mundo atrás da venda é de um tom cinza doente."

     Em conclusão, eu gostaria de agradecer a indicação da minha amiga Suh e dizer que a experiência de leitura foi muito boa... mas, como eu mesma já falei pra ela, o desfecho, que poderia mudar 200% minha opinião, ou melhor, formular uma melhor opinião em minha mente, deixou um pouco a desejar. Sei que muitos leitores relataram ter amado o livro mas eu não consegui ter todas as minhas perguntas respondidas e isso me deixa enlouquecida em um final de livro.

     Vejam bem, eu não estou querendo dizer que o livro foi mal escrito ou mal finalizado (como eu acho que foram alguns livros do John Green), eu só creio que não estou acostumada com o tipo de leitura o suficiente para interpretar de modo correto. Mas se a proposta do autor foi deixar o leitor expandir seus horizontes e suas opiniões, ele foi simplesmente brilhante!

     Espero que tenham gostado da resenha e que entendam meu lado medroso e desastrado de enxergar a história... e quem quiser conversar, me mostrar algum ponto de vista ou opinião, está mais do que bem vindo!! Deixem nos comentários... ou mandem direct no instagram (@cademeulivro)... me ajudem!!! hahaha... obrigada pessoal!! Beijo beijo e até a próxima...



Caixa de Pássaros
Josh Malerman
Editora Intrínseca - 2015
272 páginas
por Izabela Elias







     Olá pessoal! Tudo bem com vocês?? Espero que estejam felizes e aproveitando o final de semana para colocar as leituras em dia! E por falar em felicidade, hoje eu vim trazer uma resenha super especial, daquelas que você acaba de ler e já quer urgentemente contar pra Deus e o mundo o que achou da leitura...

     Depois de um ano da parceria com a autora e DJ Renata Dias, hoje eu volto para falar sobre o segundo livro da série "Entre Quatro Paredes". Caso vocês não se lembrem, a resenha do primeiro livro foi publicada no Instagram @cademeulivro, mas eu aproveitei a oportunidade pra registrá-la aqui também:


"Gabe é um homem extremamente competente, formado em psicologia e que nasceu programado para o sucesso profissional. Cresceu no Brasil com os pés nas areias das praias baianas e teve uma vida perfeccionista focada nos estudos, sem grandes aventuras e relacionamentos. Ao finalizar a faculdade, recebeu uma bolsa de estudos de pós-graduação nos EUA e viu esta oportunidade como uma grande vitória profissional. Inicialmente a ideia era ficar um ano, mas Gabe construiu uma nova vida em Los Angeles: montou seu consultório, tinha pacientes fixos, fazia atendimentos voluntários, tinha alguns amigos que se reuniam para o café as quintas feiras e agora estava em busca de uma nova casa para morar. Após algumas buscas, conseguiu marcar um encontro para conhecer um apartamento, mas o que Gabe não esperava era que a proprietária fosse uma mulher linda que esbanjava sensualidade e precisava muito de companhia. 
No dia seguinte, já estava mudando para o quarto vago na casa de Claire. Eles se conheciam há dois dias e Gabe já se sentia mudado: a atração era palpável, seus pensamentos divagavam entre ela e o trabalho, sua rotina estava cada vez mais abalada e os dias se tornaram caixinhas de surpresa. Em 58 dias, Gabe vive aventuras que nunca viveu e descobre sentimentos inteiramente novos que fizeram os rumos de sua vida mudarem completamente. .
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Considerações: O livro é narrado pelo Gabe, o que deixa TUDO muito mais interessante! Adorei a abordagem dos temas do livro, a autora consegue trazer muita informação de forma clara e nada exagerada! É uma história que me fisgou pela imprevisibilidade: eu não consegui prever NADA, tudo foi surpreendente e me vi nervosa e roendo as unhas em vários momentos! Ao final eu me questionei sobre quanto tempo levamos para nos conhecermos... se é ao escolher nossa profissão ou se morremos sem saber quem realmente somos... Já estou enlouquecida pela continuação!! Cadê, Renata?? hahaha Amei!! Leiammm..."

     
     Como vocês bem puderam ver, eu enlouqueci de vontade de ler a continuação. Queria saber detalhadamente o que tinha acontecido com Gabe... mas tive que aquietar meu coração e abrir espaço para uma nova e avassaladora história. Em "O Quarto do Conto" vamos conhecer melhor a vida de Lara, irmã mais velha de Gabe..


"Dói, mas passa, e nada melhor do que uma boa dose de autoestima para fazer a gente se conectar com a vontade de dar a volta por cima, abandonando escudos emocionais e se permitindo amar mais uma vez"

     A vida não foi muito cordial com Lara no quesito amor. Quando era adolescente vivia como a rainha das baladas, sedutora e provocante, arrasando corações e se envolvendo em paixões passageiras. Porém, em um desses relacionamentos, Lara apostou todas as suas fichas e seus sentimentos e acabou perdendo tudo que tinha, inclusive seu amor próprio e sua autoestima. Há três anos este namoro terminou e até hoje Lara vive totalmente reclusa, sem se envolver fisicamente e emocionalmente com nenhum homem. 

     Mas nem por isso ela deixa de ser uma mulher linda, guerreira e extremamente realizada profissionalmente. Dona de uma agência de publicidade em Salvador, Lara desempenha seu trabalho ao lado de sua única e melhor amiga, Karina, da forma mais brilhante possível. Como fruto de seu sucesso, a baiana conseguiu realizar um de seus maiores sonhos, que era morar na cobertura de um lindo prédio, com uma vista arrebatadora de frente para o mar. Além de ser um apartamento dos sonhos, Lara transformou um dos quartos em seu refúgio espiritual e seu mais íntimo segredo... o quarto do conto. É neste lugar que todas as suas fantasias, seus desejos e sonhos ganham vida... e eu não estou dizendo que é um cômodo em que ela tem encontros secretos, não! Guiados por sua obstinada "deusa interior", Lara expressa seus sentimentos e sensações em contos carregados de sensualidade, erotismo e delicadeza... dando vida a uma verdadeira Amante Confessa...


"... cá entre nós, sexo e amor não andam juntos, mas, caso se encontrem no meio do caminho, formam uma combinação perfeita."

     Cotidiano. Rotina. Mesmice. Quantas palavras poderíamos usar como adjetivo pra tudo aquilo que acontecia no dia-a-dia de Lara. Ela não era muito adepta ao habito de se exercitar e muito menos de se alimentar corretamente, então sua vida era literalmente alternada entre o trabalho e sua casa. Mas foi no meio do caminho, em um certo dia, que tudo mudou... ao voltar para casa em um dia de chuva, toda encharcada, Lara se depara, dentro do elevador, com um homem que poderia ser facilmente comparado a um Deus grego. Seu novo vizinho desceu apenas um andar abaixo do seu, e deixou dentro daquele minúsculo elevador preso junto a Lara, uma atmosfera totalmente masculina, que esbanjava sensualidade e testosterona... e finalmente, depois de três longos anos, a mulher adormecida e apaixonada dentro de Lara se desperta...

     Este é Vincenzo Bianco, um verdadeiro homem italiano com ar de mafioso sedutor que, apenas de olhar para Lara, prometia céus e terras, água e muito fogo... É claro que as coisas não vão ser fáceis. Lara precisa reencontrar o amor próprio antes de se envolver com alguém. Mas aquele homem tomou seus pensamentos de uma tal maneira que a fez querer tentar outra vez. Será que Lara conseguirá expulsar de vez de sua alma as sombras do passado e se permitir???


"...nessa brincadeira de vetar o vaivém do sentimento, eu deixei de alimentar o amor mais essencial que existia dentro de mim, o meu amor-próprio"

     Uma coisa bem rara de acontecer na minha vida literária é sentir uma conexão com a personagem. Quase nunca eu concluo uma leitura e digo: "nossa como minha vida se parece com a deste livro". Mas com certeza muitas mulheres saberão como é estar na pele de Lara, e comigo não foi diferente... e não somente em um ponto, mas em quase todos, como a "numerologia do destino", que faz com que as decisões tomadas sejam baseadas em acontecimentos aleatórios do cotidiano, é muito a minha cara... (pra não confessar abertamente que me enquadrei em todos os pontos que constroem a personagem Lara). É meio assustador isso, não pela semelhança em sí, mas por saber que muitas vezes esquecemos de nos amar primeiro... independente da circunstância. E antes de continuar meus comentários sobre a leitura, eu quero agradecer a autora pelas palavras tão bem ditas em minha dedicatória... 

"Falar de amor é fácil. Difícil é lembrar que a gente tem obrigação de se amar todos os dias..."

     Eu amei a narrativa!! Adoro o jeito como a Renata escreve diretamente para o leitor, conversando e fazendo um jogo delicioso com as palavras, e muitas vezes senti que a Lara conversava diretamente comigo, como se fossemos amigas. A formalidade da escrita somada à demonstração de um pouquinho do sotaque baiano me encantou... afinal eu sou uma amante nata de clássicos e de sotaques...

     O tema principal do livro - e o tema principal da minha vida - foi muito bem abordado, e com certeza fez com que muitas leitoras ficassem com uma pulga atrás da orelha com destino à mudança. Lara é excepcional e eu juro que gostaria de ter pelo menos 10% da determinação dela. O resultado de tudo foi uma leitura motivadora do começo ao fim...



     Comparado ao primeiro livro, 'O Quarto do Conto' trouxe cenas bem mais picantes e de cair o queixo, e o foco na personagem feminina fez com que eu me conectasse melhor com a história, principalmente com o crescimento da personagem. Foi impossível não lembrar da personagem Anastasia Steele de "Cinquenta Tons de Cinza" neste livro, pelo simples fato da presença ilustre de uma Deusa Interior. Só que esta foi gritantemente muito melhor descrita por Renata do que por E. L. James. A deusa de Lara é sua metade, sua alma reprimida.. e sim, ela tem um propósito! Ela instiga e impulsiona a vida de Lara e não apenas a "observa através de seus óculos"... 

     E por falar em óculos, nem precisamos deles pra ver que a capa do livro é mais do que especial... além de DJ e escritora, a autora se aventurou como a mais perfeita modelo impressa na capa do livro, e se olharmos bem de pertinho, suas rosas também dançam, assim como as da Lara, esbanjando não só sensualidade, mas amor próprio e vida! Tá linda!!! Mas, independente de ter sido uma leitura tudo de bom, nota máxima no meu conceito, eu não posso deixar de confessar que a história de Gabe foi mais surpreendente, pois nunca tinha lido nada igual... aliás, já estou com vontade de reler "O Quarto do Sonho"...

     Espero que vocês tenham gostado da resenha, já que este livro está mais do que recomendado. A literatura nacional vem me abraçando e tomando conta da minha alma e eu já nem quero resistir mais. Essas meninas são sensacionais... Por isso, não deixem de ler... Beijo, Beijo e até a próxima...



O Quarto do Conto - Entre Quatro Paredes (Livro 2)
Renata Dias
Editora Novo Século - 2015
368 páginas
Resenha por Izabela Elias


     Olá pessoal!! Resolvi passar aqui no finalzinho do dia pra conversar com vocês um pouco sobre os livros da autora Juliana Parrini que eu li no mês de junho. Sei que estou devendo um Book Haul também, e não esqueci. Aos poucos vou apresentar pra vocês todo o conteúdo programado. Por ora, fiquem com uma resenha dupla super especial dos livros "Depois do que Aconteceu" e "Antes que Aconteça"...


"Dizem que quado a saudade não vai embora é porque resolveu ficar, e não adianta, em hipótese alguma, dizer ao coração o que ele deve fazer. Às vezes é cruel e nos leva para um mundo totalmente desolador"

Depois do que Aconteceu

     No primeiro livro vamos conhecer a vida de Isabel Maia, uma típica garota carioca que deveria estar vivendo a vida a todo vapor, aproveitando tudo que o Rio de Janeiro poderia oferecer... mas as coisas não são bem assim para ela. Há um ano sua vida se baseia em uma rotina única de ir trabalhar e voltar para casa. Não tem vontade de sair, nem mesmo com suas melhores amigas Luci e Luana... e toda esta vivência depressiva é resultado de não apenas uma desilusão amorosa, mas sim um golpe do destino que fez com que seu noivo, Alex, fosse arrancado de sua vida...

     Depois de muitas tentativas de se reerguer, e também de já ter desistido de si mesma várias vezes, Isabel decide acompanhar seu pai em uma viagem de negócios até São Paulo. Durante a viagem seu pai diz que não suporta mais sofrer pelo reflexo de sua tristeza e que seu sonho era que sua filha voltasse a sorrir. Diante do desejo de seu pai, Isabel decide se esforçar além dos seus limites para mudar. Queria que seu pai deixasse de sofrer e se orgulhasse da filha que tem... e ela iria conseguir, "sem passos de caranguejo"...


"Já cheguei à conclusão de que o erro está em tentar tirar da cabeça algo que está no coração. É simplesmente impossível Preciso de mais. Preciso de mais tempo para superar tudo, e é nisso que me apoio dia após dia."
     
     Ao chegar em São Paulo, Isabel decide que a primeira mudança seria no visual. Depois de se aventurar no salão de beleza, ressaltando sua beleza nata, Isabel decide fazer aquilo que melhor faz: fotografar. Prédios, pessoas, a vida em movimento estava sendo registrada em sua câmera até que um homem apressado e totalmente desastrado a empurra... sua câmera vai ao chão, assim como sua vida se encontrava há poucos dias atrás. Preocupada com o quanto Isabel poderia ter se machucado, o homem lhe ajuda a se levantar e oferece para lhe acompanhar até o Starbucks para que ela lavasse seus ferimentos. Um contraste de susto, gentileza e olhos tão azuis que chegavam a ser transparentes levaram todo o ar de Isabel embora. Aquele homem era maravilhoso e ela nunca imaginou que o destino trombaria nela desse jeito...

     Este é Daniel, um homem que vivia dia após dia com o corpo e a mente enfurnados no trabalho, e que agora só tem olhos para Isabel. Após o acidente, Daniel promete comprar uma câmera nova para Isabel e a convida para jantar... e ela aceita. 

     Uau! As coisas estão andando rápido heim, Isabel?? Sim!! Não ha tempo a perder... Isabel precisa viver. Precisa se dar uma chance... e ai está sua chance de ser feliz. Mesmo sendo um homem que contrasta intensidade dos seus sentimentos com a obscuridade de seus segredos, Daniel se encanta por Isabel como nunca esteve por nenhuma outra mulher e declara que vai lutar para ficar ao seu lado. Enquanto isso, Isabel retorna ao Rio de Janeiro e cria uma nova rotina que vai além do "trabalho-casa": seus amigos, o barzinho sagrado das sextas-feiras, uma visita ao shopping para renovar o guarda-roupa são inclusos no seu dia a dia... assim como Daniel e toda a sua bagagem. Decidida a viver ao seu lado, Isabel cede à muitos princípios em nome do que sente por Daniel. Ela nunca imaginou que fosse se apaixonar outra vez, e muito menos que toda essa novidade seria tão difícil de encarar...

*(Obs.: A resenha de "Antes que Aconteça" pode conter pequenos 'Spoilers' quanto a alguns acontecimentos do livro anterior. Porém, nada que revelaria o desfecho total dos livros)



"Seria tão fácil se algo que desejássemos acontecesse e, como num passe de mágica, tudo fosse diferente, mas infelizmente não existem contos de fadas e, muito menos, mágica. Estou sozinho lutando contra uma realidade que só existe no meu mundo."


Antes que Aconteça

     Depois de sofrer meses seguidos para firmar seu relacionamento com Daniel, indo contra tudo e todos, e dando uma segunda chance para o amor, o destino resolve surpreender Isabel novamente com uma notícia que poderá embaralhar o caminho trilhado pelos dois. É neste momento que Isabel terá a chance de entender inúmeras coisas que aconteceram em sua vida no passado e decidir como será seu futuro. Como sempre, seu pai, Luci e Luana estão ao seu lado, apoiando todas as suas decisões e dividindo seus sofrimentos... mas as decisões finais não são fáceis.

     Desde o início desta aventura o leitor já pôde conhecer por inteiro o coração e a mente de Isabel. Seus medos, suas tristezas, seus sonhos, desejos, seus pontos fracos.. mas neste livro conhecemos mais profundamente a personalidade de Daniel. Ele se mostra mais intenso em todos os sentidos: está cada vez mais apaixonado e impulsivo. A cada discussão, Daniel se torna cada vez mais irredutível e teimoso... mesmo amando Isabel com todas as suas forças, ele vê suas próprias fraquezas e medos postos à prova, e assim fica cada vez mais difícil se conter, afinal, tudo que Isabel vem passando reflete no futuro dele também. E é ai que o medo mora e dá vida à sua impulsividade.


"Há momentos em que o mundo parece parar. Tudo começa a ficar distante, ou talvez sejamos nós que ficamos distantes de tudo. Momentos em que nos sentimos sozinhos, mesmo com tanta gente ao redor. Momentos onde nada parece fazer sentido, tudo parece estar perdido. Meu mundo estava inteiramente imóvel."

     Montanha russa de sentimentos, de acontecimentos... este livro é totalmente envolvente e muito pouco previsível. Eu adorei a leitura, me surpreendi muito. Já disse aqui algumas vezes que sou medrosa quanto a algumas leituras nacionais, mas definitivamente a Juliana Parrini entrou para o grupo daquelas que ganharam meu coração. Adorei a trama e os desfechos me fizerem arrepiar dos pés a cabeça. Os fatos foram muito organizados e todas as pontinhas amarradas... 

     Eu gostei muito do crescimento da Isabel, principalmente por ter tido seu "start" em uma conversa com seu pai. Sou muito apegada aos meus pais, morro e vivo por eles e quando leio uma história que mostra um pouco desta conexão com os familiares eu sempre me emociono. Quanto às meninas... Luci e Luana, as gêmeas irmãs de coração de Isabel, eu me peguei várias vezes imaginando-as como os dois lados de Isabel. Se partíssemos a protagonista em duas metades, o resultado seria uma metade chamada "Luana", com seu jeito espontâneo e agitado de ser, sem pensar muito nas consequências, e o outro lado seria "Lucia", sensata, responsável e organizada... Eu amei a relação das três..

     Não gosto de fazer muitas críticas, e muitas vezes eu me deixo levar pela emoção do livro e acabo abstraindo aquilo que me incomoda. Desta vez não foi muito diferente. Por isso tenho apenas dois comentário a fazer no quesito "crítica ao livro". Primeiramente fiquei um pouco incomodada com a linguagem mais coloquial, já que sou uma amante incorrigível dos clássicos, mas depois me acostumei e enxerguei como um método de leitura mais fácil, tranquilo e divertido ao leitor: ponto para Juliana!!! Por outro lado, eu sou relativamente contida quanto aos meus sentimentos. Não sei e nem consigo ficar demonstrando o que sinto pelas pessoas... Ah Izabela, por que você está falando isso?? Quem lê essa história não consegue deixar passar o quanto os personagens se declaram. Um amor intenso como os que Isabel viveu não é pra qualquer um... mas achei um ponto negativo e exagerado a demonstração recorrente do amor... por outro lado enxerguei esta proposta como uma necessidade que os personagens tinham de demonstrar uns para os outros o amor, como se a confiança fosse construída com base em cada "eu te amo" dito, já que eles eram claramente inseguros no relacionamento... Ou seja, fiquei um pouco incomodada, mas sei que muitos suspiraram a cada "eu te amo"...


"Todo recomeço é assustador. Afinal, ninguém muda quando está feliz. Você sempre começa sem rumo, sem saber ao certo que caminho seguir e cheia de dúvidas. Certo ou errado? Continuar ou parar? Tudo com um único objetivo: a eterna busca pela felicidade."


     E para finalizar, gostaria de aplaudir de pé a "trilha sonora" do livro. Eu amo livros com trilha sonora, principalmente os da Colleen Hoover, mas a desses dois livros foi muito diversificada e cheia de significado. Colbie Caillat, Janis Joplin, Lorde e principalmente Dave Matthews Band... foi contagiante e impossível não criar uma playlist nova pra ouvir no carro... amei!!! 

     Bom, espero que tenham gostado da resenha... e espero também que vocês leiam estes livros. São sensacionais e eu confesso que até agora eu não superei os últimos acontecimentos do segundo livro. Ju, você dilacerou meu coração... ainda não me conformo com o rumo das coisas... foi surpreendente!!! Já quero mais livros seus, viu??? 

     Não esqueçam de deixar a opinião de vocês nos comentários e também de seguir o blog pra ficar por dentro das novidades... beijo beijo e até a próxima!!


Depois do que Aconteceu
(Juliana Parrini)
Editora Suma de Letras
344 páginas

Antes que Aconteça
(Juliana Parrini)
Editora Suma de Letras
240 páginas

Resenha dupla por: Izabela Elias


     Olá pessoal! Boa noite... como prometi logo cedo, hoje eu trouxe uma resenha pra vocês! Li 'Nunca Jamais' no comecinho de junho e ainda estou intrigada com o desfecho da história. Pra quem não sabe, este é um livro da autora do momento, Colleen Hoover e mais uma outra autora, Terryn Fisher, e que ao invés de nos satisfazer em um único e gordo volume, foi subdividido em três partes (três livros) para que os leitores pudessem ter seus corações testados... já que o fato de não entender muita coisa nos deixa de cabelo em pé...



"Talvez ela não me pareça familiar. Talvez eu não pareça familiar. Mas nossas ações, nosso comportamento... são exatamente iguais."

     Sinto lhes informar, mas é impossível passar muitas informações nessa resenha. Pontos chaves que definem a estrutura da história são expostos a todo momento e em cada capítulo. Mas, dentro do que posso dizer...

     Essa é a história de uma menina. Ou seria uma mulher? Ela acorda de um certo transe e percebe que não sabe onde está. Não reconhece ninguém e nem a si mesma. Todos a chamam de Charlie mas ela não consegue achar que esta identidade lhe pertence. O que está acontecendo?? Em pouco tempo, Charlie descobre que está na escola, ela ainda não se formou. Descobre ainda que tem um namorado e seu nome é Silas. 



"As pessoas não deviam se deleitar com a destruição que a Mãe Natureza é capaz de causar, mas é algo que atrai nosso interesse mesmo assim. Charlie é a devastação que fica depois que o tornado passa."

     Mas esta é a história também de um rapaz, ou seria de um homem? Já está ciente de que seu nome é Silas e também não se sente pertencente a ele. Ninguém ali naquela mesa do refeitório da escola é conhecido, mas de algum modo percebe que sua suposta namorada tem algumas características que te lembram alguém perdido. Alguém que não sabe o que está acontecendo.. alguém como ele.

     Silas e Charlie perderam a memória sem explicação alguma. Será que usaram drogas ou a Mãe Natureza realmente resolveu pregar uma peça nesses dois? Mas não importa. Juntos eles precisam descobrir o que está acontecendo, já que ninguém mais demonstra traços de confusão mental. A busca se torna intensa e incansável e aos poucos eles descobrem que fazem parte da vida um do outro desde muito jovens e que seus pais eram sócios em uma grande empresa. A sociedade já não existe mais e a convivência entre as duas famílias é quase insuportável, visto que a culpa da decadência da família de Charlie está supostamente ligada a uma fraude na empresa, causada pelo pai de Silas. 

     Tudo é muito superficial e indefinido. Não consegui amarrar os pontos, muito menos confirmar suspeitas e culpados. Porém, apesar de toda a confusão a personalidade dos personagens começa a se destacar. Ninguém pode afirmar se eles foram realmente assim antes de terem suas memórias levadas. Mas o "novo eu" que eles estão experimentando hoje define quem são em muitos aspectos: Charlie não quer ser "A Charlie", ela busca uma nova vida, uma chance de recomeçar, enquanto Silas deixa a preocupação de quem ele realmente era em segundo plano e volta sua atenção para quem é aquela menina que ele parece conhecer tão bem, mas ao mesmo tempo é totalmente desconhecida.



"Seus olhos são como livros abertos, e de repente eu fico com vontade de devorar todas as páginas"

     A escrita do livro é muito bem construída. Duas personalidades. Duas autoras sensacionais que se completaram de modo perfeito. Não era pra menos.. afinal estamos falando de Colleen Hoover!! Creio que a subdivisão em três volumes foi justamente para enlouquecer nossos corações. Ainda mais com o desfecho totalmente imprevisível que o livro traz. 

     Acho que no quesito originalidade o livro foi excelente. Nunca tinha lido nada parecido com esta leitura. Os livros da Colleen sempre carregam um drama impressionista, que deixam nossa vida de cabeça pra baixo... mas este livo é totalmente desconcertante. Se você um dia na vida procurou uma leitura que te tirasse do conforto de sua cama/sofá, é esse. O drama se torna físico e eu como uma curiosa nata, fiquei enlouquecida. Nem preciso reforçar o quanto eu preciso da continuação né??



"Que estranho ser feita de carne, se equilibrar em ossos e ter uma alma que nunca conheci."

     Espero que tenham gostado da resenha, pessoal!! Realmente falei pouco dessa vez, mas não posso contar muito mais que isso... senão estragaria as melhores surpresas. Espero que leiam e que se desesperem assim como eu... beijo beijo e até o próximo post!!





Nunca Jamais (Never Never)
Colleen Hoover & Terryn Fisher
Editora Galera Record - 2016
ISBN: 978-85-01-10621-6
Por Izabela Elias


     Depois de conhecer o mundo intraterreno conectado ao sangue de Alyssa e de toda a magia envolvida na família Liddell em O Lado Mais Sombrio, foi a vez de mergulhar nas páginas de Atrás do Espelho. Neste livro conhecemos uma Alyssa vulnerável e difícil de lidar, totalmente confusa entre atender ao chamado da coroa do País das Maravilhas que estava em guerra e viver sua vida em paz na terra ao lado de Jeb. A indecisão da neta de Alice Liddell levou todos os leitores a fazerem suas apostas: Alyssa ficaria ao lado de Morfeu, seu amigo de infância e protetor, ou de Jeb, seu namorado?? #TeamMorfeu vs. #TeamJeb

     Independente de nossa escolha, ao final do segundo livro da série Splintered, nada estava resolvido. Jeb e Morfeu foram parar em Qualquer Outro Lugar, ou mais literalmente, o exílio do País das Maravilhas; a mãe de Alyssa foi arrastada de volta ao mundo intraterreno e a toca do coelho está destruída. Cabe a ela agora se unir ao seu pai para resgatá-los... e a espera pelo terceiro livro, depois de tanto sofrimento, chegou ao fim...


Sinopse

     Alyssa está tentando estrar novamente no País das Maravilhas. Os portais para o reino se fecharam, não sem antes levarem sua mãe. Jeb e Morfeu estão presos em Qualquer Outro Lugar, reino em que intraterrenos expulsos do País das Maravilhas estão vivendo. Para resgatá-los, ela precida recorrer à ajuda de seu pai. Juntos, eles iniciam uma missão quase impossível para tentar resgatar entes queridos, restaurar o equilíbrio dos reinos e o lugar dela como Rainha. Alyssa precisa lutar não só com a Rainha Vermelha, um epírito malicioso que tem a intenção de refazer o País das Maravilhas à própria imagem, mas também reconstruir seu relacionamento com Jeb, o mortal que ela ama, e Morfeu, o ser fantástico que também reivindica seu coração.

     E, se todos tiverem sucesso e saírem vivos, eles poderão finalmente ter o "felizes para sempre".


Comentários

     Olha, foi difícil não entrar em pânico com a espera deste terceiro livro. O final de Atrás do Espelho não foi apenas uma reticência deixada pela autora. Foi simplesmente um ato instigante!! Não conheço uma pessoa sequer, em sã consciência, que não morreria de curiosidade com aquele desfecho. E então fomos contemplados com o terceiro livro...

     Tudo começa exatamente onde parou: Alyssa planeja uma aventura praticamente sem volta para ela e seu pai, e juntos voam até o outro lado do oceano aos braços de uma borboleta para "darem um passeio" pelo trem da memória. Thomas, seu pai, precisa recuperar a memória que foi lhe tirada em troca de uma chance de viver, pois só assim seria capaz de ajudar na missão de resgate de Alyssa. Em outra cabine, a decisão de Alyssa de recordar as memórias da Rainha Vermelha pode lhe custar sua sanidade... e a do leitor também!



     Sobre a personagem, Alyssa está mais segura de seus objetivos de salvar aqueles que são tão importantes em sua vida, porém a confusão entre decidir qual caminho seu coração deve tomar percorre as páginas de todo livro. Seus cavaleiros, um mortal e outro fantástico, um alado e outro humano... seu Jeb e seu Morfeu...

     Uma coisa que eu gostei muito de ler e vale a pena destacar foi a interação desses dois cavaleiros. Personalidades diferentes mas que juntos se completam de uma tal maneira que preenche a vida de Alyssa. Tá ai a explicação de tanta dúvida! Até eu ficaria confusa em escolher entre um coração humano, cheio de honestidade, força e bondade, além de uma determinação imensurável... comparado a um habitante dos sonhos, mágico, irônico e manipulador, tudo isso com um toque de sagacidade e sexualidade. E o mais angustiante de tudo isso é saber que Qualquer Outro Lugar tem a capacidade de mudar aqueles que passam por ali... Alyssa precisa ter coragem pois não imagina como  os encontrará e muito menos como sairá de lá... será que vale a pena ter sua magia modificada ou suas forças exauridas para salvar aqueles que ama?  



     O próximo passo seria enfrentar a Vermelha. Este espectro de rainha que já trouxe tanta confusão e sofrimento pra vida de todas as Liddell agora quer retomar o País das Maravilhas da maneira mais macabra possível. Alyssa deve enfrentá-la e reivindicar seu trono e sua coroa e proteger o mundo intraterreno... só assim a paz poderá voltar a reinar e os mundos finalmente se equilibrarem.

     Foi muito difícil não roer as unhas. Os momentos de tensão foram triplicados neste livro e a ansiedade de uma resolução para tudo tomava conta dos meus sentimentos. Claro que devo destacar a presença daqueles elementos mega fantásticos e macabros que fazer nossa cabeça entrar em parafuso, e a mente se esticar aonde a memória e a imaginação nunca chegariam sozinhas, mas o grande destaque do livro foi a apreensão e a necessidade de resiliência. As coisas nunca mais serão as mesmas. A vida, tanto intraterrena quanto terrena, não serão iguais... mas modificadas a ponto de gerar uma nova possibilidade...



    Quanto ao desfecho... sempre criamos aquela expectativa enorme ao final de trilogias e séries. Aquele medo de não aprovar a decisão do autor... mas A. G. Howard é brilhante. Eu sempre amei a história original de Alice escrita por Lewis Carroll, mas esta autora de Splintered me encantou. Soube recriar de forma incrível uma história que já conhecíamos e fazer com que duvidássemos da realidade. Em alguns momentos eu cheguei a pensar que realmente existia uma família mestiça, que trouxe um pouco da magia intraterrena para a terra... e só um escritor de grande potencial consegue fazer isso com o leitor...

     Mais do que recomendada essa série... não deixem de ler se vocês quiserem experimentar tantas sensações em um único livro. Pra mim, este terceiro livro foi o melhor de todos da série e valeu a pena chegar até aqui... acho que vou sentir falta de Jeb e Alyssa.. ainda bem que uma mariposa vem me visitar de vez em quando... <3

     Espero que tenham gostado da resenha, e fiquem sempre a vontade para comentar tudo que quiserem.. e dar opiniões, interagindo de maneira geral, tá?? Beijos e até a próxima!!




Qualquer Outro Lugar (Ensnared)
A. G. Howard
Editora Novo Conceito - 2016
416 páginas
ISBN: 978-85-8163-830-0
Por Izabela Elias