Tem gente que anda meio sumida, né? Eu sei! Mas essa vida de estudo, trabalho, dona de casa e leitora está cada vez mais difícil! Porém, em meio a tanta turbulência, meu mês de abril foi muito especial!! Eu nunca tinha ganhado presente de aniversário com mais de um mês de antecedência, mas neste caso foi impossível não abrir um sorriso do tamanho do mundo. Meu amigo Lucas Raspante, do blog Tentando Ser Nerd resolveu adiantar meu presente devido ao lançamento precoce do livro Dama da Meia-Noite, o primeiro da trilogia Os Artifícios das Trevas da escritora Cassandra Clare. No dia 4 de abril eu recebi a surpresa pelo correio... e é claro que eu declarei que ele seria o livro do mês, visto que suas quase 600 páginas preencheriam com prazer todo o meu calendário de abril. Dito e feito! Finalizei a leitura ontem, e agora eu trouxe um pouquinho dos comentários sobre este livro, evitando ao máximo aqueles spoilers indesejados... e com um apelo urgente: se você ama esta escritora e este mundo Shadowhunter, em hipótese alguma deixe de ler este livro!


“Parabatai era mais que amizade, mais que família; era um laço que prendia os dois, ferozmente, de um jeito que todo Caçador de Sombras respeitava e reconhecia, do mesmo jeito que se respeitava um laço entre duas pessoas casadas”

     As séries “Os Instrumentos Mortais” e “As Peças Infernais” apresentaram desfechos brilhantemente inesquecíveis. O fim da Guerra Maligna em Ídris, mesmo com tantas perdas e tanto sofrimento, deixou reticências muito evidentes quanto ao futuro dos irmãos Blackthorn e também de Emma Carstairs. Depois de um ano inteiro esperando pela continuação de uma história que, em minha opinião, poderia ser eterna, eis que somos apresentados à “Dama da Meia-Noite”.

     Deixando de lado a intensidade do romance de Clary e Jace, Cassie transfere o foco de Nova York para a cidade dos sonhos. Em Los Angeles, o Instituto foi reformado depois de ser destruído por Sebastian Morgenstern há cinco anos. Hoje, dirigido por Arthur Blackthorn, abriga os Caçadores de Sombras que carregam a promessa de serem os melhores guerreiros de seu tempo. Emma e Julian, que com apenas 12 anos já haviam mostrado do que eram capazes em Cidade do Fogo Celestial, cresceram e se tornaram mais fortes e juntos, parabatais. Os Blackthorns mais jovens também foram forçados a amadurecer muito mais rapidamente que as outras crianças devido à perda de seu pai e de dois de seus irmãos, Helen e Mark, que por terem sangue de fadas, foram afetados pela Paz Fria. Esta lei proibia os Nephilins de todo e qualquer contado com os membros das Cortes das Fadas, bem como a exclusão dos mesmos dos Acordos entre os membros do submundo. E como o próprio lema dos Caçadores dizia que a lei é dura, mas é a lei, Helena foi exilada para longe de sua família e Mark foi levado para a Caçada Selvagem.


“- Eles não gostam de deixar Caçadores de Sombras jovens como nós se envolverem com questões sérias. Jamais gostaram. Mas Jace, Clary, Alec e Isabelle salvaram o mundo quando tinham a nossa idade. Foram honrados por isso. Resultado: é isso que faz com que mudem de ideia.”

     Logo de cara já é possível perceber que a sede de vingança presente na pequena Emma, há cinco anos, não diminuiu. Muito pelo contrário. Suas atitudes e o foco de sua dedicação são em grande parte destinadas a descobrir a verdade sobre a morte seus pais. A certeza de que as mortes não foram relacionadas à Sebastian ficam cada vez mais claras quando novos casos de mortes bem características começam a aparecer. A maioria dos corpos pertencia a mundanos que possuíam a Visão, mas algumas vítimas tinham também sangue de fadas e este fato fez com que os moradores do Instituto recebessem a visita de três nobres da Corte das Fadas, representantes da Caçada Selvagem, que estavam dispostos a barganhar e chantagear os Caçadores de Sombras para que descobrissem quem estava por trás de tais assassinatos. O que eles tinham a oferecer tinha um valor inestimável para a família Blackthorn, e talvez a única chance de recuperarem Mark de uma vez por todas.

     As investigações percorreram um caminho tão sinuoso que requeria até a presença de Malcolm Fade, o Alto Feiticeiro de Los Angeles e também amigo da família, para que os códigos e runas antigas, que levavam a crer em magia negra e necromância, fossem desvendados.


“- Leis não significam nada, menino – disse Malcolm, com uma voz baixa que mesmo assim ressoou. – Não há nada mais importante do que o amor. E nenhuma lei superior.”

     Quem também apresentou grande importância e destaque na investigação dos assassinatos foi Cristina Rosales, uma Caçadora de Sombras mexicana que escolheu passar seu período de experiência no Instituto de Los Angeles e logo foi recrutada para o serviço, tanto investigativo quanto de amiga de Emma. Logo de cara as duas se relacionaram de modo extremamente sincronizado, mas o tempo fez com que as barreiras e os segredos fossem compartilhados entre elas e os laços da amizade ficaram cada vez mais intensos.

     Em paralelo a toda a parte investigativa, o relacionamento de Julian e Emma promete arrancar nossos corações a sangue frio, como previsto desde o desfecho de Os Instrumentos Mortais. Eles juraram lealdade e compartilharam suas almas perante o Anjo durante a cerimônia parabatai quando tinham 14 anos; se tornaram uma só força na batalha, um só coração, e juraram um amor de irmão, Philia ou Ágape, porém nunca Eros, o amor romântico. Este tipo de amor entre parabatais era proibido por uma das leis celestiais mais antigas de todos os tempos. Para a Clave, a Lei é dura, mas é a Lei... mas para os Blackthorns, uma Lei ruim, não é uma Lei. Nesse momento os segredos mais profundos do coração de Emma, tão profundos que até mesmo ela desconhece e os sentimentos mais verdadeiros de Julian, que contrastam com toda sua arte de mentir, são postos à prova. Até onde eles poderão encarar estes sentimentos, ou melhor, até quando terão que escondê-los?


Comentários

     Preciso começar meus comentários agradecendo mais uma vez ao Lucas pelo presente. Lu, você sabe mais do que ninguém o quanto esse mundo das sombras diz sobre nossa amizade. Ouro e Prata, Sangue e Guerra... Runas e Adamas... sempre estiveram presentes na nossa pequena história e eu tenho muita fé de que eles vão nos acompanhar por muito tempo ainda. Essa magia não acaba aqui!!

     Agora voltando para a história...

     Nas primeiras páginas eu pude notar a delicadeza da autora em resgatar na memória de seus leitores os elementos e seres do mundo das sombras. Ela descreve minuciosamente cada elemento: as laminas serafins, a Estela, as runas... as famílias mais tradicionais, os integrantes do submundo, os acordos e também a Guerra Maligna. Achei até melhor detalhado do que em Cidade dos Ossos, e aquela pontinha de nostalgia surgiu na minha alma.

     Outra coisa bem legal foi que, pelo fato do cenário da história ser em Los Angeles - a cidade dos sonhos, do amor e dos filmes - a autora acrescentou diálogos entre os personagens repletos de referências a alguns filmes que eu particularmente amo! Um Lugar Chamado Nothing Hill, Os Vingadores (essa passagem em especial foi sensacional!), A Fantástica Fábrica de Chocolates, Star Wars e também 007, trazendo uma pitada de humor para os diálogos que eram, na maioria das vezes, cheios de tensão.


"Emma não poderia ter parado nem que quisesse. A estela parecia se mover por vontade própria; e ela estava cega pelas memórias, um caleidoscópio delas, todas de Julian"

     O que dizer sobre os momentos de choque?? Tenho muito pra falar mas me recuso a dar spoilers, então eu só deixo aqui uma leve reclamação: o livro "Contos da Academia dos Caçadores de Sombra" deveria ter sido lançado primeiro. Muita coisa aconteceu no decorrer dos cinco anos entre o presente e o fim da Guerra Maligna... muitos acontecimentos envolvendo Simon, Izzy, Jace, Magnus, Clary e Alec, e em três ou quatro momentos me deparei com spoilers importantíssimos citados sem algum detalhamento, sem nenhuma explicaçãozinha que acalmasse meu coração, e isso aconteceu por que  os fatos foram explicados neste outro livro, deixando um gosto horrível de "não to sabendo de nada" na boca. 

     Amei a construção dos personagens, amei ver como Emma cresceu forte e saudável (momento mãe coruja) além de muito perspicaz e obstinada; gostei de ver que Julian não perdeu sua paixão pela pintura, mesmo em meio a tantas obrigações, tendo que cuidar de seus irmãos mais novos. Fiquei encantada com Cristina, que trouxe uma alternativa para Emma no quesito amizade. Eu sinto que mesmo com Julian ao seu lado, sendo seu melhor amigo e parabatai, chegou um momento que Emma precisava de uma alma feminina e Cristina é perfeita... amiga sincera, que não diz apenas o que ela gostaria de ouvir e sim o que era a mais pura verdade dentro do contexto em que eles estavam. Adorei o gancho que foi deixado para o próximo livro (espero que esteja certa quanto a isso) relacionado à identidade de Tiberius Blackthorn. O irmão gêmeo de Livvy é um Caçador de Sombras muito especial, com um desejo diferente dos seus irmãos... e quem sabe seu desejo e a Scholomance é mais abordada no próximo livro.


"- Desde que haja amor e lembrança, não existe morte de verdade - falou. Ele tocou o arco nas cordas e começou a tocar de novo. Música inflou, girando pela cozinha como fumaça."

     O enfoque na relação entre parabatais foi muito significante e mexeu muito comigo. O coração de Julian e Emma escondem segredos que jamais deveriam ser revelados, se não fossem feitos de amor. Isso mexeu muito comigo, com meu emocional e me fez derramar algumas lágrimas sim. Nada como em Princesa Mecânica - que ainda continua no posto de melhor livro do mundo Shadowhunter - mas foi uma leitura muito intensa e que ultrapassou as barreiras da minha alma.

     Quanto ao desfecho, acho que ficou equilibrado quanto aos prós e contras. Muitas coisas eu gostei que foram resolvidas, mas outros acontecimentos eu fiquei bem insatisfeita. Mas vejam bem, é apenas uma opinião, e não um julgamento à escritora, alegando que ela fez um mau uso de sua própria história! Nada disso, só acho que eu criei muita expectativa pra algumas coisas.. e me decepcionei, bem como em outras ocasiões eu não pensei nada a respeito e acabei me surpreendendo. Mas estamos falando de Cassandra Clare, né?

     Pra finalizar... o capítulo extra é bem fofo, e traz de volta um pouquinho da vida em NY!!! Adorei... mas, não sei se quem já leu a série toda também sentiu isso, mas os personagens estavam um pouco fora de foco na minha cabeça. Eles estão mais adultos, amadurecidos... claro que o Jace ainda permanece irredutível quanto ao seu charme, mas a Clary, por exemplo, apresentou traços de uma maturidade que até então eu só tinha visto na Tessa... e todo aquele egoísmo e infantilidade sumiram! Isso foi bom, pontos para Clary!! Mas sinto que perdi a essência dos personagens em algum momento... 

     Deve ser um sinal para eu reler os livros!!!

     Bom pessoal, vou ficando por aqui!! Espero que tenham gostado da resenha, dos comentários... e também do livro!! Quem quiser deixar nos comentários o que achou, fiquem a vontade.. eu terei imenso prazer em respondê-los!! beijos beijos e até o próximo post!!



Dama da Meia-Noite – Livro 1: Os Artifícios das Trevas
Cassandra Clare
Editora Galera Record - 2016
574 páginas
ISBN: 978-85-01401-08-3
Por Izabela Elias


     Boa noite pessoal!! Tudo bem?? Hoje eu vim aqui pra falar um pouquinho da minha "movimentação literária" do mês passado... preparem-se para o Book Haul do mês de março!! Já adianto que não foi um mês muuuito movimentado, porem cada dia valeu a pena!!


Como Eu Era Antes de Você

     Este foi o primeiro livro que eu li no mês. Eu já tinha conhecido e me encantado com a escrita de Jojo Moyes quando li "Paris for One", e desta vez não foi diferente. Amei a história, bem como a construção dos personagens, cheios de personalidades e características que os tornaram únicos. Gostei da originalidade da história e, principalmente, do desfecho... Com certeza estou contando os segundos para conferir a adaptação cinematográfica prevista para estrear em junho deste ano.


Para conferir a resenha completinha, é só clicar AQUI!!

Destinado

     Minha segunda leitura do mês completou mais um ciclo da Série Perdida de Carina Rissi. Estes são livros que mudaram minha vida, tanto pelo enredo quanto pela semelhança de meus pensamentos e algumas atitudes com Sofia... como já ressaltei aqui, eu nunca me encontrei em uma história como me encontrei aqui. E o terceiro livro da série trouxe as memórias secretas do Sr. Ian Clarke de maneira inesquecível. Sua doçura, sua masculinidade, seu amor incondicional e beleza (é claro) ainda me encantam como se fosse a primeira vez... E a história está sensacional e desesperadora na mesma proporção. Fazia tempo que eu não me sentia tão angustiada e tensa em uma leitura como me senti com Destinado. Roí todas as minhas unhas e fiquei no limiar da histeria várias vezes!!! Mas como sempre, valeu a pena... é o típico livro que você finaliza querendo recomeçar imediatamente!!

 
Para conferir as resenhas de Carina Rissi... clique nos link abaixo!

Tudo e Todas as Coisas

    Este livro eu recebi pela parceria com a Editora Novo Conceito!!! Eu estou muito ansiosa para continuar a leitura e contar tudo aqui pra vocês!!! Então aguardem cenas dos próximos capítulos!! Enquanto isso, fiquem com a sinopse...

"Minha doença é tão rara quanto famosa. Basicamente, sou alérgica ao mundo. Qualquer coisa pode desencadear uma série de alergias. Não saio de casa. Nunca saí em toda minha vida. As únicas pessoas que já vi foram minha mãe e minha enfermeira, Carla. Eu estava acostumada com minha vida até o dia que ele chegou. Olho pela minha janela para o caminhão de mudança, e então o vejo. Ele é alto, magro e está vestindo preto da cabeça aos pés. Seus olhos são de um azul como o oceano. Ele me pega olhando-o e me encara. Olho de volta. Descubro que seu nome é Olly. Talvez eu não possa prever o futuro, mas posso prever algumas coisas. Por exemplo, estou certa de que vou me apaixonar por Olly. E é quase certo que será um desastre."


Confessem!! A história é no mínimo intrigante!! Já nas livrarias!!!

What Would Jane Do?

     E por último, mas de forma alguma menos importante - muito pelo contrário -  eu ganhei da minha mãe mais um item de valor sentimental inestimável... eu até gostaria de saber como um livrinho tão pequenininho pode carregar tanto amor, tanta magia, tanta emoção... este é o livro de quotes de Jane Austen.
     

     A cada capítulo os autores selecionaram quotes das páginas imortais de Jane e agruparam de acordo com um tema pré determinado. Por exemplo.. o capítulo II tem o título de "Good impressions for great ladies", ou seja, algo como "Boas impressões para grandes damas"... e nas páginas subsequentes estão apresentadas as frases que mais se enquadram neste tema.. seja de Orgulho e Preconceito, de Persuasão ou até mesmo de suas cartas ou contos inacabados. 




     Agora me falem se isso não é de enlouquecer toda e qualquer fã enlouquecida de Jane Austen?! Simplesmente amei.. fico folheando e lendo as frases, tentando recordar o momento exato daquele quote... quase uma terapia!! 

     Por enquanto vou deixar vocês apenas com estes exemplos, pois quero fazer um post mais completo com um exemplo de cada capítulo pra vocês.. o que acham?? 


Se você também gostaria de render aos encantos deste livrinho... o link abaixo tem algumas opções de compra pra vocês...

     Bom pessoal, espero que tenham gostado do primeiro Book Haul do blog!! Sei que não é a mesma coisa que gravar em vídeo mas ainda não domino a arte da filmagem e interpretação... acabo ficando muito desconfortável e tímida, mas quem sabe um dia, né?? Por hoje é só!!!

Beijo beijo e até o próximo post!!


     Boa tarde pessoal! Hoje eu vim falar com vocês sobre um livro muito diferente, mas antes de qualquer coisa eu gostaria de me desculpar por ainda não ter colocado no blog meu Book Haul do mês de março. O post sai logo no final de semana, pois alguns livros estão na minha outra casa e eu preciso reuni-los para as fotos!! Já estou ansiosa pois adoro fotografar... mas, por enquanto, fiquem com a resenha de O Lado Mais Sombrio...


“Normal é algo subjetivo. Nunca deixe que ninguém lhe diga que não é normal.”

     Quando Alice vivenciou toda a magia e a esquisitice no País das Maravilhas, ela era apenas uma criança. Com um pouco de imaginação e fé nos seres intraterrenos daquele lugar, Alice conta suas aventuras de modo brilhante em um livro que será levado por muitas gerações ainda, graças a Lewis Carroll. Os fatos são tão brilhantes, que todos que estão aqui lendo a resenha já se interessaram pela história ao menos uma vez na vida. Mas como eu disse, aquela era apenas uma criança. Quem garante que o Coelho Branco é realmente um roedor fofinho de orelhas compridas, olhos vermelhos, envolto em um colete feito sob medidas e sempre apressado? E quanto ao Chapeleiro? Qual é sua verdadeira identidade? As aventuras – imaginárias ou não – de Alice Liddell, a menina que inspirou Lewis Carroll, ainda estão presentes na alma de todas as mulheres de sua família, e o resultado destas aventuras oscila entre momentos de lucidez e uma loucura em forma de maldição.


“Por mais mórbido que pareça, a mistura do bizarro e do natural, de alguma maneira, cria beleza.”

     Alyssa Gardner nunca foi uma garota comum. Cabelos platinados e olhos azuis dignos de uma princesa escondem a angustia de não saber o que é o silêncio. Quando era muito jovem ela assistiu sua mãe ser levada a uma clinica de psiquiatria devido a uma sucessão de surtos de loucura e, pouco depois disso, os sintomas que a mãe possuía se fizeram presentes em seu corpo. Foi assim que Alyssia descobriu como era ouvir ruídos vindos de plantas e de insetos e, desde então, obstinada a evitar qualquer sinal desta loucura, ela vive mergulhada em sua arte de construir maquetes e mosaicos extremamente mórbidos a base de insetos e folhas secas, afinal o único modo de silenciá-los é espetando seus corpos contra o gesso.

     Seus dias são bastante regulares. As idas à escola, ao trabalho e à pista de skate onde seu melhor amigo – e dono de seus mais profundos sentimentos – trabalha preenchem a maior parte de seus dias, e às sextas feiras é o dia de visitar sua mãe no hospital e, junto com seu pai tomar sorvete de cheesecake. Tudo poderia ser normal caso Alyssia não fosse tataraneta de Alice Liddell que, por ser a pioneira no desenvolvimento de sonhos e pensamentos alucinados, trilhou um caminho amaldiçoado para todas as suas descendentes.


“Você pode curar sua família. Use a chave para levar seus tesouros para o meu mundo. Conserte os erros de Alice e quebre a maldição. Não pare até me encontrar.”

     Com medo de um dia chegar a enlouquecer e também perder sua mãe, devido à piora dos sinais de loucura, Alyssa junta pistas presentes em seu dia a dia e dá voz aos seus sonhos na busca pela toca do coelho. A entrada para o País das Maravilhas a aguarda e, caso ela decida se juntar ao mundo intraterreno, ela deverá consertar os erros que Alice cometeu há 75 anos e salvar sua família. Porém, o que Alyssa vai encontrar por lá é algo totalmente novo e diferente, e só então será possível desmascarar os encantos e magias adicionados por Alice na história clássica original.

Comentários

     Eu nunca tinha lido um livro baseado em um clássico que tivesse um desfecho tão intrigante. Alyssa é uma menina muito madura e dona de uma imaginação que até ela mesma desconhece. Suas opiniões e visões distorceram as lembranças que eu tinha da história original e colocaram meus pensamentos a mil por hora. Não por apenas alterarem o curso da história, mas por servirem como uma luva em inúmeras situações do nosso cotidiano. Sua missão no País das Maravilhas coloca em jogo os sentimentos mais importantes de sua vida, como o amor, a sinceridade e a confiança e quando percebe, uma batalha de verdades e mentiras entre os dois personagens que a cercam – Jeb, o amigo por quem Alyssa nutriu uma paixão durante anos, e Morfeu, protagonista de seus sonhos mágicos da infância e protetor – está travada. Mas quem está mentindo e quem age com sinceridade ela parece nunca ter certeza.


“Ele é uma contradição: magia contida pronta para entrar em ação, gentileza em guerra com a severidade, uma língua tão afiada quanto a ponta de um chicote, mas a pele tão macia que a sensação é a de que ele está envolvido em nuvens.”

     A história é carregada de sinestesias e metáforas vivas, da mesma forma que o enredo original, porém com um toque glamuroso e sensual. Uma coisa importante que também é evidente nas páginas de Lewis Carroll é a criação de personagens que vão além do alcance da imaginação. Parece que alguns fragmentos são formados e outros são flashes de imagens que não se colidem, não se condensam e, portanto eu não consigo visualizar. Isso fez com que a leitura ficasse lenta e minha mente cansada. A possível inocência de Alice criou um coelho branco com coletinho e um relógio, mas a ambição de A. G. Howard trouxe um rábido branco, cadavérico de orelhas finas e pontudas, que remetia à morte. A transformação fez com que o conto de fadas escorresse pelo ralo e trouxesse a tona um mundo com uma pitada macabra de terror.

     O desfecho me deixou de queixo caído. Eu realmente não esperava que aquilo fosse acontecer. Inicialmente fiquei pensativa e com um nó na garganta por tudo que aconteceu, mas depois de seguir os passos de Alyssa eu realmente conheci seu potencial, já que a cada capítulo ela provou que era mesmo a escolhida, justamente por ser a mais forte dos dois mundos.


     A história não acaba aqui!! O próximo livro já está em minhas mãos, é o “Atrás do Espelho” e acho que a autora tem muito mais pimenta pra assoprar nesse reino... então logo logo eu trago a resenha pra vocês!! Por enquanto é só... beijos e até a próxima!!


O Lado Mais Sombrio (Splintered)
A. G. Howard
Editora Novo Conceito – 2014
368 páginas
ISBN: 978-85-8163-338-1
Por Izabela Elias


     Boa tarde pessoal! Como vocês estão? Creio que em perfeito estado, devido aos dias de descanso que temos essa semana. Hoje eu vim contar para vocês que ontem eu aproveitei a oportunidade e tirei alguns minutos da minha noite para matar uma curiosidade que há tempos vinha me atormentando. Eu estou falando do filme "Orgulho e Preconceito e Zumbis"...


     Para quem não sabe - mesmo achando bem difícil alguém não saber isso sobre mim - eu sou perdidamente apaixonada por Jane Austen, sua história e suas obras. A primeira novela que eu li foi Orgulho e Preconceito eu estava no primeiro ano de faculdade, isso foi em 2009, e é claro que a paixão me dominou sem pedir licença. Depois disso eu fui lendo e relendo algumas obras, até que uma das primeiras vezes que eu pisei dentro da Fnac no Shopping em Ribeirão Preto, eu me deparei com esta paródia de Orgulho e Preconceito. Meu primeiro impulso foi xingar muito o desiluminado que teve a audácia de fazer uma coisa dessas, mas acabei deixando pra lá aquela sensação ruim alegando que aquilo nunca faria parte da minha vida e, portanto, eu não deveria me preocupar, certo? Errado...

     O problema foi que em 2015 eu levei um tapa da realidade quando li a matéria sobre a produção do filme. Foi um ano tenso e desacreditado, prometendo - e mentindo - para mim mesma que passaria longe dos cinemas e seria grossa com quem me convidasse para assistir. Resultado: ontem, dia 24 de março de 2016, por livre e espontânea vontade venci a curiosidade, bem como meu próprio orgulho e resolvi assistir ao filme.

     Para quem não sabe, as páginas originais deste romance contam a história de uma família campestre que vive no interior da Inglaterra no final do século XVIII. Mãe de cinco filhas já crescidas e vendo a idade de seu marido chegar a galope, a Senhora Bennet passa os dias enlouquecida a procura de um bom partido para cada uma de suas filhas pois, se seu marido viesse a falecer, elas teriam o conforto de um lar para viver e tomar conta. Certo dia um jovem rapaz da alta sociedade de Londres chega ao interior a fim de passar uma temporada. Sr. Bingley é um tanto quanto desajeitado mas possui um coração enorme pronto para ser reclamado por uma dama. Sua chegada a Netherfield veio acompanhada de sua irmã e seu amigo, Sr. Darcy, sendo este um homem sério e até mesmo carrancudo que aparentava insatisfação em todos os lugares. Sendo bem informada sobre a chegada dos novos cavalheiros à região, a Sra. Bennet deu início aos planos para que suas filhas fossem devidamente apresentadas. Jane, a filha mais velha e mais bonita era sempre a mais exaltada pela mãe e, durante o primeiro baile de boas vindas aos senhores à região, ela faria de tudo para que a filha não passasse desapercebida. Porém, sem muitos esforços, Sr. Bingley se encanta por Jane praticamente à primeira vista, enquanto Sr. Darcy permanecia insatisfeito e inapto a dançar, mesmo que sua atenção tenha sido insistentemente tomada pela segunda filha da Sra. Bennet. Elizabeth, ou Lizzy, é o oposto da jovem estereotipada da época, dona de uma índole forte e uma inteligência sem igual, pode ser considerada uma heroína já que, depois de ser submetida às situações mais constrangedoras e impróprias para uma dama, conseguiu conquistar o coração duro de Fitzwilliam Darcy, mesmo sem apresentar um dote satisfatório ou classe social que chegasse aos pés de seu admirador. O ápice da história tem início com uma birra que Lizzy tem do Sr. Darcy e de suas atitudes, e tal sentimento cresce a cada página... e caberá a ele desfazer tal sentimento e vencer todo o preconceito imposto pela sociedade da época para tê-la ao seu lado...
As irmãs Bennet: Lydia, Jane, Elizabeth, Mary e Kitty

     Agora, onde é que os zumbis se encaixam em uma história tão linda como essa, meu Deus? Pois vamos às explicações.

     A época em que se passa o filme é póstuma à um período de guerra que liquidou grande parte da população, transformando-a em um exército de mortos vivos. Com intuito de salvar o restante dos ingleses, foi ordenada a construção de um muro que isolasse as principais cidades da Inglaterra dos povos que haviam sido tomados por seres altamente contaminados comedores de cérebros. Sr. Darcy é então um coronel especializado em detectar recém infectados pela peste e a família Bennet não é apenas uma família do campo. Sim, a Sra. Bennet ainda está enlouquecida na busca de homens honrados para entregar suas filhas, mas estas não foram preparadas uma vida toda apenas com dotes sensíveis e femininos como o bordado, a pintura e o piano. As cinco irmãs Bennet foram criadas para serem guerreiras, donas de suas próprias espadas e armas de fogo, capazes de se defenderem sozinhas de qualquer perigo.


     O heroísmo de Lizzy Bennet é levado ao pé da letra e, ironicamente, a personagem principal de Orgulho e Preconceito acaba que realizando os sonhos de Catherine Morland, de "A Abadia de Northanger", visto que esta era uma garota sem grandes talentos, mas que sonhava em viver e ser uma heroína tal como as que viviam nas páginas dos livros que lera a vida toda. Foi impossível - e eu nem tentei - bloquear esses pensamentos, misturando as leituras de Jane como se fosse tudo muito simples e correto. E por que não?
     As atitudes heroicas de Lizzy que conquistaram Sr. Darcy na história original - a inteligência, a petulância e o caráter firme e nada aparentemente sensível - foram substituídos pelas habilidades com espadas e golpes de lutas marciais neste enredo, o que inacreditavelmente eu gostei... e achei também que a atriz soube interpretar muito bem o papel, principalmente nas feições e nas atitudes determinadas e orgulhosas. Pontos para Lily James... lembram dela naquele vestido azul maravilhoso na pele de Cinderela?


      Enquanto isso, o homem que faz o coração de todas as mulheres enlouquecer na história original passa a ser um coronel rabugento que tem a função de matar os zumbis, sem dó nem piedade. Obcecado por aniquilar o país desta raça abominável e contaminada, Sr. Darcy viaja para vários vilarejos em busca de novos focos de contaminação e, pelo visto, não tem muito tempo para flertar com as delicadas damas da sociedade. No entanto, o humor (ou mau humor) e as habilidades de Elizabeth o chamaram a atenção.

     No início do filme, Elizabeth diz que nunca abriria mão de sua espada por um anel de noivado, afinal o homem certo não exigiria isto dela. E como se completasse seus maiores anseios, Sr. Darcy se encanta justamente por seu talento e sua arte de guerrear e ser persistente. Mais uma coisa que eu gostei muito no filme.
   O ator que interpreta o papel de Fitzwilliam Darcy não me agradou muito não. Nem tanto pela aparência, mas pela voz estridente e irritante. Esperava uma voz mais acolhedora e grave, que entrasse pelos meus ouvidos e fizesse meu coração dançar, a final ele é o Sr. Darcy! Mas não, a voz dele é insuportável e pela primeira vez eu desejei ter assistido dublado. Perdão, Sam Riley, mas acho que você deveria voltar para os filmes de ação...


     Agora, um ator que merece aplausos em pé é Douglas Booth. Nem tanto pela atuação ao interpretar o personagem de Sr. Bingley, mas pela beleza. Neste filme achei que a Jane foi mais sortuda que Elizabeth... as fotos abaixo não me deixam mentir.

   
    Os zumbis nós podemos muito bem pular, não é mesmo? Eu nunca gostei dessa espécie de bicho de ficção, e vou continuar odiando para todo sempre. Então vou colocar algumas imagens meramente ilustrativas mas dispenso comentários. Odeio. Odeio e... enfim, odeio.



     Para finalizar eu gostaria de fazer uma comparação com a última adaptação cinematográfica de Orgulho e Preconceito, de 2006. O momento em que o Sr. Darcy pede a mão de Lizzy em casamento pela primeira vez não é fiel ao que está descrito no livro de Jane Austen. Toda aquela linda cena da chuva em que Darcy corre atrás de Lizzy e faz nossos corações surtarem é na realidade uma adaptação da história original, enquanto que, neste filme novo repleto de zumbis, o roteiro seguiu quase que perfeitamente o momento e o local da declaração de amor mais ardentemente romântica da literatura clássica, e isso fez com que eu ficasse realmente contente, já que em tantos outros momentos as cenas foram reconstruídas devido a inserção dos babacas contaminados na história. Eu realmente gostei desde momento, mesmo com a pitada de ação que envolveu os personagens... valeu a pena, tanto quanto o final, que traz os últimos capítulos de um jeito que o outro filme não mostrou... afinal tudo acaba em casamento, né?

     Concluindo, eu vou passar por cima do meu orgulho e também do meu preconceito e dizer que sim, eu gostei da adaptação. Senti falta de algumas coisas, mas seria muito detalhista e prolongaria ainda mais o nosso papo aqui... mas no geral eu gostei. Gostei de ver Lizzy lutando de verdade, sendo guerreira, bem como suas irmãs, já que aquela era uma época em que a mulher não tinha voz nem vez. Elas mostraram que as mulheres não precisavam ser apenas itens de decoração, delicadas e sensíveis... só aí já valeu a pena.

     Portanto, eu recomendo sim! Mas quero saber a opinião de vocês... quem ai já assistiu?? O que acharam?? Deixem nos comentários... beijo beijo e até a próxima!


     Olá pessoal!!! O post de hoje é um pouco diferente do habitual, mas eu garanto que vai trazer um assunto inédito aqui no blog!! Então você, seja integrante do submundo ou da ala mais nobre em meio aos anjos e nephilins, caçadores de sombras ou feiticeiros... preparem-se, que os melhores momentos da série Shadowhuntes está apenas começando...


     Para quem ainda não sabe, Shadowhunters é uma série norte americana especial para FreeForm e Netflix, que foi baseada no mundo criado pela escritora Cassandra Clare, Os Instrumentos Mortais. A primeira adaptação cinematográfica deste mundo mágico foi em 2013 com a estréia do filme Os Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos, que foi estrelado por Lily Collins, como Clary Fray e Jamie Campbell Bower, como Jace Wayland, porém tal adaptação não obteve força e impacto suficiente que  justificasse a adaptação do segundo livro da série.

     Então, no ano de 2015, mais precisamente no dia 30 de março, foi anunciado que a história de Clare teria mais uma chance de adaptação e, através da rede Freeform, viria a ser uma nova série de televisão. O dia em que recebemos esta notícia foi incrível e desde então iniciamos a saga de "correntes de oração" para a escolha de um cast decente. Todos foram escolhidos, não tivemos muitas reclamações, porém eu cheguei a me exaltar de alegria na escolha de Magnus Bane (Harry Shum Jr.).. que era o meu favorito para o papel. E hoje, dia 22 de março, já estamos acompanhando a série há um pouco mais de 2 meses, à véspera do lançamento do 11º episódio... e por isso, precisamos conversar sobre o andamento da história como um todo, principalmente pelo fato de que a segunda temporada já foi confirmada para o ano de 2017.


     Para que a matéria ficasse mais organizada eu resolvi criar um "TOP 10" dos dez episódios já lançados até agora. E como na minha opinião a série vem crescendo e melhorando a cada dia, a ordem escolhida é exatamente a ordem crescente dos episódios... então a partir de agora teremos uma retrospectiva de cada episódio, com destaques para os melhores e piores momentos. Mas antes, apertem o play, por que a trilha sonora da série é viciante!!


10º lugar

Episódio 1: Cálice Letal

     O primeiro episódio me deixou irritada devido a alguns efeitos especiais relacionados aos portais e outros artefatos mágicos, bem como a atuação da atriz Kat McNamara, que interpreta a personagem principal, Clary. A melhor atuação do episódio é a de Alberto Rosende, que mergulhou perfeitamente na pele de Simon. Outro ponto positivo, que destoa um pouco da história original, é que os personagens já estão com aproximadamente 18 anos, no início da faculdade, o que de maneira totalmente positiva trouxe um ar mais adulto para a série. 
     O destaque deste episódio é que pela primeira vez Clary tem contato com o submundo e com uma realidade que nunca lhe foi apresentada: "todas as lendas são verdadeiras"

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9º lugar

Episódio 2: A Descida Não é Fácil

     Neste segundo episódio os efeitos especiais que desagradaram muitos fãs foram suspensos quase que totalmente, dando espaço para que os personagens mostrassem mais sua atuação e que as cenas não ficassem focadas totalmente na Clary. O humor nerd de Simon contagia todos os expectadores e a relação entre os jovens caçadores de sombras do Instituto de NY é melhor demonstrada.
     Em destaque, o episódio traz a certeza da volta de Valentin e sua busca incessante ao cálice mortal. Enquanto isso, Clary tenta descobrir um meio de resgatar sua mãe, mas não antes sem tentar recuperar suas memórias. É nesse episódio que são apresentados os irmãos do silêncio e, na minha opinião, foi uma das melhores partes do episódio.

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8º lugar

Episódio 3: Hotel Finados

     Com foco voltado para Simon, o episódio ficou ainda melhor. Alberto Rosende mostra mais um pouco de suas habilidades ao desempenhar o papel do amigo nerd de Clary. Dentro do Hotel Dumort, já que ele foi raptado, Simon tenta descobrir um jeito de fugir do clã de vampiros que estão sedentos não só por sangue, mas também pelo cálice mortal. Afinal, quem não quer este cálice, não é mesmo? Neste episódio temos a não tão ilustre presença de Camille, que nos livros aparece apenas em Cidade dos Anjos Caídos (e previamente em As Peças Infernais, o que, pelo menos por enquanto, não vem ao caso). Quem deveria ser o verdadeiro líder é Raphael, e não Camille, porém o desfecho dessa escolha dos diretores até que não foi muito ruim.
     Voltando aos caçadores de sombras, utilizando toda tecnologia do instituto, Alec, Izzy, Jace e Clary tentam criar um plano para resgatar Simon e confesso que foi tudo muito emocionante. E não podemos esquecer a ilustre presença de Meliorn na história... o grande representante do mundo das fadas do reino da rainha Seelie se saiu melhor do que eu imaginava.
     Uma última coisa que preciso destacar é o quanto os personagens coadjuvantes trabalham infinitamente melhor do que os principais.

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7º lugar

Episódio 4: Mandando Tudo para o Inferno

     Depois de resgatar Simon, todos voltam para o instituto, porém em um ataque de medo e ciume, Simon foge e passa a ficar em segundo plano na série. Por outro lado, ainda em busca das memórias perdidas de Clary, o plano da vez é encontrar Magnus Bane e é então que conferimos a famosa festa na "boate" de Magnus. No livro a festa acontece antes de Simon ser raptado pelo clã de vampiros, mas não creio que a ordem tenha interferido muito na história.
     O ponto alto deste episódio, e o que eu mais gostei, foi a demonstração de um rastreio com força Parabatai. Jace e Alec se unem na busca de um rastro de Magnus Bane e esta cena foi impagável. E quando achamos que tudo já tinha chegado ao fim, temos um início do envolvimento entre Alec e Magnus quando o feiticeiro decide ajudá-los na recuperação das memórias de Clary... porém e Alec acaba expondo seus mais profundos sentimentos e coloca todos eles em uma situação complicada. 




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6º lugar

Episódio 5: Moo Shu To Go

     Estamos no meio do caminho e já vejo uma melhora gritante em praticamente todos os aspectos. As cenas estão mais bem elaboradas e os atores estão pegando o jeito. Neste episódio conhecemos Marise Lightwood, mãe de Alec e Izzy e, meu bom Deus, como ela se parece com a Izzy! Fiquei chocada com a escolha da personagem... perfeita, tanto em aparência quanto no desempenho do papel, trazendo vida a uma personagem mesquinha e soberba, que acha que suas decisões são as que devem ser seguidas, sempre a favor da Clave.. o que pode não ser muito bem assim.
     Neste episódio temos também o dia em que Clary descobre que Luke faz parte de uma matilha de lobos/lobisomens e que ele mentiu para salvá-la. Além disso, Alec está em conflito com seus sentimentos tanto quanto Simon aparece cada vez mais preocupado com certos sintomas que anda desenvolvendo. "Será que eu estou me tornando um vampiro?" é a pergunta que não deixa a cabeça do nosso pequeno nerd. E enquanto isso, nada do cálice aparecer e as mortes dos integrantes do submundo ficam cada vez mais intrigantes.


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5º lugar

Episódio 6: Homens e Anjos

     Depois de uma luta entre os lobisomens da matilha, Luke sai vitorioso e, consequentemente se torna o lide dos lobisomens de NY. Porém seu estado de saúde não promete muitas melhoras e nem comemorações. Magnus tenta ajudar porém somente seus poderes não são suficientes. Por isso, Jace e Simon se unem na busca dos ingredientes para o preparo do antídoto que salvará Luke. Em paralelo temos uma nova aparição: Max Lightwood, o irmão mais novo de Alec e Izzy aparece e ja deixa um gostinho de amor, saudade e inconformismo na boca (me recuso a contar algo além disso... quem não sabe o desfecho, leia o livro que ainda dá tempo!!!).
     Enquanto fica de repouso, Luke tenta clarear um pouco a mente de Clary contando-lhe alguns fatos que, por ter sua memória apagada, não tinha nem noção que poderiam ajudá-la a entender melhor este novo mundo que lhe pertencia. Isso fez com que o episódio mostrasse flashbacks com os membros do Círculo de Valentin e a briga que os separou. 
     Mais uma vez suspiramos com uma cena linda de "Malec", que acabou prometendo um futuro muito fofo... ou não.

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4º lugar

Episódio 7: Arcanos Maiores

     O que falar desse episódio?? Para mim um dos melhores da temporada!! As coisas não estão boas para Simon, mas para nós telespectadores estão cada vez melhores. Sua mente anda muito confusa e os sintomas vampirescos estão ganhando mais destaque a cada dia. Em paralelo, Clary, que não vem se dedicando muito à sua amizade com Simon, tem um lapso de memória e se recorda de onde pode estar o cálice: nas antigas cartas de tarô que sua mãe pintou. 
     Na busca pelas cartas que estão momentaneamente desaparecidas, Clary resolve mostrar suas habilidades Shadowhunter Baby e tem que tomar decisões muito precisas. Foi neste momento que eu comecei a querer tirar o chapéu pra atriz, que interpretou o papel com um pouco mais de força e garra e deixou o "nojinho" pra trás. Logo em seguida, as coisas esquentam para Clary e Jace e finalmente um esboço de relacionamento surge a partir de um beijo. Sinceramente, eu achei que foi uma das atitudes mais certeiras que a Clary teve, já que ela claramente cometeu um assédio celestial ao pobre e "feio" do Jace... ponto para Clary neste episódio!

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3º lugar

Episódio 8: Rancor

     Dois acontecimentos. Um episódio sensacional.
     Lydia Branwell surge como uma personagem que não está presente no livro neste momento. Lydia faz parte da Clave e surge para colocar ordem no instituto. Porém a única coisa que ela faz é me deixar com raiva... muita raiva. Por outro lado temos uma Clary que deixa de pensar um pouco em outros problemas, como o sumiço de sua mãe e a busca pelo cálice, e volta sua atenção para Simon que está passando por um momento de transição e quem escolhe seu destino é Clary. Simon foi atacado por Camille injustamente em um momento em que estava confuso e, com sangue de vampiro correndo em seu corpo, Clary tem que decidir se deixará ele morrer, apunhalando uma adaga em seu peito, ou permitirá que ele viva uma vida no submundo como um vampiro. 

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2º lugar

Episódio 9: Insurreição

    Pelo título do episódio já sabemos o que aconteceu com Simon, certo??
     Só que nem por isso as coisas estão sob controle. O recém formado vampiro ainda não acredita em tudo que vem lhe acontecendo e foge. Raphael fica responsável por seus cuidados, mas nada está garantido. Mas o melhor é que Camille recebeu o que merecia por ter feito o que fez com Simon e sai de cena completamente (pelo menos por enquanto). Agora vamos ao episódio 9 em si...
     Alec está louco da cabeça. Depois que Magnus lhe aconselha a seguir seu coração, ele faz totalmente o oposto pedindo a mão de Lydia em casamento. Meu, o que passa na cabeça desse nephilim?? Por Raziel que loucura... ainda bem que esses fatos não estavam presentes no livro e eu confesso que não estou gostando nada dessa nova adaptação envolvendo Alec e o distanciando de Magnus. Não é justo!! Além disso, esta obsessão por manter-se dentro da lei está fazendo com que as ligações parabatai de Jace e Alec se enfraqueçam!
     E para lacrar o episódio, como disse o Lucas na review original, Meliorn fecha o episódio dando uma ponta de esperança a Clary... o que abre a porta para o próximo e mais louco episódio de todos.

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1º lugar

Episódio 10: Mundo Invertido

     Para que Clary encontre uma pista de onde está seu pai, ou melhor, que ela encontre a porta que leva até ele, Meliorn abre um portal que a levaria para uma outra dimensão. Um mundo diferente onde não existem mais demônios e nem caçadores de sombras a recebe de braços abertos, mas se ela não tomar cuidado ela ficará presa ali para sempre. Uma alusão perfeita à Alice no País das Maravilhas é confirmada durante a festa no instituto (que não se comporta mais como refúgio para os Shadowhunters) que tem como tema o próprio conto de Lewis Carroll. Eu simplesmente amei aquela festa e quis com todas as minhas forças que fosse minha... maaas... vamos voltar ao que interessa.
     Ponto alto do episódio foi Alec e Magnus Bane. Sim, todos os personagens estavam invertidos, Izzy totalmente nerd, Simon bancando o bad boy, Jace totalmente romantico.. mas Alec e Maguns desempenharam papeis invertidos, e eu amei esta parte. Foi o melhor episódio até agora, principalmente por abordar temas inéditos que não tinham sido mencionados nos livros, porém totalmente agradável e bem vindo. 

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     Bom pessoal, estes foram meus comentários e minhas críticas aos episódios de Shadowhunters, que, como eu ja destaquei inúmeras vezes, vem melhorando a cada dia. Faltam apenas três episódios para o fim da primeira temporada e meu coração já está apertado, pois mesmo a série sendo confirmada na segunda temporada, já sei que teremos que esperar até 2017 para assistirmos. Brincadeira né?? Mas enfim, estou bem satisfeita com a série... e espero que continue a melhorar a cada episódio... e que tenha um final digno de elogios altíssimos, por favor!

     Espero que tenham gostado e que o post tenha ajudado a relembrar os episódios para que os momentos finais sejam concluídos com entendimento total. Gostaria de agradecer ao Lucas Raspante, o Nerd do blog Tentando Ser Nerd que, em parceria com o Cadê Meu Livro, ajudou com os materiais na construção deste post... e gostaria de ressaltar mais uma vez que, ao final de cada episódio eu deixei um link para vocês acessarem na íntegra o Review completo de cada episódio que também foi feito pelo Lucas.... 

     Beijo beijo e não esqueçam que amanhã, a partir das 6:01 da manhã o episódio 11 de Shadowhunters estará disponível no Netflix... ;)


    Olá pessoal... como vocês estão?? Hoje foi um dia muito produtivo! Consegui finalizar uma leitura linda, tirar as fotos e escrever um pouco sobre a história para vocês. Acho que essa imensa produtividade é devido ao primeiro dia de outono, que promete ser incrível: o clima está mais fresco, mais propício a uma boa xícara de café, mais convidativo no geral... então tudo parece estar no seu devido lugar! 

    Destinado é o terceiro livro da Série Perdida da autora brasileira Carina Rissi, e eu, obviamente, estava adiando a leitura, pois não queria que o mundo de Sofia e Ian tivesse fim... mas como já tinha constatado anteriormente: não adianta querer fugir, eu sofreria muito mais se continuasse adiando... então vamos à resenha!


“Refletindo agora, gostaria de ter dado ouvidos ao sexto sentido de minha esposa e de ter feito escolhas diferentes. Infelizmente, ignorei que algo perturbava Sofia, assim como desconsiderei os pelos eriçados em meus braços e a fria sensação que tinha na boca do estômago”.

     Como o próprio subtítulo do livro diz, as memórias secretas do Sr. Clarke são reveladas lenta e apaixonadamente. Ao final de Encontrada, nos despedimos momentaneamente de uma família linda e unida que vinha aproveitando os primeiros dias de vida de Marina, e logo no início de Destinado, Ian começa nos contando, todo orgulhoso e babão, sobre as peripécias de sua filha que já tinha dez meses de vida. Em alguns momentos sua mente viaja ao passado e se recorda dos dias em que viveu ao lado de seus pais e de Elisa, sua irmã mais nova, e por inúmeras vezes encontra semelhanças gritantes entre eles e sua filha que agora crescia linda e saudável. Somado ao amor que Ian tinha por Marina, os dias ao lado de Sofia continuavam sempre uma caixinha de surpresas. Ele sempre se surpreendia com as atitudes da esposa e a cada segundo se apaixonava uma vez mais. Porém, por muitas vezes ele ainda se via questionando sobre a escolha de Sofia: será que ela se arrependeria de ter abandonado sua vida no século XXI para viver com ele? Teria valido a pena todos os seus esforços para permanecerem juntos? Ele jurava para si mesmo que cada segundo tinha valido a pena... mas quando tudo parecia estar cada vez mais sólido, ele encontra o objeto que atormentava seus maiores pesadelos: a máquina do tempo que trouxera Sofia para sua vida, mas que também a arrancara sem deixar outros vestígios senão os cacos de seu coração e de sua alma.


“O desejo de pintá-la ultrapassava o âmbito passional. Minha paixão e adoração materializavam-se em telas com as quais eu jamais ficava totalmente satisfeito, e, no entanto, não era capaz de me impedir de criá-las. Era como se, de alguma maneira, desenhá-la a tornasse mais real, mais minha.”

    Aqueles dias que antecederam o baile de aniversário de Elisa foram exaustivos, porém nada se comparava com o desespero de Ian ao ver a maquina do tempo em forma de celular vibrando em cima da cômoda do quarto do casal. Sem saber como proceder e com um medo absurdo de perder Sofia novamente, Ian esconde o celular dentro de uma gaveta em seu escritório com a promessa de destruí-lo assim que o baile acabasse. Como se não bastasse este problema que não saía de sua cabeça, Ian começou a perceber que sua vida perfeita estava prestes a entrar em decadência, a começar pela reputação de sua querida irmã. Decidido a lutar com todas as suas forças para que sua família permanecesse íntegra e unida, Ian escolhe o caminho mais longo e mais tortuoso para solucionar seus problemas... um caminho que, por incrível que pareça pode ter feito um desvio rápido pelo século XXI.


“... a ausência diminui as pequenas paixões e exalta as grandes, assim como o vento, que apaga as velas e atiça as fogueiras.”


    Este livro realizou o meu maior sonho dentro da leitura da Série Perdida, que foi ver a personificação da gentileza, mais conhecido como o Senhor Ian Clarke nas ruas do século XXI. E como era de se esperar, mesmo com certa dificuldade e a pouca afinidade pelos avanços tecnológicos, Ian consegue se sair muito bem em meio a tanta loucura nas ruas da grande cidade. Porém, o que era pra ser meu sonho acabou tornando um pesadelo, não só para os personagens envolvidos, mas para mim também. Há tempos eu não tinha uma experiência de leitura como essa: devastadoramente angustiante. Sim, eu tive que exagerar nos meus adjetivos e advérbios por que não tem nada de sutil no que eu senti lendo este livro. As páginas se transformaram em uma imensa ampulheta que deixava a areia do tempo escorrer cada vez mais rápido... eu via o tempo correr, a missão de Ian e Sofia cada vez mais longe de ser concluída, as dúvidas e incertezas cada vez mais fortes e meu coração cada vez mais apertado. E como sempre, a autora finaliza a história com uma perfeição sem igual deixando todos os seus leitores de queixo caído e ansiosos por uma continuação. 


"Meu coração enlouqueceu, como se não soubesse o que fazer. Desacelerou, errou uma batida, disparou feito um louco. Isso se repetiu por alguns segundos. Ele estava... dançando?"

    Bom, não posso e nem quero negar que esta Série mudou minha vida, né? Desde quado eu entendi que nessa vida nós vivemos melhor quando temos amor (todos os tipos de amor), eu sonho com um que durasse a vida toda. Primeiro vieram as princesas e príncipes, os contos de fadas... e por que não os ratinhos e passarinhos para alegrar o dia?? Sim, todos eles fizeram parte do meu sonho... mas eu cresci e o sonho não. Só percebi isso quando comecei a ler Jane Austen. Porém a clara noção dos meus mais profundos anseios surgiu quando conheci Sofia... ela teve tudo que eu queria ter pra mim! Parece até um pouco de insatisfação, mas não... eu sou realmente muito grata pela minha vida, meus amigos e minhas conquistas. Mas no quesito amor... eu ainda sonho com Mr. Darcy e Ian Clarke... E, mesmo tendo um certo ciume literário (brincadeira) eu recomendo esta leitura do começo ao fim, desde Jane Austen, em Orgulho e Preconceito, que foi inspiração para a Série... passando por Perdida e finalizando com Destinado. Leiam e permitam-se sonhar!


Destinado
Carina Rissi
Editora Verus – 2015
462 páginas
ISBN: 978-85-7686-457-8
Izabela Elias