Olá pessoal!!! O post de hoje é um pouco diferente do habitual, mas eu garanto que vai trazer um assunto inédito aqui no blog!! Então você, seja integrante do submundo ou da ala mais nobre em meio aos anjos e nephilins, caçadores de sombras ou feiticeiros... preparem-se, que os melhores momentos da série Shadowhuntes está apenas começando...


     Para quem ainda não sabe, Shadowhunters é uma série norte americana especial para FreeForm e Netflix, que foi baseada no mundo criado pela escritora Cassandra Clare, Os Instrumentos Mortais. A primeira adaptação cinematográfica deste mundo mágico foi em 2013 com a estréia do filme Os Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos, que foi estrelado por Lily Collins, como Clary Fray e Jamie Campbell Bower, como Jace Wayland, porém tal adaptação não obteve força e impacto suficiente que  justificasse a adaptação do segundo livro da série.

     Então, no ano de 2015, mais precisamente no dia 30 de março, foi anunciado que a história de Clare teria mais uma chance de adaptação e, através da rede Freeform, viria a ser uma nova série de televisão. O dia em que recebemos esta notícia foi incrível e desde então iniciamos a saga de "correntes de oração" para a escolha de um cast decente. Todos foram escolhidos, não tivemos muitas reclamações, porém eu cheguei a me exaltar de alegria na escolha de Magnus Bane (Harry Shum Jr.).. que era o meu favorito para o papel. E hoje, dia 22 de março, já estamos acompanhando a série há um pouco mais de 2 meses, à véspera do lançamento do 11º episódio... e por isso, precisamos conversar sobre o andamento da história como um todo, principalmente pelo fato de que a segunda temporada já foi confirmada para o ano de 2017.


     Para que a matéria ficasse mais organizada eu resolvi criar um "TOP 10" dos dez episódios já lançados até agora. E como na minha opinião a série vem crescendo e melhorando a cada dia, a ordem escolhida é exatamente a ordem crescente dos episódios... então a partir de agora teremos uma retrospectiva de cada episódio, com destaques para os melhores e piores momentos. Mas antes, apertem o play, por que a trilha sonora da série é viciante!!


10º lugar

Episódio 1: Cálice Letal

     O primeiro episódio me deixou irritada devido a alguns efeitos especiais relacionados aos portais e outros artefatos mágicos, bem como a atuação da atriz Kat McNamara, que interpreta a personagem principal, Clary. A melhor atuação do episódio é a de Alberto Rosende, que mergulhou perfeitamente na pele de Simon. Outro ponto positivo, que destoa um pouco da história original, é que os personagens já estão com aproximadamente 18 anos, no início da faculdade, o que de maneira totalmente positiva trouxe um ar mais adulto para a série. 
     O destaque deste episódio é que pela primeira vez Clary tem contato com o submundo e com uma realidade que nunca lhe foi apresentada: "todas as lendas são verdadeiras"

Para conferir a Review completa deste episódio, clique AQUI

9º lugar

Episódio 2: A Descida Não é Fácil

     Neste segundo episódio os efeitos especiais que desagradaram muitos fãs foram suspensos quase que totalmente, dando espaço para que os personagens mostrassem mais sua atuação e que as cenas não ficassem focadas totalmente na Clary. O humor nerd de Simon contagia todos os expectadores e a relação entre os jovens caçadores de sombras do Instituto de NY é melhor demonstrada.
     Em destaque, o episódio traz a certeza da volta de Valentin e sua busca incessante ao cálice mortal. Enquanto isso, Clary tenta descobrir um meio de resgatar sua mãe, mas não antes sem tentar recuperar suas memórias. É nesse episódio que são apresentados os irmãos do silêncio e, na minha opinião, foi uma das melhores partes do episódio.

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8º lugar

Episódio 3: Hotel Finados

     Com foco voltado para Simon, o episódio ficou ainda melhor. Alberto Rosende mostra mais um pouco de suas habilidades ao desempenhar o papel do amigo nerd de Clary. Dentro do Hotel Dumort, já que ele foi raptado, Simon tenta descobrir um jeito de fugir do clã de vampiros que estão sedentos não só por sangue, mas também pelo cálice mortal. Afinal, quem não quer este cálice, não é mesmo? Neste episódio temos a não tão ilustre presença de Camille, que nos livros aparece apenas em Cidade dos Anjos Caídos (e previamente em As Peças Infernais, o que, pelo menos por enquanto, não vem ao caso). Quem deveria ser o verdadeiro líder é Raphael, e não Camille, porém o desfecho dessa escolha dos diretores até que não foi muito ruim.
     Voltando aos caçadores de sombras, utilizando toda tecnologia do instituto, Alec, Izzy, Jace e Clary tentam criar um plano para resgatar Simon e confesso que foi tudo muito emocionante. E não podemos esquecer a ilustre presença de Meliorn na história... o grande representante do mundo das fadas do reino da rainha Seelie se saiu melhor do que eu imaginava.
     Uma última coisa que preciso destacar é o quanto os personagens coadjuvantes trabalham infinitamente melhor do que os principais.

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7º lugar

Episódio 4: Mandando Tudo para o Inferno

     Depois de resgatar Simon, todos voltam para o instituto, porém em um ataque de medo e ciume, Simon foge e passa a ficar em segundo plano na série. Por outro lado, ainda em busca das memórias perdidas de Clary, o plano da vez é encontrar Magnus Bane e é então que conferimos a famosa festa na "boate" de Magnus. No livro a festa acontece antes de Simon ser raptado pelo clã de vampiros, mas não creio que a ordem tenha interferido muito na história.
     O ponto alto deste episódio, e o que eu mais gostei, foi a demonstração de um rastreio com força Parabatai. Jace e Alec se unem na busca de um rastro de Magnus Bane e esta cena foi impagável. E quando achamos que tudo já tinha chegado ao fim, temos um início do envolvimento entre Alec e Magnus quando o feiticeiro decide ajudá-los na recuperação das memórias de Clary... porém e Alec acaba expondo seus mais profundos sentimentos e coloca todos eles em uma situação complicada. 




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6º lugar

Episódio 5: Moo Shu To Go

     Estamos no meio do caminho e já vejo uma melhora gritante em praticamente todos os aspectos. As cenas estão mais bem elaboradas e os atores estão pegando o jeito. Neste episódio conhecemos Marise Lightwood, mãe de Alec e Izzy e, meu bom Deus, como ela se parece com a Izzy! Fiquei chocada com a escolha da personagem... perfeita, tanto em aparência quanto no desempenho do papel, trazendo vida a uma personagem mesquinha e soberba, que acha que suas decisões são as que devem ser seguidas, sempre a favor da Clave.. o que pode não ser muito bem assim.
     Neste episódio temos também o dia em que Clary descobre que Luke faz parte de uma matilha de lobos/lobisomens e que ele mentiu para salvá-la. Além disso, Alec está em conflito com seus sentimentos tanto quanto Simon aparece cada vez mais preocupado com certos sintomas que anda desenvolvendo. "Será que eu estou me tornando um vampiro?" é a pergunta que não deixa a cabeça do nosso pequeno nerd. E enquanto isso, nada do cálice aparecer e as mortes dos integrantes do submundo ficam cada vez mais intrigantes.


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5º lugar

Episódio 6: Homens e Anjos

     Depois de uma luta entre os lobisomens da matilha, Luke sai vitorioso e, consequentemente se torna o lide dos lobisomens de NY. Porém seu estado de saúde não promete muitas melhoras e nem comemorações. Magnus tenta ajudar porém somente seus poderes não são suficientes. Por isso, Jace e Simon se unem na busca dos ingredientes para o preparo do antídoto que salvará Luke. Em paralelo temos uma nova aparição: Max Lightwood, o irmão mais novo de Alec e Izzy aparece e ja deixa um gostinho de amor, saudade e inconformismo na boca (me recuso a contar algo além disso... quem não sabe o desfecho, leia o livro que ainda dá tempo!!!).
     Enquanto fica de repouso, Luke tenta clarear um pouco a mente de Clary contando-lhe alguns fatos que, por ter sua memória apagada, não tinha nem noção que poderiam ajudá-la a entender melhor este novo mundo que lhe pertencia. Isso fez com que o episódio mostrasse flashbacks com os membros do Círculo de Valentin e a briga que os separou. 
     Mais uma vez suspiramos com uma cena linda de "Malec", que acabou prometendo um futuro muito fofo... ou não.

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4º lugar

Episódio 7: Arcanos Maiores

     O que falar desse episódio?? Para mim um dos melhores da temporada!! As coisas não estão boas para Simon, mas para nós telespectadores estão cada vez melhores. Sua mente anda muito confusa e os sintomas vampirescos estão ganhando mais destaque a cada dia. Em paralelo, Clary, que não vem se dedicando muito à sua amizade com Simon, tem um lapso de memória e se recorda de onde pode estar o cálice: nas antigas cartas de tarô que sua mãe pintou. 
     Na busca pelas cartas que estão momentaneamente desaparecidas, Clary resolve mostrar suas habilidades Shadowhunter Baby e tem que tomar decisões muito precisas. Foi neste momento que eu comecei a querer tirar o chapéu pra atriz, que interpretou o papel com um pouco mais de força e garra e deixou o "nojinho" pra trás. Logo em seguida, as coisas esquentam para Clary e Jace e finalmente um esboço de relacionamento surge a partir de um beijo. Sinceramente, eu achei que foi uma das atitudes mais certeiras que a Clary teve, já que ela claramente cometeu um assédio celestial ao pobre e "feio" do Jace... ponto para Clary neste episódio!

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3º lugar

Episódio 8: Rancor

     Dois acontecimentos. Um episódio sensacional.
     Lydia Branwell surge como uma personagem que não está presente no livro neste momento. Lydia faz parte da Clave e surge para colocar ordem no instituto. Porém a única coisa que ela faz é me deixar com raiva... muita raiva. Por outro lado temos uma Clary que deixa de pensar um pouco em outros problemas, como o sumiço de sua mãe e a busca pelo cálice, e volta sua atenção para Simon que está passando por um momento de transição e quem escolhe seu destino é Clary. Simon foi atacado por Camille injustamente em um momento em que estava confuso e, com sangue de vampiro correndo em seu corpo, Clary tem que decidir se deixará ele morrer, apunhalando uma adaga em seu peito, ou permitirá que ele viva uma vida no submundo como um vampiro. 

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2º lugar

Episódio 9: Insurreição

    Pelo título do episódio já sabemos o que aconteceu com Simon, certo??
     Só que nem por isso as coisas estão sob controle. O recém formado vampiro ainda não acredita em tudo que vem lhe acontecendo e foge. Raphael fica responsável por seus cuidados, mas nada está garantido. Mas o melhor é que Camille recebeu o que merecia por ter feito o que fez com Simon e sai de cena completamente (pelo menos por enquanto). Agora vamos ao episódio 9 em si...
     Alec está louco da cabeça. Depois que Magnus lhe aconselha a seguir seu coração, ele faz totalmente o oposto pedindo a mão de Lydia em casamento. Meu, o que passa na cabeça desse nephilim?? Por Raziel que loucura... ainda bem que esses fatos não estavam presentes no livro e eu confesso que não estou gostando nada dessa nova adaptação envolvendo Alec e o distanciando de Magnus. Não é justo!! Além disso, esta obsessão por manter-se dentro da lei está fazendo com que as ligações parabatai de Jace e Alec se enfraqueçam!
     E para lacrar o episódio, como disse o Lucas na review original, Meliorn fecha o episódio dando uma ponta de esperança a Clary... o que abre a porta para o próximo e mais louco episódio de todos.

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1º lugar

Episódio 10: Mundo Invertido

     Para que Clary encontre uma pista de onde está seu pai, ou melhor, que ela encontre a porta que leva até ele, Meliorn abre um portal que a levaria para uma outra dimensão. Um mundo diferente onde não existem mais demônios e nem caçadores de sombras a recebe de braços abertos, mas se ela não tomar cuidado ela ficará presa ali para sempre. Uma alusão perfeita à Alice no País das Maravilhas é confirmada durante a festa no instituto (que não se comporta mais como refúgio para os Shadowhunters) que tem como tema o próprio conto de Lewis Carroll. Eu simplesmente amei aquela festa e quis com todas as minhas forças que fosse minha... maaas... vamos voltar ao que interessa.
     Ponto alto do episódio foi Alec e Magnus Bane. Sim, todos os personagens estavam invertidos, Izzy totalmente nerd, Simon bancando o bad boy, Jace totalmente romantico.. mas Alec e Maguns desempenharam papeis invertidos, e eu amei esta parte. Foi o melhor episódio até agora, principalmente por abordar temas inéditos que não tinham sido mencionados nos livros, porém totalmente agradável e bem vindo. 

Para conferir a Review completa deste episódio, clique AQUI


     Bom pessoal, estes foram meus comentários e minhas críticas aos episódios de Shadowhunters, que, como eu ja destaquei inúmeras vezes, vem melhorando a cada dia. Faltam apenas três episódios para o fim da primeira temporada e meu coração já está apertado, pois mesmo a série sendo confirmada na segunda temporada, já sei que teremos que esperar até 2017 para assistirmos. Brincadeira né?? Mas enfim, estou bem satisfeita com a série... e espero que continue a melhorar a cada episódio... e que tenha um final digno de elogios altíssimos, por favor!

     Espero que tenham gostado e que o post tenha ajudado a relembrar os episódios para que os momentos finais sejam concluídos com entendimento total. Gostaria de agradecer ao Lucas Raspante, o Nerd do blog Tentando Ser Nerd que, em parceria com o Cadê Meu Livro, ajudou com os materiais na construção deste post... e gostaria de ressaltar mais uma vez que, ao final de cada episódio eu deixei um link para vocês acessarem na íntegra o Review completo de cada episódio que também foi feito pelo Lucas.... 

     Beijo beijo e não esqueçam que amanhã, a partir das 6:01 da manhã o episódio 11 de Shadowhunters estará disponível no Netflix... ;)


    Olá pessoal... como vocês estão?? Hoje foi um dia muito produtivo! Consegui finalizar uma leitura linda, tirar as fotos e escrever um pouco sobre a história para vocês. Acho que essa imensa produtividade é devido ao primeiro dia de outono, que promete ser incrível: o clima está mais fresco, mais propício a uma boa xícara de café, mais convidativo no geral... então tudo parece estar no seu devido lugar! 

    Destinado é o terceiro livro da Série Perdida da autora brasileira Carina Rissi, e eu, obviamente, estava adiando a leitura, pois não queria que o mundo de Sofia e Ian tivesse fim... mas como já tinha constatado anteriormente: não adianta querer fugir, eu sofreria muito mais se continuasse adiando... então vamos à resenha!


“Refletindo agora, gostaria de ter dado ouvidos ao sexto sentido de minha esposa e de ter feito escolhas diferentes. Infelizmente, ignorei que algo perturbava Sofia, assim como desconsiderei os pelos eriçados em meus braços e a fria sensação que tinha na boca do estômago”.

     Como o próprio subtítulo do livro diz, as memórias secretas do Sr. Clarke são reveladas lenta e apaixonadamente. Ao final de Encontrada, nos despedimos momentaneamente de uma família linda e unida que vinha aproveitando os primeiros dias de vida de Marina, e logo no início de Destinado, Ian começa nos contando, todo orgulhoso e babão, sobre as peripécias de sua filha que já tinha dez meses de vida. Em alguns momentos sua mente viaja ao passado e se recorda dos dias em que viveu ao lado de seus pais e de Elisa, sua irmã mais nova, e por inúmeras vezes encontra semelhanças gritantes entre eles e sua filha que agora crescia linda e saudável. Somado ao amor que Ian tinha por Marina, os dias ao lado de Sofia continuavam sempre uma caixinha de surpresas. Ele sempre se surpreendia com as atitudes da esposa e a cada segundo se apaixonava uma vez mais. Porém, por muitas vezes ele ainda se via questionando sobre a escolha de Sofia: será que ela se arrependeria de ter abandonado sua vida no século XXI para viver com ele? Teria valido a pena todos os seus esforços para permanecerem juntos? Ele jurava para si mesmo que cada segundo tinha valido a pena... mas quando tudo parecia estar cada vez mais sólido, ele encontra o objeto que atormentava seus maiores pesadelos: a máquina do tempo que trouxera Sofia para sua vida, mas que também a arrancara sem deixar outros vestígios senão os cacos de seu coração e de sua alma.


“O desejo de pintá-la ultrapassava o âmbito passional. Minha paixão e adoração materializavam-se em telas com as quais eu jamais ficava totalmente satisfeito, e, no entanto, não era capaz de me impedir de criá-las. Era como se, de alguma maneira, desenhá-la a tornasse mais real, mais minha.”

    Aqueles dias que antecederam o baile de aniversário de Elisa foram exaustivos, porém nada se comparava com o desespero de Ian ao ver a maquina do tempo em forma de celular vibrando em cima da cômoda do quarto do casal. Sem saber como proceder e com um medo absurdo de perder Sofia novamente, Ian esconde o celular dentro de uma gaveta em seu escritório com a promessa de destruí-lo assim que o baile acabasse. Como se não bastasse este problema que não saía de sua cabeça, Ian começou a perceber que sua vida perfeita estava prestes a entrar em decadência, a começar pela reputação de sua querida irmã. Decidido a lutar com todas as suas forças para que sua família permanecesse íntegra e unida, Ian escolhe o caminho mais longo e mais tortuoso para solucionar seus problemas... um caminho que, por incrível que pareça pode ter feito um desvio rápido pelo século XXI.


“... a ausência diminui as pequenas paixões e exalta as grandes, assim como o vento, que apaga as velas e atiça as fogueiras.”


    Este livro realizou o meu maior sonho dentro da leitura da Série Perdida, que foi ver a personificação da gentileza, mais conhecido como o Senhor Ian Clarke nas ruas do século XXI. E como era de se esperar, mesmo com certa dificuldade e a pouca afinidade pelos avanços tecnológicos, Ian consegue se sair muito bem em meio a tanta loucura nas ruas da grande cidade. Porém, o que era pra ser meu sonho acabou tornando um pesadelo, não só para os personagens envolvidos, mas para mim também. Há tempos eu não tinha uma experiência de leitura como essa: devastadoramente angustiante. Sim, eu tive que exagerar nos meus adjetivos e advérbios por que não tem nada de sutil no que eu senti lendo este livro. As páginas se transformaram em uma imensa ampulheta que deixava a areia do tempo escorrer cada vez mais rápido... eu via o tempo correr, a missão de Ian e Sofia cada vez mais longe de ser concluída, as dúvidas e incertezas cada vez mais fortes e meu coração cada vez mais apertado. E como sempre, a autora finaliza a história com uma perfeição sem igual deixando todos os seus leitores de queixo caído e ansiosos por uma continuação. 


"Meu coração enlouqueceu, como se não soubesse o que fazer. Desacelerou, errou uma batida, disparou feito um louco. Isso se repetiu por alguns segundos. Ele estava... dançando?"

    Bom, não posso e nem quero negar que esta Série mudou minha vida, né? Desde quado eu entendi que nessa vida nós vivemos melhor quando temos amor (todos os tipos de amor), eu sonho com um que durasse a vida toda. Primeiro vieram as princesas e príncipes, os contos de fadas... e por que não os ratinhos e passarinhos para alegrar o dia?? Sim, todos eles fizeram parte do meu sonho... mas eu cresci e o sonho não. Só percebi isso quando comecei a ler Jane Austen. Porém a clara noção dos meus mais profundos anseios surgiu quando conheci Sofia... ela teve tudo que eu queria ter pra mim! Parece até um pouco de insatisfação, mas não... eu sou realmente muito grata pela minha vida, meus amigos e minhas conquistas. Mas no quesito amor... eu ainda sonho com Mr. Darcy e Ian Clarke... E, mesmo tendo um certo ciume literário (brincadeira) eu recomendo esta leitura do começo ao fim, desde Jane Austen, em Orgulho e Preconceito, que foi inspiração para a Série... passando por Perdida e finalizando com Destinado. Leiam e permitam-se sonhar!


Destinado
Carina Rissi
Editora Verus – 2015
462 páginas
ISBN: 978-85-7686-457-8
Izabela Elias


     Boa noite pessoal! Hoje eu vim falar um pouco com vocês sobre um livro que há algum tempo está listado entre os mais lidos e também entre os mais aguardados quanto à sua adaptação cinematográfica. Como Eu Era Antes de Você foi meu primeiro livro do mês de março e, mesmo com toda a correria eu consegui finalizá-lo e agora trouxe a resenha pra vocês..


“Ali, eu podia ouvir meus pensamentos. E quase ouvia meu coração batendo. Percebi, para minha surpresa, que gostava disso.”

     A grande maioria das histórias que eu ouvi e li durante toda a minha vida traz a grandiosa presença de um castelo. Contos de fadas, princesas, damas da corte inglesa e também grandes bruxos povoam os castelos mais fabulosos de todo o meu conhecimento e trazem histórias inesquecíveis. Este livro trouxe mais um castelo para minha lista de grandes e românticas construções, mas a história não é nada parecida com qualquer coisa que eu tenha lido. Carregada de originalidade e polêmica, a história de Louisa Clark e Will Traynor não é apenas uma história de amor no sentido romântico da palavra, e sim um amor de compaixão e querer bem, de dedicação e persistência, de orgulho e fé...  

     Depois de perder seu emprego no café The Buttered Bun, que era um dos únicos que ofereciam serviços aos turistas que iam visitar o castelo de Stortfold, Louisa tenta desesperadamente encontrar outro trabalho com a ajuda de uma agência, porém nenhuma das opções parece dar certo. Mesmo não sendo nada ambiciosa e não almejando nada que fizesse sua vida profissional tomar um rumo, Lou entendia a necessidade de conseguir um novo emprego para que pudesse ajudar nas despesas de casa. Sua irmã, Treen tinha resolvido voltar aos estudos depois de ter trancado a faculdade ao engravidar de Thomas, e agora ela iria ser praticamente a única a sustentar todos naquela casa. Depois de inúmeras tentativas, Lou decide arriscar-se com algo totalmente novo ao aceitar o serviço de cuidadora de um jovem tetraplégico que morava do outro lado do castelo.


“Dizem que só é possível se admirar um jardim depois de certa idade, e acho que existe alguma verdade nisso. Provavelmente tem algo a ver com o grande ciclo da vida.”

     Will Traynor é o jovem que receberia os cuidados de Lou. Ele tem 35 anos e sua deficiência trazia grande limitação de movimentos, mas uma coisa que ele ainda conseguia fazer bem era ser irônico e mal humorado. Os primeiros dias de convivência com Lou foram difíceis e ela estava totalmente certa de que ele apenas a suportava. Independente disso, Lou se dedicou a realizar todos os afazeres que aprendera com Nathan, o enfermeiro que participava dos cuidados de Will, e fazia de tudo para manter tudo em ordem. Como sempre tivemos prova de que o tempo conserta quase todas as coisas, o relacionamento de Will e Lou foi ficando cada vez melhor. Eles construíram um jeito próprio deles, carregado de orgulho e sarcasmo, mas que fazia com que os dias tivessem mais sentido e ficassem mais leves. Lou aprendeu a assistir filmes legendados e Will criou coragem de sair um pouco mais de casa. E quando tudo parece estar se encaixando, Lou ouve uma conversa que pode mudar tudo para ela...


“Senti a música como se fosse algo físico que não entrava só pelos meus ouvidos, mas fluía dentro de mim, me cercava, fazia meus sentidos vibrarem."

     Pensem comigo: você é uma pessoa muito bem sucedida, com um emprego dos seus sonhos, uma vida toda pela frente, repleta de aventuras, viagens planejadas com dias de surf em ondas gigantes ou esquiando as maiores e mais frias montanhas... você ama viver, ama ver a vida em movimento, cheia de paixão... e de repente acontece um acidente que tira de você 95% dos seus movimentos corporais e o que lhe resta são pequenos esboços de atividade muscular e infinitas descompensações fisiológicas, dores insuportáveis e episódios de hospitalização recorrente. O que você faria?? Até quando você suportaria viver assim??

     Esta é uma das principais discussões do livro e que eu vou deixar um pouco pra vocês lerem e tirarem suas próprias conclusões...

Comentários



     Como eu disse no começo, achei a história muito original, pelo menos tendo como base os livros que já li na vida, não tinha nada muito parecido com este roteiro e esse foi um dos pontos mais altos da leitura. A construção dos personagens foi feita com muita delicadeza e objetividade, principalmente em diferenciar uns dos outros: cada um tem sua personalidade única e exclusiva, não existem personagens similares; cada um traz um perfil e uma linha de pensamento diferente. A Lou é cheia de vida e cor, mas ao mesmo tempo sem perspectivas de futuro, sem anseios e sonhos. Will é o oposto, é o resquício do homem cheio de vida que ele foi um dia. A família de Lou me lembra aquelas casas de aspecto “cortiço”, que apenas um sustenta e os outros vivem amontoados e causando mil transtornos, como no filme Joy, mas de um jeito um pouco mais controlado. Patrick, namorado de Lou, é um típico babaca egoísta viciado em exercícios físicos e assim sucessivamente...


"Gostava da espécie de taquigrafia em que mergulhávamos quando ninguém estava por perto, da intimidade fácil que surgiu entre nós."

     Com relação ao tema que move a história como um todo, levando em consideração meu esforço tremendo para evitar spoilers, eu creio que é uma abordagem um tanto quanto rara e também polêmica. Rara no sentido de que eu sei que muitas pessoas nunca tinham ouvido falar deste assunto, e polêmica, pois é uma questão que mescla aspectos políticos e religiosos. Muitos se abalaram com o tema, outros ficaram receosos ou até mesmo inconformados, mas quando eu li, não senti que meus sentimentos fizeram muito alarde. Não sei se é pelo fato de eu já conhecer esse assunto, ou por ser levemente a favor disso, mas não fiquei muito impressionada com tudo.

     Independente de qualquer opinião (e eu respeito profundamente TODAS as opiniões), eu gostei muito de ver o esforço e a vontade da Lou de viver pela vida de Will... mas amei com uma intensidade gigantesca o fato de que o Will foi um dos personagens mais sólidos que eu já li na vida, única e exclusivamente pelo fato de se manter fiel à sua opinião e à sua vontade em um momento em que era praticamente obrigado a viver, ou melhor, sobreviver de acordo com as vontades dos outros.  



     Olha, foi difícil não contar nada relevante e, se eu deixei transparecer é por que eu ainda tenho muito o que aprender! Mas, ainda assim, aos que ainda não leram, eu espero ter plantado uma sementinha de curiosidade no coração de vocês... e aos que já se entregaram a essa leitura, comentem comigo o que vocês acharam! Sim, vamos conversar... quero saber a opinião de vocês!!

     Ah!! Já ia me esquecendo!! Como muitos já sabem e eu mesma comentei lá no comecinho do post, o livro vai ganhar uma adaptação cinematográfica que promete muitos suspiros e lágrimas!! Nosso Will será interpretado por Sam Claflin (de Simplesmente Acontece) e a atriz Emilia Clarke (Game of Thrones) vai dar cor à personagem Lou... o filme tem previsão de estreia para o dia 16 de junho no Brasil! Ansiosos ou sim??? Agora fiquem com o trailer do filme... e até o próximo post!





Como Eu Era Antes de Você
Jojo Moyes
Editora Intrínseca
320 páginas
ISBN 978-85-8057-329-9
Por Izabela Elias


     Olá pessoal!! Tudo bem com vocês?? Espero que sim... e espero também que estejam em ótimas condições por que a resenha de hoje é trash!!! Tanto quanto o livro... então, vamos lá!!



“Nunca entendi como as pessoas podem negligenciar com tanta frieza os danos que causam ao seguir o que manda o coração. Quem foi que disse que fazer o que manda o coração é uma coisa boa?" 

     Em algum momento da vida você já parou pra pensar em quantas pessoas morrem por ano nas linhas de trens?? Na Inglaterra, cerca de trezentas mortes por ano são registradas, o que faz com que esse fato não seja muito incomum. Mas, ainda assim, quantas pessoas será que são capazes de, do interior de um trem ver algo suspeito durante seu trajeto e ser a única prova viva do desaparecimento de outra pessoa que, por sinal, está fora deste mesmo trem? Muito bem, eis o nó existente na cabeça dos leitores de “A Garota no Trem”.

     Rachel é uma mulher diferente do que era há três anos. Sua vida sempre foi controlada e feliz ao lado de seu marido Tom. Mas hoje tudo está completamente mudado e fora do lugar. Tom está casado com Anna, eles têm uma linda filha e sofrem diariamente com a interferência de Rachel em suas vidas. Enquanto isso, como se tentasse recomeçar a cada dia, Rachel embarca todas as manhãs no trem das 8h04 de Ashbury para Londres e olhando pela janela cria um mundo totalmente ilusório paralelo a sua realidade turbulenta. Cada objeto inanimado ganha um motivo para estar onde está, seja um copo plástico, uma garrafa de vinho ou um monte de roupas abandonadas. A cada página é revelado um pouco mais das mazelas de sua imaginação e logo conhecemos “Jess e Jason”, um casal perfeito que vive na casa número 15 e na mente de Rachel. Nos momentos em que o trem para no sinal da estação de Witney, ela corre os olhos para a casa e fica observando aquele casal perfeito e imaginando como seria se ela ainda fosse esposa de Tom e morasse ali logo adiante na casa 23, onde costumava viver quando ainda era casada. Porém, como nada é real em sua vida, o que lhe resta é abrir mais uma garrafa de vinho e acolher a bebida como sua única amiga. A partir do momento em que Rachel começa a beber, suas atitudes já não são mais de uma pessoa sensata e aos poucos vamos descobrindo que tudo o que ela faz, seja ligar para seu ex-marido ou correr pelada na rua, ela será incapaz de se lembrar depois.


“... ter um apagão não era simplesmente questão de esquecer o que havia acontecido, mas de não ter qualquer lembrança que pudesse ser esquecida.”

     Em paralelo, temos a verdadeira história do casal da casa número 15: Megan e Scott. Eles são casados já há algum tempo, porém a desconfiança acaba superando o amor na relação dos dois. Assombrada por um passado desconhecido por todos, Megan vive dia após dia espantando seus fantasmas e tentando trazer pra sua vida um pouco mais de atividade, já que teve que abandonar seu emprego na galeria de artes que tanto amava e agora passa a maioria do tempo lamentando o peso do tédio e de sua inutilidade. Por outro lado, Scott trabalha como técnico em informática e vive literalmente stalkeando a vida de sua esposa em busca de um deslize de personalidade, mas quando Megan decide fazer terapia, ele a apoia e a incentiva sem nunca imaginar que seus dias de felicidade estariam contados.


“Estou interessada, pela primeira vez em muito tempo, em algo que não seja minha própria desgraça. Tenho um objetivo. Ou, pelo menos, tenho uma distração.”

     Os caminhos de Rachel e do casal supostamente perfeito da casa número 15 se cruzam em um sábado à noite quando ela decide ir até lá contar sobre uma cena que ela havia presenciado pela janela do trem. Porém, depois de tanta bebida, aquela noite do dia 13 de agosto de 2013 foi simplesmente abduzida da vida de Rachel. A única coisa que ela se lembra é de ter bebido muito, de ter tropeçado nos degraus da estação, de ser socorrida por um homem ruivo e de ter chegado em casa fedendo e toda ensanguentada. O dia passa e quanto mais ela tenta se lembrar, mais confusa fica. E o problema maior surge no momento em que ela olha o jornal e descobre que Megan, a sua Jess, a mulher mais feliz do mundo está desaparecida desde aquela noite em que ela esteve lá, mas que não passa de um borrão em sua memória.

     É a partir deste momento que começam as apostas. O que aconteceu com Megan? Onde ela foi parar? Quem a sequestrou? Ela fugiu? O que Rachel realmente fez naquele sábado à noite? Por que Rachel estava toda ensanguentada? Como ela chegou em casa?


“Não sou mais só uma garota no trem, indo e vindo sem motivo ou propósito.”

     Meu bom Deus, que leitura aterrorizante e angustiante. Não conseguia parar de ler! Tinha medo de fazer uma pausa e a resposta para todo aquele mistério estar no parágrafo seguinte. A história começa de um jeito muito superficial, como se a personagem estivesse começando a contar um fato simples para um estranho qualquer na rua, mas ao longo das páginas ela vai preenchendo as lacunas e sustentando a história como um todo, de forma muito construtiva. No começo achei que ela era apenas uma garota sonhadora e até me identifiquei com ela, mas com o passar do tempo eu comecei a perceber que eu sou bem normal perto de Rachel. Ela vive uma vida facilmente comparável com um “Se Beber Não Case” totalmente macabro, e a cada dia que ela voltava a beber eu queria mergulhar nas páginas e dar uns tapas nela! Por outro lado, Megan é uma personagem que foi construída bem detalhadamente, com transtornos psicológicos que são reflexo de uma vida totalmente desregrada e suja, que deixou rastros quase que imperceptíveis e que vão poder auxiliar na busca pelo seu desaparecimento. No final de tudo eu já estava imaginando um programa inteiro do “Casos de família” só com os acontecimentos deste livro... os temas seriam “Não aguento mais a ex-mulher de meu marido”, “Virei alcoólatra e meu marido me trocou por outra”, “Não consigo confiar na minha esposa”.. e assim sucessivamente...

     Eu ganhei esse livro da minha amiga Suh (Instagram @ndakota_s) de Natal e então combinamos de ler juntas. Eu não sou muito de mistérios por que como vocês sabem eu sou a personificação do medo, mas este eu não resisti. Fiquei com vontade de ler depois que soube que era um Thriller Psicológico ao estilo Garota Exemplar, então resolvi sair do comodismo romântico e me aventurar... e nada como ler um livro desses com uma pessoa que adora mistérios! Foi muito bom ler com ela, e durante a leitura tivemos (ela teve, e não eu, óbvio) os melhores e mais diversos palpites... mas independente do que pensamos, a leitura nos prendia e surpreendia a cada página. Acho que logo logo estarei pronta pra mais um mistério desses, Suh!! #MeAguarde ... por enquanto, eu apenas recomendo que leiam este livro! Por que é muito bom, vale a pena!!


     Por enquanto é isso pessoal!!! Agora é só aguardar a adaptação para o cinema que está previsto para o final deste ano ainda... o duro é controlar a ansiedade!! Espero que tenham gostado!! Deixem nos comentários o que vocês acharam desta leitura...

Beijos e até a próxima!!



A Garota no Trem (The Girl on the Train)
Paula Hawkins
Editora Record
378 páginas
ISBN: 978-85-01-10465-6
Por: Izabela Elias


     Olá pessoal!! Já vou começar este post pedindo desculpas!! No dia 24 de janeiro eu fui assistir Joy e eu simplesmente esqueci de passar aqui pra contar para vocês como foi!! Então estou me redimindo com urgência... pois, além de Joy, eu também assisti Spotligh (ontem) e logo logo eu também vou deixar alguns comentários por aqui...


     Estrelado pelo mesmo cast e mesmo diretor de "O Lado Bom da Vida" e também de "American Hustle", Jennifer Lawrence, Robert De Niro e Bradley Cooper, o fime conta a história de Joy Mangano, uma mulher extremamente criativa e cheia de sonhos que, ao invés de ingressar na faculdade e seguir uma carreira brilhante, abandonou seus planos para ficar ao lado de sua mãe que sofria amargamente as consequências dramáticas da separação de seu pai. Toda esta abdicação de seu futuro resultou em uma mãe solteira, cheia de dívidas e que tinha que sustentar sozinha uma casa em que vivia sua mãe, sua avó, filhos e o ex marido. 




     Mesmo passando noites acordadas trabalhando, ou afogada em meio a tantos problemas, a alma inventora de Joy não a abandonava. Certo dia, uma situação desagradável no iate da nova namorada de seu pai fez com que Joy tivesse uma nova ideia. Com total apoio de sua avó e sua filha, Joy projeta um esfregão com material ultra resistente, com milhares de fios de algodão trançados à mão, e que prometia limpar uma grande área com menor esforço, já que não era preciso usar as mãos para enxaguar e torcer o esfregão. Disposta a fazer desta invenção sua melhor e maior alternativa para sair das dívidas, Joy luta com todas as forças para promover e vender seu novo produto...

  


     Em uma dessas tentativas, Joy conhece o empresário Neil Walker que lhe da uma chance de apresentar sua criação em seu programa de vendas pela televisão. Para isso, Joy precisa produzir uma quantia exorbitante de esfregões a preço de custo e enviar para a emissora, para que fossem vendidos durante a divulgação. Porém as coisas não saem como Joy e Neil esperavam, e o que prometia lucros gerou mais dívidas e dramas familiares.

     Eu quis muito assistir ao filme por que eu adoro a Jen e queria ter um motivo a mais para torcer pela sua premiação no Oscar 2016. Esta foi a quarta indicação da atriz ao prêmio e, comparando com a atuação no filme que a fez vencedora, seu papel em Joy foi muito mais intenso e digno de premiação. A personagem Joy é uma mulher guerreira, batalhadora e muito obstinada, mesmo que seja em função de sua própria "novela dramática da vida real". Jen representou Joy de maneira brilhante e muito intensa, e com certeza conseguiu fazer com que todos enxergassem a importância de lutar com fé e determinação pelos objetivos, independente do grau de dificuldade que fosse exigido.

     Quando eu falo em "drama familiar" é por que foi exatamente essa ideia de "novela" que o filme passa. Logo na primeira cena é apresentado um fragmento de uma novela da época que a mãe de Joy acompanhava, e instintivamente eu fiz esta associação: a mãe solteira, trabalhadora, endividada até o pescoço e que ainda tinha obrigação de sustentar todos os agregados de sua família, inclusive seu ex marido, era a nossa atriz principal. E por falar em ex marido, eu tenho que destacar que ele foi o melhor amigo de Joy... foi praticamente o único que esteve ao seu lado. A vida é assim não é mesmo?? As vezes não conseguimos ter um relacionamento amoroso com alguém, mas ele pode muito bem ser nosso melhor amigo... (só que não, hahaha).. pois é, só em novela isso!



     Então, para concluir... eu gostei do filme na medida certa: nem amei de paixão, nem deixei de gostar.... Achei que o Bradley poderia ter aparecido mais, por que... né? Mas valeu a pena assistir pela atuação da Jen, que foi muito boa.. e vou torcer para que ela leve mais um prêmio pra sua coleção, que é a cara da riqueza!

     Espero que tenham gostado... logo logo eu posto os comentários sobre Spotlight, que são mais intensos que os de Joy.. e também prometo fazer um resumo geral sobre as indicações ao Oscar 2016... lembrando que, para a alegria geral de todos, segunda feira tem Grammy Awards!! Fiquem então com o trailer de Joy... e até a próxima, pessoal!!



     We are Carnaval? We are folia? 
     Bom, acho que este ano não foi bem assim! A única vantagem foi o feriado em si, que Graças a Deus eu consegui colocar mais uma leitura em dia. Comecei a ler ‘As Luzes de Setembro’ por volta do dia 18 de janeiro, logo antes de voltar a trabalhar e enfrentar toda aquela loucura do dia a dia... e só consegui finalizá-lo hoje, há poucos minutos atrás, portanto agora eu vou contar um pouquinho desse mistério de sombra e luz pra vocês...


“Num mundo de luz e sombras, todos nós, cada um de nós precisa encontrar seu próprio caminho.”

     O inverno de 1936 chegou levando toda a boa esperança de vida dos Sauvelle, e junto com ela, a alma de um grande pai de família. Irene e Dorian, juntamente com sua mãe, Simone, têm que enfrentar a miséria e todas as suas consequentes dificuldades de se tornarem órfãos para permanecerem vivos em uma cidade que só fazia enaltecer a pobreza dos mais necessitados. Paris já não podia ser chamado de lar por esta família. Então, em certa manhã, Simone recebe uma proposta de emprego em uma cidadezinha no litoral da Normândia e, na expectativa de abandonar um passado e uma vida de sofrimento, muda com seus filhos em busca de uma nova chance.


“Colocou nas minhas mãos um futuro que eu não me atrevia nem a sonhar. Um futuro. Até então, nem sabia o que era isso. E ele me deu um futuro de presente. E só pediu uma coisa em troca.”

     O trabalho oferecido a Simone era de governanta na mansão de Cravenmoore, e seus serviços eram destinados ao grande engenheiro e dono da fábrica de brinquedos Lazarus Jann e sua esposa que há muito tempo vivia na cama, vítima de uma doença degenerativa. Enquanto Simone se familiarizava com o trabalho e se acostumava com todos os bonecos autômatos projetados por Lazarus, Irene tentava fazer amigos que pudessem lhe proporcionar alguns momentos de felicidade. Hannah, sua primeira amiga, era uma menina de coração enorme, mas sua amabilidade e animação tinham a mesma proporção e intensidade de seu talento em fofocar e atualizar a todos, e agora também Irene, sobre os mais recentes acontecimentos da cidade. Em meio a tantas informações, Hannah apresenta à nova amiga seu primo Ismael, um garoto não muito mais velho que ela, mas com feições destacadas pelo desgaste do sol e do mar, que podemos chamar de traços adquiridos da paixão e dedicação ao seu barco à vela e sua profissão de pescador. Irene se encanta com o barco e toda a adrenalina do vento batendo em seu rosto, mas os mistérios que Ismael promete lhe contar despertam na garota uma felicidade e um sorriso bobo que há tempos sua mãe não via. Juntos, Irene e Ismael percorreram o litoral e começaram a nutrir uma paixão que ia além dos mistérios que a região guardava.



“Espero que antes de me julgar e condenar, possa realmente escutar a minha história. Serei breve. As boas histórias precisam de poucas palavras...”

     Os dias se passaram e cada vez mais os Sauvelle se sentiam em casa. Finalmente encontraram um lugar que pudessem chamar de lar. E então, do dia para a noite, todos os momentos felizes, de tranquilidade e amor, foram substituídos por um sentimento apavorante e fantasmagórico vindo de crime que ocorreu no meio de uma noite de tempestade. Algo estranho rondava o bosque de Cravenmoore e Ismael não descansaria até descobrir o que e quem assombrava a vida dos moradores da vila. E é claro que Irene não deixaria seu novo amor enfrentar esta fúria de sombras sozinho.

     Como sempre os livros do Zafón me impressionam. É aquele tipo de leitura impossível de prever os fatos. Em um romance, por exemplo, podemos pensar, na maioria das vezes, que “não importa quantas vezes os personagens se separam, eles ficarão juntos no final”. E isso não acontece nos livros do Zafón. Não dá para imaginar o que vai acontecer e muito menos o que um fato narrado tem a ver com o outro. E é isso, juntamente com sua riqueza de detalhes e adjetivos vibrantes que me encantam em sua escrita.

     A história de Ismael e Irene me trouxe lembranças de Marina, um outro livro incrível, também escrito por Zafón. A lembrança foi principalmente pela presença dos autômatos medonhos, que também estão presentes na série ‘As Peças Infernais’ da autora Cassandra Clare, que tem meu amor incondicional desde janeiro do ano passado. Algumas outras passagens me fizeram recordar Peter Pan e Alice no País das Maravilhas, e isso me deixou muito nostálgica e maravilhada.


"Assim que ultrapassaram a soleira da porta, os três se viram mergulhados num mundo fantástico que ia muito além do que três imaginações juntas conseguiriam conceber"

     A construção dos personagens foi milimetricamente bem executada, principalmente de Lazarus. Sua história de vida, banhada em sofrimento e magia alimentaram sua sombra de trevas, e estas se destacavam de maneira totalmente oposta a sua verdadeira personalidade, que era repleta de amor e vontade de viver. Irene, mesmo sendo uma garota de quase 15 anos, se tornava uma forte mulher a cada dia, e o relato deste amadurecimento foi refletido em algumas atitudes e pensamentos de Dorian, seu irmão mais novo, que também amadurecia e sentia a responsabilidade em ser o novo homem da casa. Estas foram as características que mais me chamaram a atenção.


    Fazia uns dois anos que eu não lia nada deste autor, e um dos motivos foi que este era o último livro que eu tinha para ler dele. Estava com medo da despedida. Não queria que acabasse. Claro que tenho a intenção de reler todos eles em algum momento da vida, mas aquele frio na barriga provocado pelo “elemento surpresa” do texto acaba perdendo a força... porém, a forma de escrever com frases curtas e o emprego de palavras que são consideradas a assinatura do autor no texto, como ‘fantasmagórico’ e ‘penumbra’, sempre me farão voltar...

     Espero que tenham gostado da resenha!! Sei que não é muito comum eu me arriscar com mistérios, mas pelo Zafón vale a pena. Quem nunca leu nada do autor, eu recomendo a trilogia A Sombra do Vento... e já confesso que foi um dos melhores livros que já li (e reli) na vida...

... beijos e até a próxima!



As Luzes de Setembro (Las Luces de Septiembre)
Carlos Ruiz Zafón
Editora Objetiva – Suma de Letras
232 páginas
ISBN: 978-85-8105-192-5
Por: Izabela Elias


     Boa noite, pessoal! Hoje eu vim postar para vocês um texto que há muito tempo eu escrevi mas nunca publiquei e acabei esquecendo que tinha ele no meio dos meus documentos. Então como faltam alguns capítulos para finalizar minha leitura atual e publicar a resenha, eu decidi resgatar este texto e mostrar para vocês... espero que gostem!



     No mês de outubro de 2015 eu li, em parceria com a Editora Novo Conceito, o livro Dez Coisas que Aprendi Sobre o Amor, ja escritora Sarah Butler, e assim que finalizei a leitura, publiquei a resenha no instagram, já que eu ainda não tinha oficializado a página do Blog...

     Londres. Uma das cidades mais lindas do mundo é também palco da história de muita gente. Vidas lá começam, têm emoção e também podem se acabar. Alice é  uma das pessoas que era sufocada pela cidade, não se sentia em casa, muito menos em sua própria casa ao lado de seus familiares. Sua vida sempre foi programada para fugir de tudo que te prendia e hoje a indiferença das irmãs, a culpa que sente pela morte de sua mãe e o adoecimento de seu pai são fatos que ressaltam os traços de todas verdades nunca ditas e que poderiam mudar sua vida. Ali bem perto dela, Daniel caminha e se recorda de uma vida difícil, cheia de frustrações e desesperanças, e aguarda o momento certo de encontrar um pedaço seu que há muito tempo lhe foi tirado. Para ele a vida tem cor: azul cobalto, verde esmeralda, dourado e marrom, alaranjado, azul celeste e cinza, e são essas cores e seus significados mais profundos que o guiarão em sua última esperança, encontrar sua filha. Os passos de Alice e Daniel se cruzam em detalhes pequenos, pedaços de vidro, castanhas, linhas de algodão e listas intermináveis de 10 coisas que valem a pena serem listadas.

     Talvez algumas mentiras estão tão misturadas com a verdade em nossas vidas, que nem sabemos distingui-las. Parece muito mais fácil viver, ou melhor, conviver com elas do que se perder em verdades. “É mais fácil destruir uma coisa do que fazê-la” é uma das frases que mais destaca a essência desta leitura.

     Os capítulos são alternados entre os personagens e iniciados com listas de 10 fatos importantes sobre eles mesmos. Confesso que achei a leitura confusa no começo, já que a escrita é apresentada de forma diferente por cada personagem, e também cansativa por ter tão poucos diálogos. Além disso eu esperei que o final fosse mais acolhedor e tivesse realmente uma conclusão e não que tivesse sido da maneira que foi. Única coisa que posso dizer é que a história trouxe uma lição de vida preciosa: que o amor está presente onde menos esperamos, basta parar para olhar.


     ... e mesmo não sendo um livro que foi para a lista dos melhores que eu já li na vida, eu tive uma vontade incontrolável de fazer a minha lista de dez coisas... as dez coisas que eu aprendi sobre o amor... então este post é para isso!! Seria uma TAG?? Não sei... pode ser que sim!! 


TAG Dez coisas que EU aprendi sobre o amor


1. Amar a Deus sobre todas as coisas

Foi o que eu aprendi desde muito nova e levo comigo sempre

2. De pai e mãe é incondicional

Eles são sempre os melhores amigos, o melhor colo, o melhor abraço, o melhor cafuné... amor de pai e mãe é incomparável e insubstituível

3. É um verbo

Como já dizia John Mayer...



4. É fogo que arde sem se ver, é ferida que dói e não se sente...

Usei esta frase do poema de Luís de Camões para mostrar meu amor pela leitura, pela poesia, pelas peças teatrais... é um amor que vale a pena, que se multiplica e que cria novas vidas, novos mundos e novas chances. Sejam clássicos, atuais, romances, mistérios... livros são amor e suas histórias são um pedaço da minha vida

5. Amizade é amor que nunca morre

Eu sou filha única e isso fez com que meus amigos fossem meus irmãos de coração... isso é amor!

6. Pode ser de quatro patas

Dispensa comentários!!



7. Está nas coisas mais simples, nos momentos mais inusitados, nas horas mais erradas e imperfeitas

Não dá pra escolher o momento de vivê-lo. O amor chega sem avisar e vai tomando conta de tudo, mesmo quando você luta contra seus efeitos e evita suas consequências. Por que ele é assim...

8. É fazer o bem sem pensar duas vezes

Já disse tudo. Fazer o bem engrandece a alma.

9. É cruzar estados, países, oceanos. Doar-se.

É ir atrás de seus sonhos. É sonhar com intensidade suficiente para te motivar a lutar por toda felicidade que lhe pertence. E não abrir mão dela, jamais!

10. Vale a pena viver de amor?

Eu resolvi finalizar com uma pergunta. Vale mesmo a pena viver de amor? Eu não sei, pois ainda não encontrei alguém que me fizesse querer viver de amor. Mas isto não quer dizer que eu não acredito neste amor, de almas gêmeas e "para sempre"... eu acredito sim! Sou assumidamente romântica... não tem como negar! Então, se um dia eu descobrir essa resposta, eu volto para contar pra vocês...


     Bom pessoal, esses foram meus motivos para amar... meu combustível para a vida... Deus, família, amigos, trabalho, música, livros e sonhos repletos de motivação! Agora eu quero saber o de vocês!! Quem quiser responder a TAG não esqueça de me contar nos comentários para que eu possa conferir... okay???

Muito boa noite... e até a próxima!!